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Brasil reduz pirataria de software
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Publicado em 12/05/2009 às 19:23O 6º Estudo Anual Global de Pirataria de Software foi apresentado hoje pela Associação Brasileira de Empresas de Software (ABES) e a Business Software Alliance (BSA). O relatório foi lançado pela BSA simultaneamente em mais de 50 países e contempla indicadores de pirataria em mais de 100 nações. O estudo foi conduzido pelo IDC, empresa líder em pesquisas e previsões sobre a indústria de Tecnologia da Informação (TI).
A pesquisa indica uma redução, no último ano, de um ponto percentual no índice brasileiro, chegando aos 58%. No acumulado dos últimos três anos, entre 2005 e 2008, o País conquistou uma diminuição de 6 pontos percentuais.
Ao mesmo tempo, o valor monetário de software não licenciado – que acarreta prejuízo direto aos vendedores de software - no Brasil aumentou apenas 1,73% em relação a 2007, alcançando 1,645 bilhão de dólares. Apesar de figurar na 9ª colocação na lista dos países cuja pirataria de software provoca maior dano financeiro, esse resultado revela uma significativa contenção de perdas em 2008, já que, entre 2005 e 2007, o valor subira 111,1%.
Segundo Frank Caramuru, diretor da BSA no Brasil, o principal desafio no País é reduzir a utilização de software pirata em empresas. ”A principal preocupação em nossos esforços para reduzir a pirataria de software no Brasil está nas empresas que adquirem licenças legítimas, mas que utilizam um número de cópias maior do que o contratado.”
“Sem dúvida os resultados alcançados nos últimos anos revelam que estamos no caminho certo, mas infelizmente a pirataria ainda é um crime socialmente aceito. Sendo assim, acreditamos que para diminuirmos ainda mais esse índice é necessário desenvolver iniciativas em três principais pilares: educativo, econômico e repressivo”, detalha Antônio Eduardo Mendes da Silva, coordenador do Grupo de Trabalho Antipirataria da ABES.
Pirataria no Mundo
Governos e empresas de software estão progredindo em iniciativas contra o uso de produtos ilegais, mas a pirataria continua um problema grave em todos os países, e os desafios são maiores nos mercados de crescimento mais rápido.
A taxa mundial subiu de 38% para 41% em um ano, puxada pelo crescimento do market share em países com altos índices de pirataria, como no bloco BRIC e outros mercados emergentes.
Em outra indicação da escala do problema, as perdas provocadas por software ilegal ultrapassaram pela primeira vez a marca dos US$ 50 bilhões. Prejuízos globais cresceram 11%, para 53,1 bilhões de dólares não ajustados, apesar de metade de esse crescimento ter resultado da queda do dólar. Excluindo o efeito de taxas de câmbio, os prejuízos cresceram 5% para US$ 50,2 bilhões.
Para cada 100 dólares de software vendido, 69 dólares foram gastos com produtos piratas. Muitos países, no entanto, apresentaram queda nas taxas nacionais. Nos 110 países pesquisados, a pirataria foi reduzida em cerca de metade deles (57), permaneceu constante em um terço (40) e aumentou apenas em 13.
“Continuamos a evoluir significativamente na luta contra a pirataria de software para PC, o que ajuda não apenas a indústria de software, mas a economia e a sociedade como um todo”, disse o presidente e CEO da BSA, Robert Holleyman. “A notícia ruim é que a pirataria de software continua preponderante em todo o mundo, minando empresas locais de TI, dando vantagens injustas aos piratas e espalhando riscos de segurança”.
Países BRIC
O Brasil confirma sua posição de país com menor índice de pirataria (58%) dentro do bloco BRIC, seguido por Índia (68%), Rússia (68%), e China (80%). A principal redução do mundo, no entanto, ficou com a Rússia: 5 pontos percentuais no ano e um acumulado de 19 pontos percentuais nos últimos três anos.
Em 2008, a Índia obteve uma redução de 1 ponto percentual e a China, de 2 pontos percentuais. As perdas resultantes da pirataria tiveram crescimento sutil na Rússia e na China, totalizando 4,352 bilhões de dólares e 6,677 bilhões de dólares, respectivamente, mas disparou 37,7% na Índia, chegando aos 2,768 bilhões de dólares.
América Latina
O Brasil possui a segunda menor taxa de pirataria de software da América Latina, ficando atrás apenas da Colômbia, com 56%. Ao lado do México, a Colômbia registrou a maior queda na região, de 2 pontos percentuais.
A média da região é uma das maiores do mundo: 65%. Os piores índices são de Venezuela (86%), Paraguai (83%) e Bolívia (81%). Entre os países pesquisados na região, 10 reduziram seus índices, 5 permaneceram constantes e apenas 3 registraram aumento.
Os prejuízos na região somaram 4,311 bilhões de dólares. O Brasil é o primeiro no ranking de perdas, seguido de México (823 milhões de dólares), Venezuela (484 milhões de dólares), Argentina (339 milhões de dólares) e Chile (202 milhões de dólares). O único país a reduzir o volume de perdas resultantes da pirataria de software foi a Argentina, onde foi registrada uma queda de 8,37%.

