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Análise da Dell Technologies indica que o aumento de ataques cibernéticos e eventos disruptivos afetam 82% das companhias

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Publicado em 16/04/2020 às 14:23

O Global Data Protection Index 2020 Snapshot destaca os desafios para proteção de dados, segundo com 1.000 decisores de TI em 15 países, incluindo Brasil.

De acordo com o Global Data Protection Index 2020 Snapshot, realizado pela Dell Technologies, as organizações gerenciam, em média, quase 40% mais dados do que há um ano. A grande maioria (81%) dos entrevistados pela pesquisa relatou que suas soluções atuais de proteção de dados não atenderão a todas as necessidades comerciais futuras.
O estudo – uma continuação do estudo bienal Global Data Protection Index – entrevistou 1.000 tomadores de decisão TI em mais de 15 países, de organizações públicas e privadas e com mais de 250 funcionários, sobre o impacto que esses desafios e tecnologias avançadas têm na proteção de dados. Os resultados também mostram um progresso positivo, como mais organizações - 80% em 2019, contra 74% em 2018 - veem a importância de seus dados e estão atualmente extraindo valor ou planejando para o futuro. "No cenário que estamos vivendo, no qual as empresas estão buscando cada vez mais a digitalização e a transformação digital, os dados são essenciais para que os insights de negócios”, afirma Wellington Menegasso, diretor de Vendas para Soluções de Data Protection da Dell Technologies no Brasil. "Ao entrarmos na próxima década de dados, estratégias de proteção de dados resilientes, confiáveis e modernas são essenciais para ajudar as empresas a tomar decisões mais inteligentes e rápidas e a combater os efeitos de interrupções dispendiosas".

 
Eventos disruptivos aumentam custos em taxas alarmantes

De acordo com o estudo, as organizações estão agora gerindo 13,53 petabytes (PB) de dados, um aumento de quase 40% desde a média de 9,70PB em 2018, e um aumento de 831% desde que as organizações estavam gerindo 1,45PB em 2016. A maior ameaça a todos esses dados parece ser o número crescente de eventos disruptivos, desde ciberataques até a perda de dados, passando pelo tempo de inatividade dos sistemas. A maioria das organizações (82% em 2019 contra 76% em 2018) sofreu um evento disruptivo nos últimos 12 meses – outros 68% temem que a sua organização sofra um evento nos próximos 12 meses. 
O estudo ainda indica que organizações com mais de um fornecedor de proteção de dados estão quase duas vezes mais vulneráveis a um incidente cibernético que impeça o acesso aos dados (39% das que usam dois ou mais fornecedores contra 20% das que usam apenas um fornecedor). Mas, o uso de vários fornecedores de proteção de dados está aumentando, com 80% das empresas implementando soluções de dois ou mais provedores, um aumento de 20% desde 2016.  

O custo da interrupção também aumenta em um ritmo alarmante. O custo médio do tempo parado aumentou 54% de 2018 a 2019, resultando em um custo total estimado de US$ 810.018 em 2019, acima dos US$ 526.845 em 2018. O custo estimado da perda de dados também aumentou de $995.613 em 2018 para $1.013.075 em 2019. Esses custos são significativamente mais altos para organizações que utilizam mais de um fornecedor de proteção de dados – em média, quase duas vezes mais custos relacionados ao tempo de inatividade e quase cinco vezes mais para perda de dados.

 

Tecnologias emergentes desafiam as soluções de proteção de dados 

À medida que as tecnologias emergentes continuam a avançar e a moldar o cenário digital, empresas estão aprendendo a usá-las para melhorar os resultados comerciais. De acordo com o estudo, quase todas as organizações estão fazendo algum investimento em tecnologias mais novas ou emergentes, sendo as cinco principais: aplicações nativas em nuvem (58%); inteligência artificial (IA) e aprendizagem de máquinas (ML) (53%); aplicações de software como serviço (SaaS) (51%); infraestrutura de 5G e computação de borda (49%); e Internet das Coisas (36%).
No entanto, quase três quartos (71%) dos entrevistados acreditam que essas tecnologias criam mais complexidade na proteção de dados, enquanto 61% afirmam que elas representam um risco para a proteção de dados. Mais da metade dos que usam novas tecnologias está lutando para encontrar soluções adequadas de proteção de dados, incluindo: 

5G e infraestrutura de ponta na nuvem (67%)
Plataformas AI e ML (64%)
Aplicações nativas das nuvens (60%)
IoT e ponto final (59%)
Automação robótica de processos (56%)
 

O estudo também descobriu que 81% dos entrevistados acreditam que as soluções de proteção de dados existentes em suas organizações não serão capazes de responder a todos os desafios futuros de negócios. Os respondentes compartilharam sua falta de confiança nas seguintes áreas:

Recuperação de dados de ciberataques (69%)
Recuperação de dados de um incidente de perda de dados (64%)
Cumprimento das normas regionais de governança de dados (62%)
Cumprir os objetivos de backup e recuperação de nível de serviço (62%)
 

A proteção de dados une forças com a nuvem

As empresas estão adotando uma combinação de estratégias de nuvem, ao implantar novas aplicações de negócios e proteger cargas de trabalho como contêineres e aplicações nativas de nuvens e SaaS. Os resultados mostram que as organizações preferem a nuvem pública/SaaS (43%), a nuvem híbrida (42%) e a nuvem privada (39%) como ambientes de implantação para aplicativos mais novos. Além disso, 85% dos entrevistados dizem que é obrigatório, ou extremamente importante, que provedores de proteção de dados protejam os aplicativos nativos da nuvem. 
À medida que mais dados se movem para ambientes de borda, muitos entrevistados afirmaram que os backups baseados em nuvem são preferidos, com 62% citando a nuvem privada e 49% a nuvem pública como sua abordagem para gerenciar e proteger os dados criados na borda.  "De acordo com os dados da pesquisa, fica claro que a proteção dos dados precisa fazer parte da estratégia de negócios de uma empresa", afirma Menegasso. "À medida que o cenário de dados se torna mais complexo, as organizações precisam de estratégias de proteção de dados ágeis e sustentáveis que possam ser escalonadas em um mundo multiplataforma e com múltiplas nuvens".