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Startup unicórnio: saiba o que é e como criar uma
Georgia Roncon
Publicado em 03/11/2020 às 19:44Menos de 10 anos atrás,
os jovens pensavam em ser médicos, advogados e engenheiros. Trabalhar e ter uma
vida estável e confortável. Hoje, esse conceito vem mudando drasticamente. Além
de visarem novas profissões, muitas com viés mais tecnológicos, os jovens
desejam trabalhar em empresas com propósito, qualidade de vida e que causam
impacto no mundo.
Essa verdadeira
revolução vem sendo causada por um tipo especial de empresa: as startups
unicórnios.
O que é uma startup unicórnio?
Se
formos didáticos e simplificarmos, unicórnio é um apelido dado a empresas
avaliadas em mais de um bilhão de dólares. O termo veio da indústria de capital
de risco – conhecida como Venture Capital, e serve para designar que uma
empresa iniciante e inovadora (startup) e de capital fechado (não tem oferta
pública em bolsa) tem uma avaliação de mercado superior a um bilhão de dólares.
A primeira a utilizar esta expressão foi a investidora
americana Aileen Lee. Em seu artigo intitulado Welcome to the unicorn club:
learning from billion-dollar startups (“Bem-vindo ao clube dos unicórnios:
aprendendo com as startups de um bilhão de dólares”, em português), o artigo
esmiúça alguns pontos em comum entre companhias bilionárias e cita a avaliação
de mercado de mais de 100 bilhões de dólares do Facebook como um marco na
indústria.
Apesar
de extremamente difícil, os negócios que têm essa avaliação não são mais tão
raros assim. Apenas no início de 2020, pelo menos 452 novos empreendimentos já
faziam parte do seleto clube de unicórnios.
Como se forma um unicórnio?
Os
fatores responsáveis por fazerem com que uma empresa obtenha uma avaliação de
capital de mais de um bilhão de dólares variam bastante. Mas, após analisar 831
instituições, a consultoria Bunch.ai realizou uma pesquisa e apontou 3 pontos
principais:
1.Não abrem mão do compromisso com seus princípios
Empresas
cujos funcionários demonstraram um elevado foco nos princípios tinham 44% a
mais de chances de terem um histórico de sucesso.
2.Não se perdem nos detalhes
A
pesquisa aponta que negócios excessivamente focados nos detalhes têm 21% mais
chances de falhar. Startups têm de ser competitivas para preencher determinadas
lacunas no mercado. Isso vai totalmente contra o instinto da maioria de
entregar um produto inicial perfeito.
3.Foco no crescimento e redução do risco de falha
As empresas que foram orientadas a resultados tiveram 15%
a mais de chances de se tornarem extremamente valiosas e 20% menos chances de
fecharem as portas.

