PartnerSales


Imprimir

Antena

América Latina se mantém como mercado de TI e telecom que cresce mais rápido no mundo

PartnerSales

Publicado em 16/01/2009 às 13:15

A IDC América Latina, em seu estudo Previsões para 2009, assegura que mesmo com desaceleração em relação a 2008 a região se mantém como o mercado de TI e telecomunicações que cresce mais rápido no mundo. Embora os investimentos mundiais sejam impactados, nos momentos de crise são criadas novas dinâmicas e novas mudanças se aceleram. “Durante 2009, na América Latina haverá mescla de otimismo e pessimismo que trará novos desafios e oportunidades para fabricantes e usuários”, assegurou Ricardo Villate, vice-presidente de pesquisa e consultoria de América Latina.

 

A IDC prevê que em 2009 o mercado de TI e telecom e seus fornecedores estarão em busca de novas oportunidades reacomodando seus recursos face a clientes disruptivos, que romperão com padrões anteriores (por exemplo, mercados emergentes pequenos e pequenos negócios e consumidores) e mercados em inflexão, que estão em ritmo de mudança acentuada (cloud, mobile, green/sustentável, soluções convergentes para uso pessoal e de negócios).

 

A IDC também acredita que estas mudanças ocorrerão não só porque os fabricantes buscarão posicionar-se melhor no mercado – haverá mudanças porque os usuários finais buscarão ferramentas que lhes permita expandir seu crescimento e ter êxito durante a crise econômica.

 

Previsões 2009 – América Latina

 

1. Desenvolvimento de novas dinâmicas como resultado de uma crise global e uma desvalorização da moeda local.

A IDC avalia que a América Latina, apesar dos choques econômicos, segue conectada ao mercado global. As oportunidades aparecem e desaparecem de maneira rápida, aumentando o risco. Os preços baixos dos produtos são sustentados pela média do crescimento do PIB, e uma baixa exposição à dívida internacional e o desequilíbrio do comercio joguem a favor da região permitindo que o gasto com TI tenha se mantido intacto até o final de 2008.

 

As financeiras, por medo de encontrar o mercado internacional de crédito fechado, não darão crédito às pequenas empresas. Isto não significa que as PMEs vão deixar de existir – historicamente as empresas de 10 a 100 empregados são as que mais sofrem durante a crise, embora a empresa média – 100 a 1000 empregados – tenham aumentado seu investimento em ti mais de 50% nos últimos 5 anos; e o mercado médio se tenha expandido entre 6% e 7% no mesmo período.

 

A IDC espera para 2009 mais fusões e aquisições na região para a área de TI, as mutinacionais vão fortalecer seus investimentos e reafirmar sua presença na região. Utilizarão a crise e o dólar forte para se posicionar definitivamente na América Latina. Os governos também empurrarão planos de investimentos agressivos para enfrentar a crise.

 

2. Da TI dinâmica a cloud computing: a adoção e a inovação se encontram em 2009.

A IDC prevê que os aceleradores de adoção serão diferentes em 2009, porque as condições econômicas vão ter papel importante nas compras de TI. A importância de infraestrutura de TI confiável, com modelo operacional flexível, será necessária para controlar os gastos,

 

Cloud computing é um modelo de TI emergente e o uso de tecnologias IP, servidores, armazenamento e outras ferramentas de administração flexível servirão de base para uma plataforma de TI dinâmica.

 

A situação econômica está forçando as organizações a repensar seus investimentos em ti, e a área mais afetada é da infra. A IDC crê que estes problemas vão impulsionar as empresas a dotar novas tecnologias como virtualização e outros modelos de entrega, como SaaS.

 

3. Durante 2009 aumentará o uso de tudo como serviço.

Ainda que a infra e as aplicações evoluam a um modelo de distribuição massiva, a preocupação com a administração do custo e a eficiência, somado à crise, farão com que a América Latina adote rapidamente TI como serviço. Podem ser aplicações tradicionais, como faturamento e administração de impostos, ou novas soluções web 2.0, como redes sociais ou de comunicação de grupo, entre outras. Estas representam uma mudança de paradigma que atrai as pequenas empresas que tradicionalmente não investiam em serviços deste tipo, mas o fazem para ganhar produtividade e competitividade.

 

Para as grandes empresas que querem reduzir investimentos em tecnologia, algumas atividades vão passar a ser adquiridas como serviço. Os provedores de TI como serviço vão estar preparados para entregar capacidade de processamento, de armazenamento, software para escritório, software especializado; as empresas médias usarão TI a seu favor, mudaram a um modelo mais flexível, o pague pelo uso.

 

A IDC prevê que se transformará a forma com que fornecedores oferecerão as soluções, bem como a forma que os usuários comprarão TI. A mudança pode criar um novo tipo de empresa fornecedora de soluções; os principais players de empresas de serviços de telecom podem aproveitar suas grades infraestruturas para explorar a possibilidade de incluir cloud services em seus serviços.

 

4. A colaboração de on-site / off site dispara as comunicações unificadas e começa a batalha pelo canal.

Pode ser o começo de uma mudança revolucionária, junto com o emprego massivo de redes IP, mas aos novos padrões de comunicação integrada e os dispositivos de mobilidade de alta velocidade se agregam os netbooks, que expandem a acessibilidade para o usuário à rede 3G. Isso aumentará a produtividade da colaboração via on-site/off site. Nenhuma outra área de TI exemplifica melhor o que é a convergência, pondo na mesma infraestrutura reprodutores e aplicações de reprodutores, provedores de rede e de dispositivos, de telecomunicações e de TI.

 

Logo será mais interessante quando começar a batalha pelos canais. Os canais na América Latina serão peça chave para o processo de geração de demanda, mas ainda está se buscando descobrir o papel que o canal cumprirá.

 

A IDC acredita que os fornecedores proverão novos produtos, soluções, serviços a integradores e os revendedores buscarão alianças. Enquanto os provedores de telefonia aconselharão as empresas como racionalizar seus investimentos em telecom., isso levará a melhor entendimento dos benefícios desta aplicação.

 

5. A maturidade do mercado de software combinada com pressões econômicas mudarão o balanço entre os gastos de novas licenças x manutenção.

A primeira mudança vai ser a forma como os usuários decidem a compra de software. Os investimentos em licenças de manutenção devem crescer 12,2%, contra 9,3% em novas licenças. Muitas empresas manterão os sistemas que tem e atrasarão novos investimentos, sem ter que sair dos limites da licença para software tradicional e em um modelo como serviço,. Estas mudanças exigem serviços de help desk, que se converterá em nova oportunidade para empresas de serviços.

 

6. Continua a busca de maior inteligência da informação, o foco se moverá de TI para administrar informação a TI para administrar negócio.

Em pesquisa com mais de 200 executivos na região, a IDC perguntou quais principais estratégias para 2009 – monitorar o rendimento do negócio é uma das mais importantes. Haverá grande demanda de projetos relacionados a inteligência de mercado, consolidação da informação, integração do mercado, criação de novos serviços de informação. O objetivo das empresas é também se preparar para futuras oportunidades que cheguem com recuperação, além de enfrentar o novo cenário econômico. A IDC prevê que o software de análise avançada vai crescer 34% em 2009; o middleware de integração e automatização de processos (IPAM) crescerá 13,7%, o CRM 11%. Indicativo que empresas pequenas e médias tem cada vez mais quantidade de informação e buscam tecnologias para solucionar seu problema de inteligência de informação.

 

7. O empacotamento de serviços de telecom e os dispositivos de dados 3G se expandirão com a penetração de internet de alta velocidade.

Os serviços de dados móveis ARPU (média de receita por usuário) devem crescer 10%. Os provedores de telecom porão foco em serviços empacotados. Combinação como dual, triplo play e quad play se incluem também serviços móveis, atrativo importante para usuários finais de menores custos que simplificam contratando um só fornecedor, que com mais ingresso por consumidor expandirão sua rede geograficamente. Em cidades grandes os serviços  de banda larga móveis se converterão em complemento aos fixos, em pequenas pode ser a única maneira de aumentar a penetração de banda larga.

 

8. Em 2009 se aproxima o equilíbrio entre padrões de tecnologia móvel – Wi-Fi, WiMax, 3G – se complementam formando uma solução holística.

O mundo está se tornando móvel e os donos das redes estão buscando uma forma de incrementar a cobertura e a entrega destes serviços. Na América Latina, em 2009, não haverá uma aplicação inalâmbrica que supere a outra. WiMax é uma boa alternativa para uso em zonas rurais e em áreas de difícil acesso. Embora a tecnologia Wi-Fi será utilizada no ambiente doméstico, será a forma mais popular de conexão.

 

A grande vantagem deste modelo é que coexistam simultaneamente e se complementem. A IDC espera que o investimento em infraestrutura resulte em um maior aumento nos investimentos em redes móveis e fixas.

 

9. O mercado informal, cinza e negro, se expandirá com o consumo de TI.

Com sensibilidade aos preços na crise, consumidores e empresas que os atendem, distribuidores e revendedores, buscam alternativas ao mercado formal. Ao mesmo tempo, com a volatilidade da moeda local, mais as distorções em preços locais e norte-americanos, parece que é mais eficaz deixar que os canais mais ágeis, autorizados ou não, tomem vantagem da situação,

 

Os componentes de PC que são normalmente pequenos podem ser transportados facilmente através de fronteiras porosas. Outra área que deve sofrer com a crise será a venda legal de licenças de software. Os fabricantes terão de ser mais estritos com garantias e mais flexíveis com crédito para reduzir a diferença entre os mercados formal e informal. Alguns percebem o crescimento dos mercados cinza e negro como um efeito “Robin Hood”, mas a IDC acredita que tem efeito negativo para a economia dos países.

 

10. Interação: web madura e usuários demandam aplicações empresariais 2.0.

Na América Latina se incrementou o uso de ferramentas web 2.0, como wikis, blogs, RSS, tagging etc. e o crescimento do uso de internet banda larga. O número de usuários que acessam a intranet da companhia via web superará 25 milhões, e o de participantes de comunidades será o dobro. Quase 30% da população e 19% dos lares vão ter banda larga de alta velocidade em 2009. As redes sociais se expandirão: as mais importantes são Hi5, para a região de língua espanhola, e Orkut no Brasil. Outras redes sociais em crescimento são a Metroflog, no México, e Facebook, na Colômbia e na Argentina. Há uma nova geração de usuários que tem necessidade de interagir e publicar conteúdo na web.

 

A IDC espera que durante 2009 as aplicações das redes sociais nos dispositivos móveis se expandam rapidamente na América Latina. As empresas estão vendo neste novo desenvolvimento uma boa oportunidade para seus negócios, aproveitando o tráfego destas redes. Ao longo do ano as empresas também estabelecerão soluções empresariais 2.0.