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Abes alerta empresas exportadoras para oportunidades no uso do software legal

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Publicado em 20/03/2012 às 10:00


A Abes (Associação Brasileira das Empresas de Software) quer alertar os empresários brasileiros, sejam do mercado agrícola, de manufatura, entre outros, que é extremamente importante utilizar uma estrutura de TI totalmente regular. Caso isso não aconteça, este fornecedor estará ilegal e poderá enfrentar obstáculos na exportação a países como os Estados Unidos, além de também denegrir o segmento ao qual ele pertence. Sobretudo, a empresa estará sujeita a prejuízos financeiros que podem resultar em demissões de profissionais, multas, e poderá denegrir a imagem de seu país de origem.



A Abes, com o apoio da ETCO (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial) e o MBC (Movimento Brasil Competitivo), tem com a “Campanha Exporte Legal sobre Concorrência Desleal”, o objetivo de alertar e incentivar para que os empresários brasileiros assumam a responsabilidade por sua TI, através do licenciamento adequado. “É muito importante que o setor produtivo do Brasil esteja adequado à nova legislação de concorrência desleal, assegurando que suas empresas estejam legais, e não prejudiquem todo o seu ciclo produtor”, afirma Rodrigo Paiva, coordenador do GT de Defesa da Propriedade Intelectual da Abes.



“A tecnologia legalizada abre a possibilidade para que países emergentes cresçam no mercado global”. Para ele, trata-se de uma oportunidade especialmente interessante para o Brasil, pois, de acordo com o 2010 IDC-BSA Global Software Piracy Study, divulgado em maio de 2011 pela  Business Software Alliance, entre os países que formam os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil possui a menor taxa de pirataria de software, 54%. O maior índice é o da China, com 78%, seguida pela Rússia, com 65%, e Índia, com 64%. “Ainda que o Brasil esteja muito distante de economias com baixos índices de utilização de TI ilegal, cujas taxas médias ficam em torno de 30%, entre os Brics, é ele o país com maior possibilidade de chegar a esses índices e ampliar a competitividade de sua indústria no comércio global”, destaca o presidente-executivo do ETCO, Roberto Abdenur.



“A continuidade do crescimento do Brasil, recém-elevado à categoria de sexta maior economia mundial, depende da adequação de suas estruturas e práticas aos benchmarks mais modernos”, aponta o diretor presidente do Movimento Brasil Competitivo, Erik Camarano. Para ele, investir na regularização de empresas é um meio de assegurar a eficiência dos diferentes setores em ascensão. “É fundamental que o executivo entenda que adequar sua empresa às leis brasileiras, alinhadas às melhores práticas internacionais de ética e governança corporativa, é um pré-requisito para a expansão e o crescimento sustentável dos seus negócios”, afirma.



Além dos Estados Unidos, algumas organizações internacionais são defensoras da “Concorrência Leal”, pois entendem que para haver competição entre qualquer empresa é importante que esta rivalidade por mercado ocorra de forma igual, onde ambas respeitem o uso de software legal para prestar serviços e produzir bens de consumos. Por estas razões, é importante que os fabricantes respeitem os direitos de propriedade de terceiros, utilizando produtos de TI legítimos em suas operações comerciais.



A campanha no Brasil contará com ações que incluem desde peças publicitárias que serão veiculadas nacionalmente em revistas, websites, palestras e eventos educativos que serão apresentados em diversas regiões do país.