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ABES Conference termina com "REstart" e fala sobre processos de recomeço que são exigidos pelo cenário disruptivo
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Publicado em 01/10/2020 às 13:23Evento online destacou, durante 3 dias, a necessidade do reposicionamento dos negócios enquanto o futuro é criado pelas vozes de grandes nomes nacionais e internacionais do setor
O ABES Software Conference REthink, REfresh, REstart: Como reposicionar os negócios hoje, enquanto criamos o futuro chegou ao final ontem (30/9) com a mote "REstart" e trouxe como keynote o tão aguardado Nick Davis, Chair for Corporate Innovation na Singularity University e autor do livro "Future Ready". Com foco em empresas exponenciais e um modelo mental de liderança, o especialista explicou que quando se fala em disrupção, é necessário que os líderes sejam capazes de criar a onda e saibam surfá-las, referindo-se a modelos de inovação e possíveis crises. "Após a pandemia, teremos um novo normal e nunca mais voltaremos ao que era antes. E como participamos dessa evolução da tecnologia? A Taco Bell, por exemplo, pensa em como o delivery pode efetuar o pedido mais rápido e fazer o envio com mais agilidade, e isso não é bom só para a empresa, mas para todo mundo que vai consumir", explicou Nick, que ainda completou dizendo que além de pensar no negócio e nos clientes é muito importante ter a preocupação com o mundo exterior, como a natureza.
Durante o primeiro painel, que discutiu a disrupção e os dados ditarem o road map, Bruno Henriques, VP de Crescimento e Inteligência Artificial do iFood, destacou a importância do investimento em aquisição de talentos para fazer essa transformação digital, além de acreditar na mudança de cultura da empresa. "Um negócio que já nasceu na era digital não é mais evoluído que outros se não colocar em prática visões de futuro e de diversidade", disse.
Ainda no primeiro debate, Washington Vital, Head de Data Analytics e Transformação Digital da SulAmérica Seguros, ressaltou a importância da mudança de mindset ser levada para toda a companhia. Lucas Nazário, CEO da Knewin, também compartilha da ideia de que é preciso fomentar a cultura de dados, que ajuda a criar perspectivas para o futuro.
Finalizando os painéis do evento e falando sobre plataformas digitais e ecossistemas, chegou-se à conclusão de que a transformação digital é coletiva. Segundo Marcelo Salim, Head de Open Ventures da IBM Brasil, plataforma é parte da inovação aberta. "É necessário que a empresa deixe de olhar para o próprio umbigo e comece a ver a verdade que vem de fora, porque o mercado amplo também tem muita coisa a mostrar. É assim que conseguimos alcançar integração, remodelagem, plataformas e ecossistemas", resumiu.
Percival Jatobá, VP de Soluções e Inovação da Visa do Brasil, completou: "Quando a gente pensa no início da Visa, lá nos Estados Unidos, na década de 1960, podemos explicar ecossistema, que é um fator de agregação, é a capacidade de ter serviços em funções que antes eram específicas de uma região e agora estão no mundo todo".
Evento 100% online
Considerado uma das mais importantes e aguardadas conferências de tecnologia, o ABES Software Conference realizou sua 10ª edição que, este ano, aconteceu 100% digital, e possibilitou a presença de grandes nomes nacionais e internacionais do setor. Durante os 3 dias de evento, com motes "REthing", "REfresh" e "REstart", foram debatidos a nova equação de valor no relacionamento com as marcas, ecossistemas de inovação e o processo de recomeço contínuo que é exigido pelo cenário disruptivo, para que seja possível reposicionar os negócios hoje, enquanto o futuro é criado.
Com isso em mente, a ABES também fez um Refresh e redefiniu o propósito da entidade, que, com nova identidade visual, passou a ser a contribuição para a construção de um Brasil digital e menos desigual; e o objetivo que é assegurar aos associados um ambiente de negócios propício à inovação, ético, dinâmico e competitivo globalmente. "Acreditamos que a tecnologia da informação é fundamental para a democratização do conhecimento, e a criação de novas oportunidades e modelos de negócios. Ela é capaz de melhorar a qualidade de vida das pessoas, de forma inclusiva e igualitária", explica Rodolfo Fücher, presidente da associação

