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Brasil enfrenta desafios apesar de ser o sétimo mercado mundial de TI, apontam especialistas

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Publicado em 29/11/2011 às 10:00


O Brasil já é o sétimo mercado mundial de Tecnologia da Informação (TI) - hardware, software e serviços. O país vive uma janela de oportunidade para avançar mais posições nos próximos anos; porém, para aproveitá-la, será fundamental enfrentar uma série de desafios, avaliaram especialistas que participaram do "Fórum de TI – CEOS e CIOS debatem as projeções para o mercado brasileiro de TI" promovido pela Amcham-São Paulo em 25 de novembro.



De acordo com Sérgio Alexandre Simões, sócio da consultoria de TI da PwC (PricewaterhouseCoopers), que apresentou um panorama do setor, há um cenário positivo para expansão dos negócios. Esse ambiente é marcado pela estabilidade econômica; pela ascensão da classe C, com entrada maciça de novos consumidores; e pelo movimento de fusões e aquisições, com inserção de recursos estrangeiros, que, somados à melhoria da infraestrutura e dos negócios, serão alavancados com a Copa do Mundo e as Olimpíadas.



“O Brasil tem uma equação difícil a resolver para não perder oportunidades relacionadas a TI. É necessário um bom plano educacional e acesso às experiências de fora para que, no pós-Olimpíadas, o setor não sofra um apagão financeiro e continue crescendo”, afirma Simões.



O mercado brasileiro de TI deve crescer 13,5% em 2011, de acordo com levantamento do IDC. Tendo movimentado mais de US$ 37 bilhões no ano passado, deve superar US$ 42 bilhões em 2011. Já o mercado mundial deverá encerrar este ano com mais de US$ 1 trilhão, o que representa um crescimento de 7,5% em relação a 2010.



A fórmula para a expansão dos resultados em TI, segundo o consultor da PwC, é a soma de inovação, mercado e estímulos. O tamanho de mercado consumidor não é um problema, mas mudanças têm de ser conduzidas nos outros dois pilares, segundo Simões.



“A inovação no país tem foco em produtos, e quase nada em processos. Além disso, o que o Brasil inova em produtos é pouco na comparação com países como Estados Unidos ou Coreia do Sul”, ressalta.