Cometemos um grande erro de considerar sempre a concorrência como a maior vilã do nosso negócio! Mas você já parou para pensar que a maioria das empresas do mesmo segmento acabam se concentrando nas mesmas regiões? 

Certa vez parei para pensar sobre isso, estava na dentista que costumo ir e perguntei se o fato do prédio onde ela está localizada ser ocupado em 80% por outros consultórios odontológicos não atrapalhava seu fluxo de pacientes e ela foi categórica ao me responder que:  não! 

Isso na realidade ajudava, pois quem queria encontrar bons dentistas procurava o prédio e sabia que ali encontraria alguém que pudesse ajudar! 

Refleti muito se isso se aplica a outros setores e notei que nem de longe é uma “via de regra”, mas devemos levar em consideração que ter por perto alguns concorrentes não deve ser prejudicial ao seu negócio, vamos partir do princípio que: 

Seu concorrente não é seu inimigo! Você não precisa ter inimizade com ele! Seja gentil e cordial, se você chegou depois, vá visitá-lo, explique que você está instalando seu negócio em um local próximo, mas que isso não deve gerar um desconforto, tendo em vista que tem cliente para todo mundo! Não é uma eterna briga entre o melhor e o pior, o cliente busca identificação com uma empresa e ele pode se identificar com a sua ou com a do seu concorrente! 

Se você chegou antes, quando um concorrente se instalar, vá até ele, ofereça ajuda caso precise e coloque-se a disposição para quando ele precisar! Isso irá estabelecer uma boa relação de confiança e de honestidade! Mesmo que muitas vezes perdemos a crença nas pessoas, seja você a diferença que você espera dos outros! 

Estabeleça uma parceria! Dependendo do negócio que vocês operam, muitas vezes uma parceria torna-se a maneira mais sadia de definir um trabalho! Compartilhem informações, eventos sobre o setor, caso você não tenha um produto específico ou ofereça um serviço específico, veja se o seu concorrente não pode oferecer para suprir a necessidade do cliente!   

Muitas vezes essa parceria pode se estender até na questão de compras (comprar em maior quantidade gera descontos mais interessantes) e imagine compartilhar as ofertas e oportunidades de um fornecedor em comum? É vantagem para todos os lados! 

Conhecimento bom é aquele que somos capazes de compartilhar! Pare de ter medo do que o seu concorrente pode saber sobre a sua empresa! Compartilhe as novas descobertas, fale sobre lançamentos, marque um café para falar sobre negócios! Vocês conseguirão se fortalecer criando um elo onde o cliente é o principal beneficiado (e esse deve ser o interesse de todas as empresas), pois cliente feliz consome mais! 

É óbvio que se você tentar e encontrar a porta fechada, você não deve insistir em manter um relacionamento quando a outra parte não quer, muito menos entregar toda a fórmula do seu negócio quando o outro tem apenas interesse no que você pode oferecer! Mas se você encontrar alguém disposto e com os mesmos interesses, que tal tentar? 

Sabemos que o cliente vai sempre escolher o melhor lugar para comprar, mas se o cliente não entrou na sua empresa não é um sinal de que sua empresa ou seu produto / serviço seja ruim! É apenas uma questão de identificação! O problema é quando seu cliente reclama e não tem a atenção devida, ou quando ele enfrenta um problema com um produto ou um serviço e não tem o suporte que foi prometido, isso sim gera um descontentamento e um afastamento desse cliente! 

Então esqueça a história da luta! Caminhe junto com o seu concorrente e atinja resultados ainda melhores! SUCESSO!

Lucas Chiminazzo

Lucas Chiminazzo

Lucas Chiminazzo é profissional da área de marketing de relacionamento, coach e especialista em aumento de faturamento através de métodos dinâmicos e ousados. Utiliza como fonte de seu trabalho técnicas teatrais e lúdicas para facilitar a aplicação de estratégias convencionais e pouco utilizadas.Consultor empresarial, viaja por todo o Brasil renovando conceitos, lançando marcas e trabalhando para o desenvolvimento profissional. Acesse www.lucaschiminazzo.com.br. Dê sua opinião sobre este artigo ou faça sugestões para nossos colunistas, envie seu e-mail.