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Brasil ocupa a 40ª posição em índice global de competitividade da indústria de TI

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Publicado em 17/09/2009 às 16:19

O Brasil ocupa a 40ª posição no ranking global do índice de competitividade da indústria de TI 2009, com uma pontuação de 36,6 de um total de 100 pontos no índice. Esses estão entre os achados de um novo estudo divulgado pelo Economist Intelligence Unit e patrocinado pela Business Software Alliance (BSA)

 

O estudo, agora em seu terceiro ano, analisa e compara os ambientes de tecnologia da informação (TI) de 66 países, incluindo o Brasil, para determinar em que medida eles proporcionam competitividade ao setor de TI.

 

“No clima econômico atual, fomentar um forte setor de tecnologia é mais importante que nunca”, diz Frank Caramuru, diretor da BSA no Brasil. “A tecnologia pode impulsionar a recuperação econômica e gerar crescimento em longo prazo.”

 

O estudo revelou que o Brasil teve melhor desempenho no ambiente geral de negócios, em pesquisa & desenvolvimento e no apoio à indústria de TI. Áreas que podem ser melhoradas incluem capital humano, infraestrutura de TI e ambiente legal.

 

Os cinco países melhores colocados na América Latina são Chile (27º), Brasil (40º), Argentina (41º), México (48º) e Colômbia (52º). Já os países que formam o bloco BRIC estão muito próximos na tabela: Rússia em 38º, China o 39º, Brasil em 40º e Índia na 44ª colocação.

 

“Globalmente, o setor tem suportado bem a crise, apesar da redução de gastos em tecnologia”, diz Denis McCauley, diretor de pesquisa em tecnologia do Economist Intelligence Unit. “Em vez de tomar medidas de curto-prazo para impulsionar a produção do setor ou em dar apoio a produtores de TI que enfrentam problemas, os governos deveriam se focar no fortalecimento dos fatores fundamentais da competitividade do setor em longo prazo.”

 

Seis fatores-chave para a competitividade em TI

De acordo com o Economist Intelligence Unit, seis fatores funcionam em conjunto para criar um ambiente sólido para o setor de TI: uma oferta ampla de trabalhadores qualificados; uma cultura favorável à inovação; infraestrutura tecnológica de primeira linha; um sistema legal robusto que protege a propriedade intelectual; uma economia estável, aberta e competitiva; e liderança governamental que atinge o equilíbrio certo entre a promoção da tecnologia e a permissão para atuarem as forças de mercado.

 

Aqueles países com bom desempenho nesses seis fatores de competitividade geralmente abrigam indústrias de TI de alta performance. O estudo tem o objetivo de oferecer um mapa para governos focarem suas forças e fraquezas no que diz respeito ao um forte setor de TI doméstico.

 

Outras conclusões da pesquisa do Economist Intelligence Unit e recomendações da BSA incluem:



  • Redes de banda-larga são um fator essencial para a competitividade de TI, e a lacuna de competitividade pode aumentar para os países com adoção mais lenta. Empresas de tecnologia demandam acesso à internet veloz, confiável e seguro e a importância de banda-larga irá crescer enquanto mais serviços e aplicações são entregues pela internet.



  • Investimento no desenvolvimento de talento permanece um imperativo de longo-prazo. Aqueles países que fornecerem uma combinação de treinamentos em TI, negócios e línguas irão gerar uma mão-de-obra mais forte.



  • O protecionismo e o apoio para “campeãs nacionais” irão limitar os esforços de recuperação e a competitividade do setor em prazo mais longo. Os governos devem atingir equilíbrio entre o apoio que estimula o crescimento da indústria e investimento, e aquele que introduz práticas injustas no mercado e protecionismo que pode prejudicar a competitividade.



  • Regimes de Propriedade Intelectual estão sendo aprimorados em muitos mercados emergentes, no entanto, mais avanços são necessários. A proteção à propriedade intelectual permanece criticamente importante para a competitividade do setor de TI e é uma forma relativamente de baixo custo de estimular o desenvolvimento econômico de longo prazo.