Estudo da KPMG destaca que a Internet das coisas tem o maior potencial de transformação dos negócios nos próximos três anos
O levantamento entrevistou 740 líderes da indústria de tecnologia este ano que analisou as dez ferramentas que irão mudar as empresas a curto prazo

A pesquisa da KPMG "Inovação na indústria de tecnologia 2019" (Technology Industry Innovation Survey) aponta que a internet das coisas como o principal direcionador da transformação dos negócios nos próximos três anos. O levantamento entrevistou 740 líderes da indústria de tecnologia este ano que analisou as dez ferramentas que irão mudar as empresas a curto prazo.
Segundo o estudo, a automação robótica de processos (RPA, do inglês "Robotic process automation") subiu para a segunda tecnologia com maior potencial para transformar o negócio. Essa foi a principal mudança já que na pesquisa anterior constava na nona posição. De acordo com os entrevistados, a robótica está mais associada a ganhos de eficiência e lucratividade e, na sequência, ao aumento da fatia de mercado. Ainda, segundo o levantamento, o maior desafio da adoção dessa ferramenta é a complexidade da implantação.
O levantamento mostrou ainda que a inteligência artificial e aprendizado de máquina (machine learning) foram elencadas na terceira posição, perdendo uma posição em relação ao estudo anterior. Os entrevistados indicaram que as principais dificuldades de implementação dessas ferramentas são as dúvidas em relação à viabilidade econômica, complexidade da tecnologia e questões regulatórias.
As outras ferramentas citadas pelos entrevistados são: blockchain (4º lugar), robótica e automação, incluindo veículos autônomos (5º), realidade aumentada (6º), realidade virtual (7º), rede social e tecnologias colaborativas (8º), biotecnologia e saúde digital (9º) e plataformas de compartilhamento (10º)."A pesquisa mostrou que estamos vivendo um período em que empresas de praticamente todos os setores estão se posicionando para implementar modelos de negócios inovadores baseados em tecnologia", analisa Felipe Catharino,  sócio-diretor da KPMG no Brasil.