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Abes divulga resultados da 7ª edição de pesquisa sobre o mercado brasileiro de software
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Publicado em 05/07/2011 às 10:00
A Abes (Associação Brasileira das Empresas de Software) acaba de divulgar a 7ª edição da pesquisa “Mercado Brasileiro de Software — Panorama e Tendências”. Conduzido pelo IDC, o relatório traz uma radiografia completa do cenário vivido por esse mercado durante todo o ano de 2010, bem como as principais tendências que se destacarão no segundo semestre de 2011.
Na contramão do cenário vivido pelo mercado mundial de software e serviços, que cresceu apenas 0,5% em 2010, o mercado brasileiro passou por forte retomada no período, tendo movimentado cerca de US$ 19,04 bilhões, um salto de 21,3%. Deste total, US$ 5,510 bilhões referem-se à software, o equivalente a 1,8 % do mercado mundial, e US$ 13,530 bilhões à serviços relacionados, com 2,2% do mercado global. Esses resultados possibilitaram que o mercado nacional subisse uma posição no ranking mundial, passando a ocupar o 11º lugar.
Reforçando a tendência apontada desde 2004, a participação de programas de computador desenvolvidos no país atingiu apenas 30% do total do mercado brasileiro de software. “Hoje 70% do software consumido no país é importado. Isso acontece porque, infelizmente, o modelo adotado no Brasil é baseado em serviços, que atende dois terços do mercado total, exige um número maior de profissionais e ainda apresenta uma produtividade econômica 30% menor”, explica Gérson Schmitt, presidente da Abes.
Pela primeira vez o estudo trouxe uma avaliação sobre a participação do software livre para o resultado total obtido pelo mercado nacional. Após uma década de apoio ostensivo de muitos representantes da gestão pública no país, em especial do governo federal, e bilhões de reais aplicados neste modelo, de acordo com o relatório do IDC, a participação do software livre no mercado brasileiro em 2010 foi de apenas 2,95%, um montante equivalente a US$ 0,5 bilhão.
“A pesquisa confirma o que os empresários têm alertado ao governo há anos sem serem ouvidos: o modelo de software livre não produz inovação, demanda mais mão-de-obra, remunera menos toda a cadeia produtiva, não é alto sustentável e seria praticamente inexistente em termos de PIB sem o governo como seu protagonista. Não entendemos a quem interessa insistir em mais uma década com uma estratégia que não tem resultados macro-econômicos relevantes, consome recursos milionários e ainda doa conhecimento estratégico em TI produzido com recursos públicos para concorrentes internacionais, que representam mais de 50% dos downloads do portal do software público”, alerta Schmitt.
Também alcançando retomada, o mercado mundial de Tecnologia da Informação atingiu o patamar de US$ 1,54 trilhão, um crescimento de 7,7% sobre o ano anterior. A América Latina, por sua vez, atingiu em 2010 um total de US$ 74,6 bilhões, sendo que o Brasil representa hoje o maior mercado regional, correspondendo a 49,6 % do total.
Segundo o IDC, as previsões para o segundo semestre de 2011 são bastante positivas. A perspectiva de crescimento do mercado total de Tecnologia da Informação brasileiro está em 10,3%. Já, em relação a software e serviços, a indústria nacional alcançará uma média de 10,5% de crescimento.

