Na Intel, acreditamos que uma força de trabalho diversa e uma cultura inclusiva são fundamentais para a evolução e para impulsionar nosso crescimento. Se quisermos formar o futuro da tecnologia, nossa força de trabalho precisa refletir esse futuro. A transparência e o compartilhamento aberto dos nossos dados nos permitem celebrar o progresso e enfrentar os desafios que surgem ao longo da jornada. Compreendemos nossa responsabilidade em liderar a indústria nesse sentido, elevando o nível de transparência para nós mesmos e, consequentemente, para todas as empresas do setor.
Fieis a esse compromisso, divulgamos hoje nossos dados mais recentes sobre a representatividade da nossa força de trabalho. Também estamos divulgando nossos dados de pagamento EEO-1 de 2017 e 2018, conforme prometido em outubro. Cada um desses conjuntos de dados conta uma parte importante da nossa história e indica o trabalho a ser feito.
Esperamos que por meio da abertura dessas informações possamos incentivar outras empresas do setor a fazerem o mesmo. No momento em que a transparência revela áreas a serem melhoradas, precisamos unir esforços para compreender esses desafios e pensar em ações específicas para criar um setor mais inclusivo. Os desafios sistêmicos exigem responsabilidade em todas as frentes e um forte senso de urgência.
Trabalhando em prol de uma maior representatividade
Fico muito feliz que no ano passado tenhamos alcançado a representatividade total do mercado em nossa força de trabalho nos EUA. Essa conquista se deu graças a uma estratégia abrangente, envolvendo as áreas de contração, retenção e progressão de funcionários. Mas, ainda temos muito a fazer.
A Intel foi uma das primeiras empresas a divulgar um relatório sobre representatividade na sua força de trabalho e ficamos felizes em ver mais de dez empresas se juntarem a nós ao longo dos anos. Em 2019, incluímos uma análise mais aprofundada dos nossos níveis de liderança, incluindo diretores e executivos, a fim de apresentar um panorama mais amplo. Também estamos olhando para além dos EUA e expandindo a divulgação de nossos dados de diversidade global, pois nos concentramos em estender nossas iniciativas de diversidade e inclusão a toda a nossa força de trabalho ao longo de 2019.
Abaixo, as principais conclusões para o período de 2018-2019:
Na nossa força de trabalho nos EUA, o nível de representatividade entre funcionários técnicos e não-técnicos aumentou para todas as minorias étnicas do país: latinos, afro-americanos e nativos americanos.
No geral, o nível de representatividade entre os funcionários aumentou de 14,6% para 15,8% no último ano. Isso inclui a chegada de 561 funcionários latinos, aumentando a presença desse grupo de 9,2% para 10% na nossa força de trabalho nos EUA.
Houve uma queda no número geral de mulheres nos EUA, de 26,8% para 26,5%
Já em nível global, o número de mulheres aumentou 0,1% em relação ao ano passado, e a presença de mulheres em cargos de diretoria cresceu 0,6% graças ao nosso foco em uma liderança global mais diversa.
Precisamos aumentar o número de mulheres, assim como o nível de diversidade entre os homens ocupando cargos de liderança em todos os países onde atuamos. Existe uma lacuna de progresso para mulheres e populações sub-representadas em todos os níveis - desde a alta administração até os níveis de diretoria e executivo. Essas quedas podem ser evitadas e estamos investindo em inclusão, fazendo a reavaliação da progressão da liderança a fim de garantir que mulheres e grupos minoritários também cresçam dentro da empresa. Afinal, sabemos que a diversidade precisa chegar aos níveis mais altos para alcançar o resto da empresa.
Esse ano, nosso serviço Warmline chegou a mais países. O Warmline é uma linha direta que oferece suporte de retenção a qualquer funcionário que tenha problemas com um gerente, sua posição atual ou sua progressão na carreira. Também lançamos um programa que incentiva o engajamento de funcionários na construção de um ambiente de trabalho mais inclusivo, ajudando na compreensão e adoção de novos comportamentos. Além disso, desenvolvemos um amplo conjunto de programas de treinamento para gerentes e executivos sobre as práticas de inclusão visíveis nas nossas equipes de melhor desempenho. A inclusão é parte integrante da evolução da nossa cultura, refletindo as mudanças da empresa e os esforços contínuos para atrair e reter os melhores talentos.
O que nossos dados sobre pagamento mostram
No início do ano, anunciamos a equidade salarial entre gêneros para nossos 107.000 funcionários em mais de 50 países. Trata-se de um primeiro passo desafiador - garantir que todos os funcionários com as mesmas funções ou funções similares sejam remunerados de forma justa, independentemente de sexo, raça ou etnia, levando em consideração fatores como desempenho, formação e tempo de cargo.
De acordo com nosso compromisso com a transparência, estamos publicando nossos dados de pagamento EEO-1 de 2017 e 2018, também conhecidos como o novo requisito de divulgação do componente 2, juntamente com os dados anuais de representatividade em toda a empresa ao longo de 2019. É importante lembrar que os dados do relatório são coletados a partir dos ganhos da caixa 1 do W2 dos funcionários, incluindo todos os rendimentos tributáveis, e não foram normalizados por fatores como data de contratação, diferenciais de turno e contribuições para aposentadoria de funcionários.
Como era de se esperar, os dados de pagamento geral também refletem nossas lacunas de representatividade - há menos mulheres e minorias étnicas nos níveis mais altos e, portanto, mais bem remunerados da empresa. Muitos dos nossos executivos, diretores e gerentes nas mais altas categorias salariais EEO-1 são homens brancos e asiáticos, enquanto a presença de mulheres e outras minorias é preponderante nas categorias salariais mais baixas.
Contudo, devido aos nossos esforços em diversidade e inclusão, há um aumento promissor no número de mulheres e de outras minorias em cargos iniciais da empresa e esse grupo irá formar uma parte da nossa liderança do futuro. Agora, o desafio é criar um ambiente que ajude nossas funcionárias e minorias a desenvolver e progredir em suas carreiras, além de garantir a expansão da contratação e retenção de talentos diversos em cargos e salários mais altos.
Transformando nossa cultura com base na inclusão
Nossos dados mais recentes sobre representatividade e remuneração deixam claro que devemos continuar focando no crescimento de todos os funcionários qualificados da empresa e construir uma cultura de inclusão mais abrangente, permitindo que todas as vozes sejam ouvidas. Já sabemos que a transparência é nossa força, além de ser fundamental para o real progresso. Por meio dela, os desafios e oportunidades ficam mais claro, permitindo que trabalhemos juntos em uma solução. Pedimos que outras empresas se juntem a nós e sejam transparentes e abertos acerca dos seus sucessos e tropeços, para que possamos continuar aprendendo uns com os outros.
A Intel continuará sendo ousada e cada vez mais dedicada à transformação da nossa cultura por um mundo melhor. Diversidade e inclusão, além do aumento da representatividade em todos os níveis da companhia, são o cerne dessa mudança cultural. Tornamos a inclusão uma parte integrante do plano de evolução da nossa cultura, permitindo atrair e reter continuamente os principais talentos, necessários para apoiar nossa transformação em uma empresa centrada em dados. Sabemos que ainda há muito a fazer nessa jornada. Estamos comprometidos em continuar com nossas ações e liderar o setor rumo a uma força de trabalho que reflita verdadeiramente a população dos países em que a Intel está inserida.
Espero ter novidades em breve sobre como alcançamos essas metas.

Barbara Whye

Barbara Whye

A executiva é Chief Diversity and Inclusion Officer e vice-presidente de Recursos Humanos para o Technology, Systems Architecture and Client Group da Intel Corporation