Automação
Velhas inovações, novas oportunidades
Marcelo Martinez
Publicado em 05/07/2016 às 15:08
É difícil acreditar que nos dias atuais ainda existam varejos totalmente apartados da tecnologia. Não é raro encontrar pequenos comércios e serviços que ainda vivenciam a era da máquina registradora, sem acesso às facilidades cada vez mais comuns em um ambiente automatizado e conectado à rede. Para estes casos, pode-se atribuir esse atraso tecnológico a vários fatores: falta de interesse e de conhecimento dos sócios, estilo de concorrência pouco informatizada e pulverizada, e até mesmo para alguns, um sentimento de tecnofobia, de inércia, e às vezes até de negação. Seja como for, pelo menos no ambiente corporativo a tecnologia está transformando as escolhas, e as escolhas estão transformando o mercado e seus competidores. Negá-la ou simplesmente ignorá-la, pode fazer a diferença na sobrevivência em um ambiente cada vez mais competitivo e de rápidas mudanças estratégicas.
Nesta linha, uma das velhas “inovações” sem dúvida dos últimos anos que se mantém atual e forte é o comércio eletrônico. Segundo a pesquisa Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), realizada por meio do Conselho de Comércio Eletrônico, em parceria com a E-bit/Buscapé, o comércio eletrônico no Estado de São Paulo, apesar da queda acumulada de 2,7% nos últimos 12 meses, registrou no primeiro trimestre de 2016 um faturamento real (já descontada a inflação) de R$ 3,6 bilhões, um cenário ainda interessante considerando a severa crise que vivenciamos, a consolidação da confiança do consumidor neste tipo de solução e a ampliação de novas tecnologias para acesso a plataformas on-lines, inclusive disponíveis para classes sociais mais baixas.
De olho nesta oportunidade, é cada vez mais comum encontrarmos empreendedores se enveredando pelo comércio eletrônico por vislumbrarem uma nova forma de realizar negócios, por verem na Internet um complemento às suas operações da loja-física, ou por procurarem tal caminho porque a concorrência o está fazendo. Entretanto, infelizmente, apesar da boa intenção, em algumas situações tal empreendimento chega à empresa da noite para o dia, sem um planejamento sólido das ações e possíveis implicações desta decisão, o que culmina no fracasso da iniciativa. Como todo investimento em tecnologia, para ter sucesso no comércio eletrônico não basta um bom programador de TI – as empresas precisam de apoio mais estruturado tanto para o desenho da estratégia comercial e de suporte às vendas, como para identificar e implementar as ferramentas adequadas integradas ao seu ambiente de negócios. Sem esse parceiro auxiliando-a em sua iniciativa, não é raro encontrarmos estruturas organizacionais inadequadas, redes de distribuição despreparadas, transações financeiras frágeis e, o que é pior, todo o esforço de anos em trazer o cliente para dentro da empresa, e aproximá-lo num relacionamento de ganhos mútuos, ficar esquecido em meio à profusão tecnológica.
Além de ampliar as vendas, vale reforçar que com a solução de comércio eletrônico a empresa pode consolidar o Marketing de Relacionamento com seu cliente, reconhecendo padrões de interesses específicos e promovendo seu portfólio de produtos de maneira mais organizada e efetiva. Outra oportunidade de contar com uma plataforma interativa orientada a mercado é a criação de novos valores para o cliente, aperfeiçoando a comunicação bidirecional com compartilhamento de informações e opiniões sobre a empresa, suas linhas de produtos e serviços; reconhecendo oportunidades para segmentação de mercado e “customização” em massa; reduzindo custos de transação; e aumentando a lealdade, como em programas de fidelidade do tipo “quanto mais você compra, mas você tem benefícios”.
A Internet criou a promessa de qualquer coisa, de qualquer modo, em qualquer tempo. O homem moderno vivencia a todo instante essas mudanças que lhe trazem sucessivas conquistas e encurtam distâncias. Não importa o tamanho ou o tipo de negócio, mais cedo ou mais tarde todas as empresas irão participar dessa nova onda e as revendas de Automação devem estar preparadas para auxiliá-las, não só na sugestão e implantação da melhor infraestrutura, mas na condução de propostas que as auxiliem na tomada de decisões estratégicas a respeito de seus negócios. Em momento de crises, enxergar em “velhas” inovações, novas oportunidades de negócios, faz muito bem. Pensem nisso e façam negócios.

