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Planejamento Estratégico

Sua empresa tem a sua cara

Moises Bagagi

Publicado em 10/03/2017 às 15:41


Há algum tempo atrás, as empresas pequenas tinham poucas chances de êxito em mercados altamente competitivos por conta de suas limitações de capital financeiro, humano e operacional, além, de estarem sempre na lembrança periférica de seus prováveis clientes. Contudo, nos anos 2000 e com o advento da internet e suas novidades, as empresas pequenas começaram a ter maiores possibilidades de competirem no mercado.



 



 



Sim, porque hoje a propaganda, por exemplo, pode ser feita gratuita ou a um custo muito baixo (se comparado com a televisão, por exemplo) nas redes sociais. É muito mais fácil atrair pessoas com maiores níveis de qualificação técnica, por conta da democratização do ensino superior e que aceitam fazer carreira em empresas menores. Também há a onda das startups, principalmente quando o core business alinha alguns serviços com a tecnologia, como no caso das empresas de transporte particular.



Também há uma quantidade muito grande de informação de qualidade, gratuita muitas vezes, na internet e que abrange praticamente todos os assuntos. Basta querer fazer algo, que já se procura algum tutorial em canais de vídeos, desde coisas simples como configurar uma impressora sem fio, até montar relatórios gerenciais.



Tudo isso é muito bom, e ajuda as empresas (principalmente as menores, que tem recursos limitados) a competirem com mais força nos mercados, a expor sua marca, linha de produtos ou serviços, atingir nichos específicos e até mesmo, incomodar os grandes players. Contudo, fazer isso sem um norte a seguir, sem definir objetivos e metas claras, é apenas perda de tempo.



É preciso, antes de sair fazendo e tomando decisões, que haja raciocínio lógico no sentido de estruturar o que se quer fazer, como se quer fazer e quais resultados se quer alcançar. Isso se chama planejar. Sem isso, qualquer rumo serve, logo, a empresa irá pra qualquer lugar e poderá obter qualquer resultado. Mas, é isso que a empresa quer? Qualquer resultado?



Obviamente que não. Ser competitivo, ter alto índice de produtividade, margens de lucros formidáveis, geração de caixa, crescimento, fortalecimento de marca e imagem, inovação e bom atendimento com as despesas controladas pode parecer apenas uma meta muito distante da realidade. Por isso, a empresa tem a sua cara, ou melhor, a cara que você permite que ela tenha.



Se você, dono da empresa, executivo ou gestor, que tem poder de decisão não fizer esforço estratégico para tornar a sua empresa a cara do seu cliente, ela terá a sua cara e isso, pode ser pouco atrativo no mercado.  Mas como fazer a empresa ter a cara do cliente? Conhecendo seu cliente, entendendo suas necessidades e desejos, atendendo com qualidade, entregando e a cada dia conquistando. Por´rm, como se faz tudo isso, se antes não houver a etapa de se pensar estrategicamente e analisar os cenários mais prováveis?



Portanto, se ainda não fez, faça. Planeje seu negócio. Mude a cara da sua empresa e comece fazendo isso, mudando a sua cara. A empresa não pode apenas ser uma boa empresa (para os clientes, colaboradores e fornecedores), ela tem que parecer ser uma boa empresa. O próximo passo será parecer e ser uma ótima empresa, de se comprar, se relacionar, trabalhar e administrar.