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Aruba aponta que a Modalidade de Rede como Serviço irá crescer 38% nos próximos anos em consequência do Covid-19

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Publicado em 14/08/2020 às 11:00

Pesquisa da companhia realizada em mais de 20 países, incluindo o Brasil,  aponta também para aumento dos investimentos globais em nuvem e IA

As empresas passarão por mudanças profundas com a transição dos funcionários para ambientes de trabalho híbridos após a pandemia de Covid-19, mudando a forma como as equipes de TI consomem soluções de rede. Em resposta à pandemia, os gestores de TI irão investir mais em tecnologias de rede baseadas em nuvem e em IA conforme os planos de recuperação de negócios tomam forma. Estas são as conclusões de uma pesquisa global com 2.400 tomadores de decisão de TI encomendada pela Aruba, uma empresa da Hewlett Packard Enterprise.

Os gestores de TI precisam responder às novas demandas associadas à habilitação de uma força de trabalho altamente distribuída e ao local de trabalho híbrido - com as pessoas precisando se movimentar entre o escritório, casa e outros espaços - e simultaneamente procuram desenvolver a infraestrutura de rede alterando os investimentos CapEx para soluções consumidas 'como serviço'. A contratação de serviços de TI por meio de assinatura irá acelerar 38% nos próximos dois anos, passando de 34% do total para 46% em 2022. A proporção de organizações que consomem a maioria (mais de 50%) de sua TI 'como serviço' irá aumentar em aproximadamente 72% nesse período. "Com o local de trabalho híbrido, os gestores de TI estão sendo desafiados a fornecer um equilíbrio delicado entre flexibilidade, segurança e acessibilidade na borda", disse Partha Narasimhan, CTO e HPE senior fellow da Aruba. "Cada local de trabalho precisa evoluir: a sede deve adotar a tecnologia para suportar o distanciamento social e experiências sem contato, e o escritório remoto deve oferecer conectividade, segurança e suporte de nível empresarial. Está cada vez mais claro que, para atender a essas novas necessidades em um ambiente financeiramente desafiador, os tomadores de decisão de TI são atraídos pelo risco reduzido e pelas vantagens de custo oferecidas por um modelo de assinatura."

A pesquisa, que ouviu gestores em mais de 20 países, entre eles o Brasil, analisou como eles responderam às demandas de TI e negócios provocadas pela Covid-19, quais decisões de investimento estão sendo tomadas como resultado e os modelos de consumo considerados. Veja as principais descobertas do estudo:

22% descrevem o impacto da Covid-19 sobre seus funcionários como "significativo" (licenças generalizadas ou dispensas), enquanto 52% o consideraram "moderado" (reduções de jornada temporárias em algumas funções) e 19% "baixo" (poucos empregos afetados).

Gestores na Índia (57%) e no Brasil (34%) foram os mais propensos a citar um impacto significativo sobre seus funcionários, enquanto aqueles em Hong Kong (12%) e no México (10%) relataram mínimo impacto, destacando uma grande oscilação nas experiências entre regiões.

77% disseram que os investimentos em projetos de rede foram adiados ou atrasados desde o início da Covid-19, e 28% indicaram que projetos foram cancelados.

Os cancelamentos de projetos foram maiores na Suécia (59%) e menores na Itália (11%), mostrando que também há disparidades significativas entre os países da mesma região, enquanto 37% dos gestores de TI no setor de educação e 35% em hotelaria em todo o mundo disseram ter cancelado investimentos na rede.

Futuro: investindo para necessidades emergentes
Em contraste, os planos futuros são agressivos, com a grande maioria dos entrevistados planejando manter ou aumentar seus investimentos enquanto trabalham para oferecer suporte às novas necessidades dos funcionários e clientes.

•Consideráveis 38% irão investir mais em rede baseada em nuvem, com 45% mantendo o mesmo nível e 15% reduzindo os investimentos. A região Ásia-Pacífico foi a líder global, com 45% declarando maior investimento em rede baseada em nuvem, chegando a 59% na Índia. Com as soluções em nuvem que permitem o gerenciamento de rede remota em grande escala, esses recursos são particularmente atraentes para as equipes de TI quando estar no local não é possível ou representa um desafio.

•Os gestores também buscam ferramentas aprimoradas para monitoramento e insights de rede, com 34% planejando aumentar seu investimento em análise, 48% indicando que manterão o investimento e 15% apontando redução. Isso permite que as organizações de TI solucionem problemas e ajustem a rede com mais eficiência.

•Há também uma ênfase em tecnologias inovadoras que simplificam a vida das equipes de TI ao automatizar tarefas repetitivas. De acordo com a pesquisa, 35% dos tomadores de decisão globais planejam aumentar seus investimentos em tecnologias de rede baseadas em IA, com a região Ásia-Pacífico na liderança, com 44%.

Cresce a adoção de novos modelos de consumo
Conforme os gestores moldam seus planos de investimento, eles procuram modos alternativos de consumo para atingir o melhor equilíbrio entre valor e flexibilidade.

•55% do total afirmam que irão explorar novos modelos de assinatura para hardware e/ ou software, 53% para serviços gerenciados para hardware/software pronto para uso e 30% leasing financeiro - tudo como resultado do impacto da Covid-19, refletindo a necessidade crescente de modelos mais flexíveis financeiramente.

•Os modelos de assinatura de rede são mais populares na Ásia-Pacífico (61%) do que nas Américas (52%) ou Europa, Oriente Médio e África (50%); as maiores demandas estão na Turquia (73%), Índia (70%) e China (65%).

•Os setores com maior probabilidade de considerar o modelo de assinatura são hotéis/ hospitalidade (66%), tecnologia e telecomunicações (58%) e educação (57%). O impacto da crise no comportamento da TI aumentou a busca por flexibilidade e previsibilidade nos gastos.

•Em forte contraste, apenas 8% planejam continuar com investimentos CapEx somente, embora a proporção seja maior na Holanda (20%), EUA (17%), Espanha (16%) e França (15%). Entre as indústrias, 15% dos setores de varejo, distribuição e transporte continuarão a se concentrar exclusivamente em investimentos CapEx, contra apenas 5% de tecnologia, educação e telecomunicações, e 2% de hotelaria.

"Com as necessidades dos clientes e funcionários mudando de forma tão ampla nos últimos meses, não é surpresa ver os gestores de TI buscando soluções flexíveis", diz Narasimhan. "Eles estão tendo de se adaptar rapidamente e garantir que redes mais complexas e distribuídas possam suportar com segurança as experiências que os usuários exigem. Agilidade e flexibilidade no gerenciamento de rede são mais necessárias do que nunca."

Embora a pandemia tenha impactado negativamente os projetos em andamento, a pesquisa sugere que ela também catalisará o investimento de médio e longo prazo em tecnologias de rede avançadas, e levará a modelos mais flexíveis de consumo, que reduzem o investimento inicial. As tendências que já estavam se consolidando agora serão aceleradas, incluindo a migração para a borda e a adoção de redes inteligentes baseadas em nuvem e em IA.