HP Inc. aposta na ascensão do mercado de impressão 3D no Brasil
A frente da operação brasileira da HP Inc. Claudio Raupp tem o desafio de conduzir a empresa para a liderança da impressão 3D no país, vale pontuar que recentemente a companhia anunciou a disponibilização comercial de seu portfólio de soluções de impressão 3D HP Multi Jet Fusion e a expansão de seu negócio de impressão 3D e manufatura digital no mercado nacional para atingir esse objetivo, segue o nosso bate-papo com o executivo: 

PS: Nos últimos anos, a HP Inc. visa agregar valor, modernizar e acelerar os processos de negócios com os canais, como tem sido este processo?

Claudio Raupp
: Os canais HP fazem parte do nosso DNA e são nossos principais aliados na reinvenção dos negócios. É por isso que sempre procuramos trabalhar de perto com atualizações em nossos programas, como o HP Partner First, aprimorando plataformas como o HP University e o  Sales Central, incrementando benefícios, e muito mais. Através destes programas e compromisso mútuo, temos impulsionado o potencial dos parceiros, que representam globalmente 87% dos nossos negócios. Também temos investido na capacitação deles e nos dedicado em oferecer agilidade nas operações, para acelerar este crescimento com consistência e a velocidade necessária.   

PS: Quais foram as suas experiências anteriores e de que modo elas impactam o seu trabalho na HP Inc.?
CR: Sou engenheiro elétrico formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Estou na HP há quase 11 anos, e antes disso fiquei 6 anos na Nokia e 16 na IBM. Ao longo da minha carreira, aprendi que o setor de tecnologia está em constante transformação, por isso o gestor tem que estar bem atento ao que está acontecendo ao redor. Com a divisão da HPE e HP Inc., tive a missão de começar uma empresa do zero, e as minhas experiências anteriores certamente me ajudaram a cumprir essa missão. 

 PS: Em quais verticais a empresa atua?

CR: A HP tem um portfólio muito extenso, com PCs, notebooks, impressoras pessoais e corporativas, e através dos parceiros oferecemos serviços específicos em computação e impressão com base na necessidade do cliente. Desta forma, atuamos em todos os segmentos verticais. Além dos produtos que já somos referência, temos um grande foco de investimento em inovação. Aproveitamos todo o potencial que a tecnologia nos proporciona para investir em conceitos como, por exemplo, blended reality, uma combinação do mundo físico real com o virtual. Por meio de um processo de escaneamento 3D, pegamos objetos do mundo real, manipulamos a imagem, juntamos com outras criadas virtualmente e podemos colocar isso de novo no mundo real através de uma impressora 3D.   

PS: Como a companhia avalia o desempenho no mercado e quais produtos e soluções pretendem dar destaque em 2019?
CR: O mercado brasileiro segue em constante evolução, com consumidores cada vez mais interessados e exigentes. A HP têm linhas completas para atender tanto empresas como usuários finais. Vemos neste ano, uma demanda crescente para DaaS (Device as a service), o que faz do Brasil um destaque na adoção do “tudo como serviço”. Nesse ano, entramos também na área de manufatura industrial com as impressoras 3D, voltadas especialmente para a indústria.   

PS: Como está sendo este ano para a companhia? Quais as expectativas para este semestre?
CR: Globalmente, a HP teve receita de US$ 14 bilhões no segundo trimestre de 2019. Para o segundo semestre, a expectativa é continuar o desenvolvimento consistente que tivemos nos últimos anos, trazendo mais inovações para os nossos clientes.   

PS: Como a companhia analisa as novas tecnologias que provocaram uma disruptura no setor de TI mundialmente?
CR: Para a HP, as novas tecnologias certamente trouxeram mudanças positivas para todos os setores. Estamos passando por uma mudança gigantesca causada pela transformação digital. Todos querem melhorar a experiência de seus consumidores e causar a disrupção em seus mercados. Hoje estamos realizando coisas impressionantes, e avançando em diversas áreas para atender um consumidor muito mais exigente. A HP é uma empresa inovadora, que trabalha tanto no desenvolvimento de novos produtos como na reinvenção do portfólio já existente, a fim de melhorar a vida das pessoas e promover o crescimento sustentável. 

 PS: O que tem a nos falar sobre o mercado de impressão 3D no Brasil mediante a 4ª Revolução Industrial?
CR: O mercado de impressão 3D cria muitas possibilidades para a inovação em diversos setores, pois impacta não só a manufatura, como a logística e distribuição. A impressão 3D, permite que as peças sejam produzidas sob demanda e descentralizada, reduzindo significativamente custos de logística e inventário. Além disso, a impressão 3D permite a personalização de peças e produtos, algo que a manufatura tradicional não atende. A forma que a HP entra nessa revolução é no mercado de impressão 3D para manufatura, que tem um imenso potencial. 

 PS: Quais são as tendências que a empresa avalia que devem ditar o mercado de impressão 3D nos próximos anos?
CR: Por ser uma tecnologia que apresenta inúmeras possibilidades, a impressão 3D deve avançar em diversos setores, como o automotivo, aviação, saúde, entre outros. Um fator muito importante para expansão de 3D Printing, é o desenvolvimento de materiais. Além da impressão em diversos polímeros, a HP lançou a Metal Jet, que produz peças em metal, em escala industrial.   

PS: Quais são os destaques do portfólio da empresa para a área de impressão 3D?
CR: Temos a linha Multi Jet Fusion, com os modelos: Multi Jet Fusion 500 que  produz peças funcionais em cores, preto ou branco. Voltada para prototipagem industrial, é ideal para equipes de desenvolvimento de produtos, empresas de design e universidades. Multi Jet Fusion 4200, voltada para prototipagem e produção e peças finais. Multi Jet Fusion 5200, recentemente anunciada, voltada para produção de peças em alta escala. Adicionalmente, temos o modelo Metal Jet, que imprime peças em metal. 

 PS: Além da linha Jet Fusion, há previsão de novidades a serem lançadas neste ano, se sim quais serão?
CR: Estamos sempre em busca de inovações, entretanto, não comentamos sobre produtos ainda não anunciados.   

PS: Na visão da companhia, quais são as principais oportunidades e desafios para o avanço da área de impressão 3D? 
CR: Observamos que as oportunidades trazidas pela descentralização da produção são imensas, como melhorias na distribuição e redução de gastos com estoque e logística. Já o desafio é desenvolver o ecossistema ao redor da impressão 3D, para que haja uma integração entre todas as partes, desde fornecedores, desenvolvedores e sistemas.   

 PS: Qual é a posição da HP diante desta tecnologia e de que modo a impressão 3D pode agregar valor aos negócios dos clientes?
CR: 3D Printing permite criar e personalizar peças com estruturas diferenciadas, que não são possiveis na manufatura tradicional de injeção sobre molde. Além disso, permite uma forte aceleração no ciclo de desenvolvimento dos produtos, proporcionando um “time to market” muito melhor. 

 PS: Por falar no setor de impressão como ele está aliado ao processo de transformação digital das empresas?
CR: O setor de impressão segue muito importante dentro das empresas e a HP tem trabalhado para que a experiência das companhias com nossos produtos seja cada vez melhor. A HP tem investido no modelo de serviços gerenciados de impressão (Managed Print Services, MPS) para que as empresas possam contar com o que há de melhor em serviços de impressão sem ter que se preocupar com substituição ou manutenção de equipamentos. Além disso, a HP conta com soluções de segurança em todos os seus produtos, garantindo que nenhum de seus equipamentos será utilizado como porta de entrada para ataques cibernéticos nas redes das empresas. Tudo isto permite que o CIO possa focar em sua missão mais importante, que é o ajuste de transformação digital de sua empresa.