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AVG indica que 2011 será propício para o crescimento de malwares na plataforma Android
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Publicado em 25/05/2011 às 09:00
O ano de 2011 será propício para o crescimento de malwares na plataforma Android, como também ataques do tipo blackholes exploit kits, de acordo com uma coleta de dados realizada com mais de 120 milhões de usuários que integram a comunidade AVG.
"Tivemos duas notícias, uma boa e uma ruim. A boa é que os cybercriminosos, pelo menos até agora, não foram muito criativos e não inovaram na maneira de atacar nossas comunidades, sites e redes. A má é que eles não precisam necessariamente de criatividade, já que a maioria dos ataques não foi inovado, mas sim, aprimorado. Ou seja, sai a criatividade e entra a eficiência", explica Mariano Sumrell, diretor de Marketing da AVG Brasil.
Um levantamento divulgado pelo IDC estima que a venda de aparelhos smartphones e tablets deverá ultrapassar a venda de computadores desktop no país ainda este ano e que o Android vai assumir a liderança como o sistema mais popular. Considerando que esses dispositivos estão tão vulneráveis quanto os computadores, o ataque deve se tornar não novo e desenvolvido, mas sim, fortificado.
O ano de 2011 está com tudo para ser o ano dos malwares para Android. E, apesar de o Google corrigir falhas em sua plataforma que pode ser explorada por hackers, poucos usuários baixam atualizações em seus dispositivos móveis, deixando-os vulneráveis às falhas que foram corrigidas.
Também não foi surpresa o aumento de campanhas maliciosas pela rede social Facebook onde, por exemplo, pessoas mal intencionadas disponibilizam links que prometem mostrar os visitantes de sua página, mas, na verdade, instalam um malware.
O aumento de Blackholes Exploit Kits, um "kit" desenvolvido por hackers russos e que pode ser "licenciado", também é preocupante. Os cybercriminosos contaminam websites, atacando os usuários que acessarem esses endereços infectados. Este vírus explora falhas de segurança nas páginas para executar códigos maliciosos. "Por isso, os sites infectados são, na maioria, sites legítimos e que foram atacados sem o conhecimento dos responsáveis. Tais métodos foram recentemente usados por criminosos para realizar ataques bem sucedidos contra o serviço postal dos Estados Unidos e, sem dúvidas, podem ser repetidos", comenta Sumrell.
De fato, em fevereiro deste ano, os Blackholes cresceram consideravelmente, de algumas centenas a mais de 800 mil por dia. Isso mostra a eficiência notável e o profissionalismo de criminosos que estão investindo na estrutura e organização de suas operações. Essas campanhas são bem planejadas, financiadas e, principalmente, altamente rentáveis.
"Para combatê-los não precisaremos apenas de medidas técnicas mais eficazes, mas de usuários conscientizados, que saibam se prevenir e que, acima de tudo, compreendam a importância da atenção às medidas de segurança online.", finaliza o executivo.

