Especial 5G


Pesquisa da Frost & Sullivan aponta que o 5G deve chegar a 8,4 milhões de conexões em 2024, ou seja, 3,4% do total.  Esse é um índice inicial, além da cobertura restrita para oferta dos serviços, o estudo mostra que um dos destaques será o preço do hardware e dos smartphones, que vai ser atenuado nos próximos anos, garantindo assim o potencial do mercado.


Ainda é prematuro dizer quais serão os impactos causados pela pandemia de Covid-19 no Brasil e no mundo, mas o que sabemos é que o avanço das tecnologias disruptivas, incluindo o 5G, se tornou um caminho sem volta que trará oportunidades de vendas concretas a todo o ecossistema.

Nesse período de isolamento, observamos que se manter conectado constantemente se tornou importantíssimo para a excelência do trabalho remoto, ensino a distância, conferências e reuniões, enfim para inúmeras atividades realizadas de modo online, sem falar na comunicação de modo geral, o que aponta que a tecnologia 5G quando estiver em pleno vapor permitirá ao país uma nova fronteira de serviços e produtos. 

Vale destacar que a tecnologia permite que mais aparelhos estejam conectados ao mesmo tempo, pois tem maior potência auxiliando assim na eliminação ou redução do gargalo eletromagnético tão comum em grandes aglomerações. 

Eventos como shows e celebrações de fim de ano, conferências empresariais que reúnem milhares de pessoas, terão cobertura e acesso garantidos à internet, muito diferente do que acontece atualmente com falhas e dificuldades de acesso à internet.  “A tecnologia 5G proporciona maior velocidade (10 Gbits/s de velocidade pico), menor latência (1ms) e maior densidade (1 milhão de conexões/KM2). Além de permitir melhor network slicing (fatias de rede), com as aplicações gerenciadas fim a fim na rede e a devida qualidade de serviço. Isso permite não só um melhor serviço de banda larga móvel (podendo substituir inclusive a banda larga fixa), mas também viabilizar aplicações de Internet das Coisas que exijam melhores tempos de resposta para funcionarem, como, por exemplo, trens de alta velocidade, carros autônomos e drones para logística, seguros e aplicações industriais, cirurgias robóticas de alta precisão, dentre outros. A maior densidade ajuda a atender aglomerações de pessoas em túneis e estações do metrô, estádios, mega eventos e áreas densamente povoadas”, analisa Renato Pasquini, diretor de Pesquisa da Frost & Sullivan. 


A transição para o 5G apresenta oportunidades para diversas indústrias, especialmente nas áreas da Internet das Coisas (IoT) e de edge computing 


Há quase 10 anos quando houve o salto do 3G para o 4G, a promessa era de redes dez vezes mais rápidas. Do 4G ao 5G, as melhorias deverão ser ainda mais significativas: a expectativa é de que as redes de quinta geração sejam, em geral, 50 vezes mais rápidas do que a quarta geração, com bandas de 1 Gb/s (gigabit por segundo).  


Entretanto um dos principais tópicos para a tecnologia 5G ser colocada em prática é o leilão das freqüências que deve ocorrer no segundo semestre de 2020 ou no início de 2021 para determinar em qual faixa o 5G vai funcionar. Segundo portaria do MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), a iniciativa vai definir os procedimentos de implantação, considerando os cuidados com eventuais interferências na recepção de TV via satélite, que usa frequências adjacentes às destinadas ao 5G. “A mudança que será observada nesse processo é a criação de ecossistemas para que as operadoras possam entregar as soluções e aplicações demandadas pelas empresas de distintos setores econômicos, de forma que os projetos realizados possam também se tornar escaláveis. A área de empresas (B2B) das operadoras deve se tornar mais relevante em proporção às receitas, por viabilizar novos modelos de negócios inteligentes, que alavancam a Internet das Coisas. A evolução tecnológica esperada é extrair o máximo de benefícios do 5G e viabilizar novas aplicações inteligentes, como, por exemplo, Carros Autônomos ou Cidades Inteligentes, com “zero acidentes”. Para isto, a inteligência da borda da rede terá que aumentar e para tanto os equipamentos/gateways e os datacenters deverão estar cada vez mais próximos da aplicação e dos devices, tendo a rede 5G, altamente confiável, como viabilizadora. A rede 5G já nasce virtualizada e definida por software, o que ajuda nessa orquestração”, agrega Pasquin, da Frost & Sullivan.   


Fernando Garcia, vice-presidente e gerente geral para a América Latina da Vertiv, destaca que as operadoras de telecomunicações móveis do Brasil já estão desenvolvendo projetos pilotos e trials (ensaios) em torno do 5G. “Alguns trials, voltados para aplicações específicas, estão muito avançados. Além disso, é importante pontuar que o 5G necessita de 30 ou 50% a mais de antenas para prover a ultra baixa latência dessa rede. As autorizações para instalar as antenas, que terão que avançar por regiões ainda pouco conectadas, dependem de um trâmite longo e complexo. É significativo para o canal compreender que o 5G é um catalizador, um acelerador que abre, para os parceiros, inúmeras chances de negócios. Oportunidades ligadas à ampliação do uso, no Brasil, de IoT e Edge Computing. Esse quadro mostra grandes oportunidades em Cyber Security, IA e Big Data/Analytics. Mas, na parte de infraestrutura física e serviços para esse novo mundo que está surgindo, as duas principais oportunidades para o canal são em relação a projetos de IoT e Edge Computing”, ressalta o executivo.  

Na opinião de Leonardo Rangel, diretor de Vendas Indiretas da HPE, para que a nova tecnologia esteja disponível, vários pontos devem estar prontos como fibra ótica capaz de suportar o backhaul (retorno) necessário e as torres adicionais para suportar a densidade. “Algumas grandes áreas metropolitanas já possuem essa infraestrutura, mas são exceções. As empresas do setor precisam investir, porém o momento econômico não é favorável. Algumas delas já sugeriram, inclusive, que o leilão das frequências  ocorra apenas em 2021. O 5G introduz alterações bastante importantes na arquitetura das redes de telecomunicações, tanto na chamada rede de acesso por rádio (RAN – Radio Access Network) quanto nos elementos do núcleo de redes. A nova rede de telecomunicações será, essencialmente, virtual, fazendo uso de um parque computacional preparado para esse fim.  Além disso, teremos alterações na forma de aprovisionar novos elementos de rede e serviços, o que deverá ocorrer de forma mais dinâmica. De uma forma geral, as operadoras de telecomunicações vêm acompanhando a evolução dos padrões e, aos poucos, se preparando para a implantação do 5G. Assim, vêm definindo a sua estratégia e políticas de cobertura, implantação e operação, além de determinar o melhor caminho tecnológico para a migração das redes 4G, definindo os parceiros tecnológicos para ajudá-las nessa transição”, agrega o executivo, completando que o  5G e a nova geração do Wi-fi, o Wi-fi 6, permitem a concretização da internet das coisas (IoT): carros autônomos, cirurgias remotas e luzes de rua inteligentes, entre tantos outros avanços. 


Para a NVIDIA, o 5G é a próxima fronteira da “Transformação Digital”. “A chegada do 5G criará serviços e oportunidades que irão aumentar a eficiência e a capacidade produtiva do Brasil. O Covid-19 acabou mostrando o papel fundamental que a indústria de Telecom tem para a sociedade atualmente, nos mantendo produtivos e conectados durante esse período de isolamento global. A expectativa é que o 5G transforme tanto o mercado consumidor quanto o corporativo. Para os consumidores, o 5G trará novas experiências e conectividade provendo serviços como AR/VR e vídeos de alta definição. A grande oportunidade será mais para o mercado corporativo, com diversas novas possibilidades, como o 5G viabilizando IoT em escala e novos casos de uso, como IA baseada em visão computacional, IA multimodal, carros autônomos, telemedicina e Indústria 4.0”, pontua Marcio Aguiar, gerente sênior da NVIDIA Enterprise para América Latina.  


Já a Cisco observa que a futura geração de telecomunicação possibilitará a expansão de aplicações,  IoT e soluções para transformação digital. “Considerando que as questões de regulação de espectro serão endereçadas a curto e médio prazo, os principais desafios que seguem são associados ao desenvolvimento de casos de uso específicos, que endereçam necessidades de usuários e ao mesmo tempo sejam rentáveis para as empresas que proverão os serviços. Neste contexto o sucesso do 5G está além de um “upgrade do 4G” ou de uma tecnologia para prover acesso banda-larga mais rápido em celulares. É muito importante que o ecossistema de empresas de TI e Telecom, incluindo os canais e integradoras, se habilitem e foquem no desenvolvimento de casos de uso e aplicações para segmentos específicos.  Em relação a infraestrutura o 5G está alinhado a tendências importantes como Virtualização de Funções de Rede (NFV), Rede de Acesso de Rádio aberta (Open-RAN), Edge Computing e um alto grau de Automação. Do lado das aplicações associadas ao 5G, destacamos o uso de Cloud Computing e soluções de Segurança mais amplas e sofisticadas”, diz Hugo Baeta, diretor de Vendas para Operadoras da Cisco.
 

Por sua vez, Ernesto Sita Neto, diretor de Produtos Telecom da WDC Networks, reforça que a tecnologia 5G é vista pelas fabricantes de soluções de tecnologia e inteligência como a precursora de uma nova era tecnológica. “A nova rede 5G abrirá novos horizontes em todas as áreas, tais como: Mobilidade: com a massificação de carros autônomos e controle de tráfego inteligentes e on-line, rodovias inteligentes; Segurança: com o surgimento de novos analíticos de vídeo mais ágeis, inteligentes (AI) e com resoluções mais nítidas; Medicina: sistema de cirurgia por robôs controlados a distância, consultas e transmissão de imagens de alta resolução entre outros; Lar: residências mais inteligentes e conectadas já são uma realidade, e o 5G irá conectar com mais qualidade os dispositivos na nuvem; Telecom: mobilidade com velocidades de até 10Gb em aparelhos celulares, viabilizando qualidade e rapidez nas transmissões em vídeo conferências e canais de streaming, reuniões on line, acesso a documentos na nuvem, etc; entre tantas outras”,  conta o executivo.

Tendências que permeiam a nova era 5G em resposta a transformação digital  



Quando falamos em tendências sempre temos que ter em mente que as novas tecnologias sempre se beneficiam dos avanços da transformação digital principalmente na nova fase do mercado, o tal novo normal que mudará as formas de consumo e de trabalho no Brasil e no mundo. “Acredito que a total liberdade na mobilidade será uma das principais tendências que a nova tecnologia trará. Liberdade para exercermos nossas atividades profissionais e pessoais de forma plena em qualquer lugar com apenas um dispositivo móvel em nossas mãos. A combinação do 5G em ambientes externos com o Wi-fi 6 em ambientes internos será o casamento perfeito para essa liberdade plena. Uma segunda forte tendência que posso mencionar é sobre a aplicação da inteligência artificial em novos modelos de negócio e de uma forma constante e mais presente.  Por último, destaco a explosão do IoT com o 5G.  Em relação às oportunidades para o canal, essas são enormes. Quando falamos de um possível aumento de receita que essa tecnologia trará, temos que pensar de uma forma muito ampla. Digo isso porque não se trata apenas do produto que será necessário para que se possa utilizar o 5G, mas de novas ideias e serviços que poderão ser gerados simplesmente pelo fato de termos acesso a uma nova tecnologia que permite a navegação e compartilhamento de dados de forma muito mais rápida do que conhecemos hoje.”, observa João Neto, diretor Executivo da ScanSource. 


Reginaldo Rodrigues, diretor de Distribuição e Canais da Intel, avalia que a tecnologia 5G trará avanços significativos no mundo a IoT, machine learning e realidade virtual, fatores que devem atrair o interesse dos mais variados setores.  “Com isso, segmentos como o de transportes, segurança e saúde, por exemplo, terão impactos significativos.  As chamadas Cidades Inteligentes com soluções e tecnologias integradas serão uma realidade e as empresas precisam estar preparadas para isso.  Dentro da questão dos transportes e mobilidade e os avanços esperados para os próximos anos, a Intel anunciou em maio a aquisição da Moovit – empresa de soluções de mobilidade como serviço (MaaS), por aproximadamente US$ 900 milhões (US$ 840 milhões de ganho patrimonial líquido da Intel capital). A Moovit é conhecida por seu aplicativo de mobilidade urbana, que oferece aos viajantes de todo o mundo o melhor planejamento de viagem multimodal, combinando transporte público, serviços de bicicleta e scooter, carona e compartilhamento de carros. A soma da Moovit aproxima a Mobileye da Intel de alcançar seu plano de se tornar um provedor completo de mobilidade, incluindo serviços de robotaxi, cuja previsão é de uma oportunidade estimada em US $ 160 bilhões até 2030. 


O 5G deverá impactar positivamente três áreas de aplicação de acordo com a HPE. “A primeira delas diz respeito ao considerável aumento da velocidade de transmissão, o que deve viabilizar casos de uso atualmente muito limitados ou simplesmente impossíveis. Além da melhor experiência de conectividade por parte dos usuários, podem-se esperar inovações na geração e distribuição de conteúdo de vídeo em tempo real, expansão na prestação de serviços com uso intensivo de tecnologias de conectividade e a digitalização acentuada da economia e dos negócios.   


Uma segunda grande área de aplicação diz respeito aos casos de uso de latência ultra baixa, com respostas da ordem de 1 metro.  Pode-se esperar grandes inovações no que diz respeito ao rastreamento e controle de sistemas e processos, inclusive aplicações voltadas para a saúde, tendo por base o 5G como infraestrutura de comunicação.  A terceira área mostra que  haverão aplicações voltadas para a implantação massiva de IoT, com o surgimento de novos casos de uso que explorem a mobilidade. Junto com o 5G surge também o Wi-fi 6, com altíssimas velocidades de transmissão, possibilitando a coexistência das duas tecnologias em aplicações outdoor e indoor respectivamente, e garantindo o seu uso intercambiável e transparente para os usuários”, pontua Rangel da HPE. 


A Vertiv enxerga muitas chances de vendas em setores econômicos que estão se posicionando como earlyadopters das novas tecnologias. “É o caso dos bancos, do varejo, dos provedores de acesso à Internet (ISPs) e do governo.  A transformação digital está facilitando o surgimento de um novo tipo de negócios, baseados em mobile computing, Edge Computing e 5G e que irão explorar tendências como AR (Augmented Reality), VR (Virtual Reality), AI (Artificial Intelligence), Big Data/Analytics. O resultado da soma dessa nova infraestrutura digital com esses novos recursos de software serão aplicações muito atraentes de telemedicina, teletrabalho, Smart Cities, etc. Essas aplicações vão demandar uma infraestrutura distribuída na região periférica da rede. A Vertiv está se antecipando a essa tendência, lançando soluções com SmartCabinets ou SmartMode para prover a infraestrutura necessária para que esse novo mundo venha à luz.  O nome Smart aponta para soluções Vertiv que vêm pré-fabricadas, com recursos de gerenciamento remoto, além de pré-configuradas para as demandas do cliente e pré-engineered. São ofertas perfeitas para o canal ajudar seu parceiro a ampliar os limites da sua infraestrutura digital e se preparar para o novo mundo que está surgindo”, conta Garcia, da Vertiv. 


Soluções e Serviços baseados no 5G que abrem portas para novas transações comerciais dos canais especializados 


O futuro da Telecomunicação Móvel depende da implantação da tecnologia 5G o quanto antes e sem dúvida trará inúmeros benefícios e vantagens comerciais aos canais que estiverem antenados com as tecnologias de ponta. “Haverá oportunidade para os Canais Agentes da Scansource posicionarem as ofertas de 5G das operadoras por meio da prática do modelo de negócios “Scansource Master Agent”, tanto para as integradoras de soluções de Nuvem e Datacenter e, para parceiros de IoT, para Provedores de Serviço que terão seus modelos de pagamento por consumo alavancados como nunca vimos antes. E além de tudo isso acredito que haverá a colaboração de serviços entre os parceiros com diferentes capacidades e conhecimentos”, observa João Neto, da ScanSource, destacando que para preparar o canal nesse desafio a empresa possui diversos programas de capacitação e treinamento para todas as soluções que vende e verticais que atua. Um dos principais pilares da companhia é o FASTPATH University que é uma plataforma digital 100% gratuita que traz inúmeros treinamentos e testes de conhecimento dentro de um programa integrado de desenvolvimento de canais  


Para a HPE, o 5G vai abrir diversas novas  possibilidades de novos negócios e o canal deve conhecer as soluções 5G das companhias.  “A HPE conta com uma linha inovadora de servidores e storages voltados para apoiar os requerimentos de virtualização das redes 5G. No que diz respeito à conectividade corporativa, lançou  recentemente um novo serviço de roaming, projetado para permitir que assinantes de celular passem, de forma segura e automática, para redes Wi-fi corporativas da Aruba. O novo serviço, chamado Aruba Air Pass, permite uma transferência direta entre redes celulares e Wi-fi, sem prejudicar a segurança ou a qualidade do serviço. Quando usada em conjunto com o Aruba Air Slice, tecnologia que melhora o desempenho do rádio, as empresas de telecomunicações podem estender sua presença de 5G na empresa e permitir chamadas Wi-fi com desempenho garantido, aperfeiçoando a experiência do usuário. No quesito ecossistema de telecomunicações, a HPE possui um portfólio completo de aplicações 5G, permitindo inclusive ofertas do tipo 5G Compacto, com produtos HPE e de parceiros, as quais também podem ser comercializadas ou implantadas por canais”, agrega Rangel, da HPE. 



Rodrigues, da Intel, analisa que o setor é gigantesco e traz inúmeras vendas aos canais. “Com o avanço do 5G e das novas tecnologias, os dados serão cada dia mais valiosos no planeta. Os dados são uma força importante na sociedade e serão fundamentais na definição do futuro de cada pessoa. Desde grandes aplicações complexas na nuvem até pequenos dispositivos nas bordas das redes, nossos clientes estão buscando soluções capazes de processar, analisar, armazenar e transferir dados — transformando-os em percepções práticas, experiências diferenciadas e vantagens competitivas. À medida que a promessa da tecnologia 5G ganha força, os clientes esperam o desempenho e a flexibilidade aprimorados necessários para o acesso rápido à serviços com menor latência. Pensando nisso, a Intel expande seus conjuntos de ferramentas de software para computação na borda a fim de acelerar a disponibilidade das inovações para seus clientes e parceiros com novos recursos integrados ao conjunto de ferramentas Open Network Edge Services Software (OpenNESS). O OpenNESS passa a oferecer suporte a implantações independentes de 5GNR e EPA (sigla em inglês  para Enhanced Platform Awareness), oferecendo aos clientes a flexibilidade de implantar com facilidade os microsserviços de borda nativos da nuvem. A Intel está oferecendo kits personalizados OpenNESS para acelerar implantações 5G personalizadas. O OpenNESS é um complemento às soluções OpenVINO e Open Visual Cloud da Intel para o desenvolvimento de computação na borda”, diz o executivo.   


A NVIDIA reforça que haverá oportunidade de criar um ecossistema de tecnologia e negócio no Brasil, com novos serviços e aplicações por meio de 5G, IoT e IA. “Sempre que surge uma nova tecnologia, automaticamente criam-se oportunidades em diferentes mercados, com a introdução de novos serviços em toda a cadeia produtiva. Alguns dos setores que já terão oportunidades imediatas são o Varejo e a Saúde.  Para atender a demanda, acabamos de lançar nossa nova arquitetura de GPU NVIDIA Ampere que oferece o maior salto de geração em desempenho para uma ampla variedade de cargas de trabalho de computação intensa, incluindo inferência de IA e aplicações 5G em execução na edge. Isso permite que a EGX A100 processe dados de transmissão de grandes volumes em tempo real a partir de câmeras e outros sensores de IoT para gerar informações mais rápidas e eficientes nos negócios”, pontua Aguiar,  da NVIDIA, reforçando que para ajudar o canal a companhia disponibiliza o  NPN - NVIDIA Partner Network  que oferece treinamentos e capacitação nas diversas tecnologias da NVIDIA, incluindo Edge Computing.   

Enfim, é fundamental que o parceiro se especialize e tenha uma base de competências associadas ao 5G e as novas tecnologias robusta, afinal o potencial de rentabilidade é enorme nos próximos anos.  A nova geração de transmissão 5G vai revolucionar de carros autônomos à cirurgias robóticas e traz números surpreendentes, segundo estudo da IHS Markit, provedora global de informações, em 2035, o 5G será determinante para a produção de US$ 13,2 trilhões em produtos e serviços das mais variadas indústrias na economia global.  Se considerada apenas a indústria móvel, o 5G vai gerar US$ 3,6 trilhões em receita e empregar 22,3 milhões de pessoas no mundo. A análise prevê ainda que a indústria móvel investirá em média US$ 235 bilhões por ano em 5G até 2035 globalmente.