Blue Yonder visa desenhar o futuro da cadeia de Supply Chain autônoma no mundo digital
Blue Yonder visa desenhar o futuro da cadeia de Supply Chain autônoma no mundo digital
Samuel Baccin,  Partner Success Director Brasil, chegou a  Blue Yonder, conhecida anteriormente como JDA Software, fornecedora global de uma plataforma de cadeia de suprimentos digital end-to-end, com o objetivo de fazer parte de uma equipe voltada a potencializar o mundo, as empresas e as pessoas, principalmente o ecossistema de canais.  Vale pontuar que a  Blue Yonder, empresa líder dos Quatro Quadrantes do Gartner de Supply Chain (WMS/20, TMS/20, Sales &Operation Planning/20 e Supply Chain Planning/19) tem como pontos fundamentais a inovação com serviços SaaS na nuvem Microsoft Azure, principal fornecedor de Digital Fulfillment, baseado em Inteligência Artificial (IA). A seguir o nosso bate-papo com o executivo, que analisou o mercado de Supply Chain diante do novo normal:


PartnerSales: Quais são os desafios do cargo mediante ao novo cenário atípico no país?

Samuel Baccin: Cheguei à Blue Yonder há pouco mais de um ano como Partner Success Director no Brasil. Neste período, minha equipe e eu temos trabalhado para reaproximar parceiros globais e locais, e capacitá-los nas soluções da Blue Yonder, implantando o novo modus operante da companhia, através dos canais. Neste novo normal, temos trabalhado muito duro para atender a demanda durante a quarentena, dando todo o suporte aos parceiros locais. O Supply Chain que estava sendo praticado por muitas empresas não atende mais este novo cenário que se apresenta. O novo Supply Chain precisa dar visibilidade a toda a cadeia, fazer previsões em tempo real, analisar as exceções, trazer várias opções de solução com vários cenários apresentados pela solução baseada em Inteligência Artificial (AI) e Aprendizado de Máquina (ML), com a colaboração entre as ferramentas em tempo real e uma execução autônoma, dirigido por eventos, sem necessidade da presença de um operador. Temos observado que muitas empresas precisam acertar e adequar o seu back office, ou seja, não adianta vender se não conseguem entregar o que foi prometido, muito mais ainda é que a operação continue dando lucro, apesar de todas as mudanças que ocorreram do dia para a noite.  

PS:   O que tem a nos falar sobre a mudança de nome da companhia para Blue Yonder, sua nova identidade no mercado?

SB: O nome Blue Yonder está alinhado ao que a empresa global busca, uma cadeia de suprimentos autônoma, de ponta a ponta, dentro de um novo momento da empresa com a transformação na nuvem e o roadmap de produto, na busca da melhoria contínua e a experiência do cliente. Hoje somos uma empresa de US$ 5,5 bilhões, afinal a Panasonic após realizar um investimento de capital com a Blue Yonder passou a ter uma participação minoritária de 20% e um assento no conselho de administração na companhia.  A empresa investe muito em Pesquisa & Desenvolvimento e tem quatro centros de excelência ao redor do mundo onde desenvolve soluções, algumas junto aos clientes globais. Hoje são mais de 401 soluções patenteadas. Há dez anos, trabalhamos com Inteligência Artificial, Big Data, Analytics, IoT, entre outras tecnologias. Entretanto, demos o salto que procurávamos com a aquisição da consultoria do Dr. Michael Feindt, hoje o nosso consultor estratégico. Posso dizer que ele é como um superstar da Inteligência Artificial. Ele desenvolveu o algoritmo Neuro Bayes durante anos de pesquisa no CERN, centro mais famoso da Europa que possui o maior acelerador de partículas do mundo. A sua consultoria teve como herança o conhecimento e insights do petabytes e os dados brutos do CERN, este conhecimento ele trouxe para dentro das soluções da Blue Yonder.  Nossas soluções robustas são o principal DNA, além disso somos líderes absolutos nos Quatro Quadrantes do Gartner em Supply Chain. 

PS: Como está a atuação da companhia no Brasil, o que podemos esperar nos próximos meses e em 2021?
SB: A Blue Yonder no Brasil tornou-se um case para toda a companhia. Cheguei com a missão de reaproximar os parceiros locais e globais ao escritório brasileiro que existe há mais de 20 anos. Este ano, a Blue Yonder Latin America comemora 25 anos de existência. Por exemplo, tínhamos clientes globais que não sabiam sequer que tínhamos uma equipe sênior local. O que temos observado é que a Blue Yonder tem muito a contribuir com o mercado brasileiro, da manufatura ao varejo. Nossa equipe nunca trabalhou tanto quanto nesta quarentena. Empresas querem saber como podemos ajudá-las neste cenário que ainda está muito indefinido. O Covid-19 mostrou às empresas locais que elas precisam estar preparadas para a imprevisibilidade do mercado e a Blue Yonder mostra para seus clientes e parceiros que esta pode ser gerenciada se elas tiverem as ferramentas certas para continuar atendendo bem, e principalmente evitar perdas e ter lucro. Para 2021, apesar do cenário estar um pouco pessimista, sabemos que a transformação digital das empresas continuará de forma ainda mais acelerada

PS:  Quais são as soluções da marca que estão priorizando e porquê?

SB: Nossa plataforma Luminate engloba todas as soluções da empresa e está baseada em um conjunto de tecnologias como AI, ML, IoT, Edge, Big Data, entre outras. Ela é interligada end-to-end, oferecida numa solução Saas, da Microsoft Azure. A plataforma da BY possui três grandes três braços: Luminate Retail, Luminate Planning e Luminate  Logistics. Eu destaco dentro de nossas soluções o Luminate Control Tower, um centro de controle de crise end-to-end que permite que as empresas tenham visibilidade em tempo real das informações da cadeia de suprimentos e que se façam as ações corretivas, antes mesmo que elas ocorram. Nosso diferencial neste segmento é que a Torre de Controle da Blue Yonder permite o input de sinais digitais internos e externos - como mídias sociais, notícias, eventos, clima e IoT - do ecossistema digital, incluindo distribuidores, fornecedores e parceiros. Ao capturar e analisar feeds de dados, a partir da digital edge, as empresas obtêm uma maior compreensão do sentimento do consumidor, das condições de fornecimento, das percepções da demanda e de qualquer correlação com as flutuações do consumo.


PS: O que a companhia tem feito para minimizar os impactos do avanço do coronavírus na operação, em relação aos colaboradores, canais e clientes? 
SB: Uma parte da equipe global está em trabalho remoto,  os demais no atendimento presencial. O importante é continuar agregando valor, e isso através de informações que compartilhamos com os clientes ou entre os próprios clientes. A BY criou um portal com diferentes tipos de ferramentas que podem ajudar a mitigar essa crise e está à disposição das empresas de logística, realizamos seminários on-line, compartilhando informações. Por exemplo, o maior evento mundial da companhia, o DEVCON 2020, foi totalmente online e gratuito. O tema deste ano foi “Supply Chain Can Save the World” com a apresentação de cases reais mundiais da Plataforma Luminate.   


PS: Quais são as dicas que a companhia sugere para que os parceiros passem esta fase? 

SB: Cada vez mais, as empresas precisam ser estratégicas, planejar muito e implantar as soluções tecnológicas certas, soluções que conversem umas com as outras, não só internamente dentro da empresa, mas também com os fornecedores, com o 3PL (Operador Logístico Terceirizado) e com clientes. Não adianta investir pesado nos produtos e nos portais de vendas, se a cadeia de suprimentos tem gargalos que atrasam ou não permitem que o produto chegue ao destino final no prazo determinado, seja ele um varejo, um supermercado ou mesmo para o consumidor final.  PS: Neste novo momento com grandes transformações no modo de consumir, como podemos auxiliar a revenda na adequação à nova realidade? SB: Há dois anos, um dos nossos especialistas escreveu um artigo dizendo que em 2025, 70% das transações do varejo seriam digitais. Com o Covid-19, houve uma aceleração da digitalização. As empresas viram-se obrigadas a fazer a sua transformação digital praticamente em dois meses. Vendedores das lojas, por exemplo, de um dia para outro começaram a atender seus clientes via WhatsApp e esses produtos precisaram ser entregues, conforme prometido.  Agora que muitas cidades brasileiras estão já em fase de abertura, é o momento de colocar a casa em ordem porque mais do que nunca as ferramentas de Supply Chain farão a diferença nos negócios.   

PS: Qual é a estratégia da Blue Yonder para os canais, vocês possuem programas de incentivos e benefícios para os parceiros?

SB: Para alguns mercados a BlueYonder definiu um modelo de Vendas Indiretas, que é o caso do Brasil. Temos um trabalho direto com o cliente de atendimento, suporte e apoio operacional, todavia nosso parceiro de negócios e implementação é o grande astro. A Blue Yonder inicia nossos projetos sempre com um parceiro conectado dentro de nossa metodologia de trabalho, a fim de evitar gaps. Nosso canal utiliza nossos valores e nossa cultura fazendo-os parte da família Blue Yonder. Nosso parceiro é diferenciado: atua com urgência e está sempre perto dos nossos clientes buscando alternativas para atender melhor cada negócio.

PS:  Na sua opinião, quais devem ser as mudanças estratégicas nos negócios pós-pandemia?

SB: O momento é de união do mercado para que todos nós possamos sair mais fortalecidos, ajudar o Brasil a se reinventar. Como apresentado por algumas consultorias mundias, hoje o CFO tem se baseado totalmente na visibilidade e na digitalização da cadeia de Supply Chain. São as soluções de Intelligent Supply Chain que farão a diferença. 


PS: Como você enxerga o novo normal no mercado de TI, especialmente no segmento em que atua?

SB:  O Covid-19 tornou ineficaz os modelos de planejamento e execução da cadeia de suprimentos existente, que não estão baseadas em Machine Learning e Inteligência Artificial. As propostas de valor para os clientes no novo normal exigem cada vez mais uma construção de ecossistemas de resiliência com novos princípios de sustentação da arquitetura de Supply Chain que precisam alavancar agressivamente à digitalização. As empresas não podem esperar mais. Elas precisam adotar imediatamente uma reinicialização que calibre o mix de produtos,  tendo um planejamento cognitivo, cenários trade-offs e criar ofertas de mercado relevantes com entregas sempre ativas, além dos caminhos de fluxo de atendimentos flexíveis.  Os Negócios 4.0  são a resposta à Indústria 4.0. Sabemos que a próxima interrupção é conhecida e desconhecida, ao mesmo tempo. Não temos como identificar quando chegará a próxima crise e de onde vem. A pandemia ensinou ao mercado lições para criar o DNA para antecipar, sentir e executar de maneira decisiva. 

PS: Quando pensamos na Blue Yonder o que deve vir em nossa mente em um primeiro momento?

SB: A Blue Yonder está criando o futuro do Supply Chain. O fulfillment digital autônomo será muito em breve uma realidade. Todas as vezes que visito um dos centros de excelência da BY imagino o impacto positivo que terá na vida das pessoas. A Inteligência artificial, Machine Learning, IoT, Big Data e outras tecnologias juntas e orquestradas, trabalhando para que todos alcancem o seu potencial.  


PS: Qual o recado da companhia para os canais?

SB: Estamos em busca do crescimento de poucos, grandes e fortes parceiros locais para atender a demanda de cobertura e recursos de implementação. Iniciamos um processo mundial de Accreditation dos parceiros de serviços por prática de negócio, o que vem crescendo exponencialmente a adoção. Com estas certificações, o canal receberá atenção ainda mais especial, além de verbas para eventos, comissionamento por licenciamento OnPrem e SaaS diferenciado de mercado; e principalmente, grande parte da implementação. Nossos canais buscam a diferenciação, inovar, suportar e resolver o problema dos clientes e fazer eles crescerem, aumentando as receitas.  Com a BlueYonder, os parceiros conseguem ter o benefício de fazer parte de uma família que está desenhando o futuro da cadeia de Supply Chain autônoma.