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Estratégia

Bons negócios à vista

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Publicado em 09/10/2008 às 19:32

O crescimento na venda de smartphones e mininotebooks deve se acentuar na medida dos lançamentos

A vida em movimento fica ainda mais fácil com as novidades que chegam por aí. Pessoas físicas e usuários corporativos são atraídos por novos equipamentos e funções que facilitam o acesso, a produção e a troca de conteúdos de voz, dados e imagem, com destaque para os smartphones e os mininotebooks, aqueles com telas de até 10 polegadas. Tanto um quanto o outro tendem a se aproximar dos PCs tradicionais, ganhando poder de processamento e armazenagem, conectividade irrestrita e interfaces gráficas mais potentes na mesma medida em que perdem peso e dimensões.

 

Veja o desempenho dos smartphones. No ano passado, as vendas no Brasil somaram 576 mil unidades. Este ano, a estimativa é de dobrar este número, chegando a 1,18 milhão, de acordo com o Gartner. No mercado mundial, o segmento cresceu 40% ao redor do mundo, contra 10% de expansão nas vendas dos celulares comuns, aponta a IDC.

 

O comportamento dos mininotebooks, também chamados de netbooks ou ultraportáteis, não fica atrás. Criados inicialmente para atender o mercado estudantil com equipamentos de baixo custo, passaram rapidamente a atrair usuários domésticos em busca de inclusão digital e usuários corporativos interessados em conforto. O resultado foi que só no segundo trimestre deste ano as vendas dos aparelhinhos subiram mais de 37%, segundo a IDC. Até o fim do ano, serão 5,2 milhões de unidades vendidas em todo o mundo. Parece pouco quando comparado com as 311 milhões de unidades das vendas mundiais de PCs. Mas enquanto o mercado como um todo cresce cerca de 15% em 2008, o segmento de portáteis, cujas vendas devem chegar a 148 milhões de unidades este ano, pode dobrar até 2012 – e o Gartner estima que o nicho dos ultraportáteis se multiplique por dez no mesmo período, chegando a 50 milhões de unidades. Só para dar um exemplo, a Positivo Informática contabilizou no segundo trimestre deste ano uma participação de 9,1% do ultraportátil Mobo nas suas vendas de notebooks. Detalhe: o produto foi lançado em maio.

 

O crescimento dos pequenos

Para César Aymoré, diretor de marketing da Positivo, que anunciou para outubro produtos com telas de 8,9” e 10” e bateria com duração de até 6 horas, o sucesso do Mobo decorre da adaptação de seu tamanho reduzido a pequenos espaços, como aviões, e da autonomia. “Não é o primeiro computador da casa, mas o primeiro ou segundo note”, diz. Este segmento, que nasceu com o Asus Eee, já conta com boa diversidade de ofertas.

 

Os preços baixinhos iniciais foram garantidos pela economia de performance: os equipamentos foram criados para tarefas simples, como troca de e-mail e mensagens, navegação na internet e manipulação de arquivos simples. Mas o panorama começa a mudar na medida em que os fabricantes incorporam novas capacidades às maquininhas. A Acer já apresentou no Brasil o Aspire One, de 995 g, com tela de 8,9” e bateria de 3 células para autonomia de até 3 horas, disco rígido de 120 GB, câmera embutida e XP Home. “O preço é acessível para uma máquina de altíssimo desempenho, portabilidade e design inovador”, diz Anne da Gama, diretora geral da Acer para o Brasil. A MSI, que oferece modelos de 7”, 8,9” e 10”, aposta em requintes como placa de vídeo off board e bateria de 6 células, para autonomia de até 5,5 horas.

 

Marcelo Martins, diretor comercial e de marketing da MSI, que promete para 2009 a chegada de sua linha com 3G, avalia as tendências do segmento. “Os notebooks se aproximam do poder gráfico e de processamento dos desktops e os ultraportáteis se aproximam dos notebooks, com apoio de mídias externas de armazenamento, e dos smartphones, ganhando mais conectividade”, avalia.

 

Muito além do telefone

Do outro lado, os smartphones também se aproximam aceleradamente dos PCs. As fabricantes se empenham em ofertas que vão além de funções como voz, fotografia e troca de e-mails, investindo em quesitos como segurança e parcerias com desenvolvedores para apoiar seus clientes com equipamentos poderosos e soluções completas. A área de Mobilidade Corporativa da Motorola, que tem um portfólio completo em mobilidade, tem foco no atendimento especializado de necessidades específicas. Recentemente reformulou seu programa de canais Enterprise Wireless Partner Program para repassar a seus parceiros conhecimentos acumulados na área e chegar a 100% de vendas indiretas em quatro anos, com maior atenção às particularidades do mercado brasileiro – como nas regras de registro de oportunidades –, ao mesmo tempo identificando no mercado ISVs capazes de desenvolver soluções. “Vamos qualificar os canais e promover sua parceria com outras empresas”, diz Vanderlei Ferreira, diretor da área na fabricante, que oferece desde celulares e smartphones até EDAs (equipamentos corporativos), com tecnologias como touch screen, GPS, conectividade total, leitor de código de barras, câmeras e teclados, com velocidade de processamento para rodar aplicações.

 

Outra que aposta na dimensão do portfólio é a HP. Além do modelito de mininote 2133, com 1 GB de RAM, 120 GB de disco e opções Linux, Vista Home e Vista Home Business, em princípio direcionado a empresas, esgrime com a linha IPaq. “O crescimento acelerado do mercado se traduz em investimentos fortes nos smartphones”, diz Tatiana Torres, gerente de produto Ipaq da HP, que oferece modelos com 3G, GPS, funcionalidades e recursos avançados para o mercado corporativo e que, ao contrário de concorrentes, se apóia apenas em canais especializados, enquanto desenvolve negociações com as operadoras de telefonia. Segundo Tatiana, o foco da empresa tem sido o desenvolvimento da conectividade, de um lado, e dos aplicativos, softwares e acessórios, de outro, com o apoio de processadores velozes e parcerias com desenvolvedores de softwares. A comercialização para pequenas revendas fica a cargo da CDC.

 

“Os smartphones estão ganhando os mesmos recursos que o usuário tem no escritório”, observa Rodrigo Byrro, gerente de produto da HTC. “Teclados com funções similares e interfaces de softwares mais amigáveis facilitam a interação com o hardware e reduzem o tempo de adaptação.” A empresa lançou recentemente a opção touch screen e tem parceria no Brasil com a Simm, responsável pela logística, importação e distribuição. 

“A integração do mundo web ao celular e a melhoria das telas aproximam a experiência do usuário com o PC”, diz Fiore Mangione, diretor de softwares e serviços da Nokia, uma das que aposta em soluções de e-mail agregadas, segurança e gerenciamento dos dispositivos, incluindo de atualização remota a inutilização de equipamentos perdidos para maior tranqüilidade corporativa. Segundo Mangione, serviços que estão ganhando popularidade incluem mensagens instantâneas e navegação por mapas. A empresa, que tem nas operadoras seu principal canal de vendas, conta também com canais especializados em soluções wireless. Já a RIM, dona do Blackberry, prefere se apoiar exclusivamente nas operadoras. Segundo Moacyr Queirolo, responsável pelas vendas na América Latina, a empresa também está se apoiando nas parcerias com ISVs para a oferta de soluções completas, adequadas às necessidades brasileiras.