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Brasil valida uso do código eletrônico de produto na cadeia de congelados

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Publicado em 27/10/2008 às 09:17

Depois de cinco anos de testes no Brasil, com o estudo da tecnologia e o envolvimento das empresas líderes de mercado sob responsabilidade da GS1 Brasil, que criou o Grupo de Trabalho EPC (Código Eletrônico de Produto), um projeto-piloto foi levado a cabo com sucesso com o uso de tecnologia de identificação por rádio-freqüencia (RFID) em congelados.

 

Os testes iniciais foram realizados na linha de produção para exportação da Flamboiã – especializada na criação, abate e comercialização de frangos. Foram produzidos e identificados com etiqueta EPC/RFID mais de 18 mil quilos de produtos. As etiquetas foram aplicadas nas caixas de transportes e nos paletes. Dois carregamentos foram efetuados do frigorífico para a Logimasters, que recebeu a carga, armazenou e expediu para o exterior, utilizando portais EPC/RFID.

 

O EPC, tecnologia de identificação por radiofreqüência (RFID), foi desenvolvido nos Estados Unidos há seis anos, em uma iniciativa liderada pela GS1, organização sem fins lucrativos que também administra a numeração do código de barras no mundo. Em face dos resultados iniciais animadores, o padrão foi adotado por grandes redes varejistas, que passaram a exigi-lo de seus principais fornecedores.

 

A tecnologia de identificação por radiofreqüência (RFID) vem sendo aprimorada nos últimos anos para atender a demandas criadas por grandes usuários internacionais, como redes varejistas, fabricantes de diversos setores econômicos e até o governo. Estes usuários enxergam a tecnologia como a ferramenta ideal para alcançar novos patamares em automação de processos, integração de sistemas de informação, rastreabilidade e autenticidade de produtos.

 

Diversos setores já comprovaram a eficácia da aplicação da tecnologia em seus processos, mas sua aplicação em produtos resfriados e congelados ainda não havia sido atestada. Até hoje, não se sabia como o EPC/RFID se comportaria em ambientes com alto índice de umidade, frio e condensação, como em um frigorífico. Para definir questões como estas, a GS1 Brasil conduziu o projeto-piloto, em parceria com as empresas Frigorífico Flamboiã, Logimasters-Dachser, Edata, Genoa, Motorola, NEC, SEAL e RR Etiquetas. O objetivo do trabalho foi validar a aplicação e performance do EPC/RFID em unidades logísticas resfriadas e congeladas, para identificação serializada de paletes e automação do controle de estoques, além de expedição e registro dos sistemas de rastreabilidade.

 

Resultados preliminares



  • 100% de leitura de caixas e paletes submetidos a um ambiente extremamente agressivo, com temperaturas abaixo de 40ºC negativos e grande condensação de umidade sobre equipamentos e etiquetas.



  • Garantia de rastreabilidade dos produtos e visibilidade dos mesmos a todos os envolvidos nos processos produtivos e comerciais, até mesmo ao consumidor.



  • Aumento de produtividade nos processos de expedição, recebimento e na integração dos sistemas de informação e rastreabilidade em até 43 vezes. Se comparado a um processo já automatizado com código de barras, onde eram gastos em média 2 minutos e 10 segundos para identificação de 50 caixas de um palete, com a tecnologia EPC/RFID este mesmo processo pode ser feito durante o embarque do produto, ou seja, em menos de 1 segundo, não sendo necessária a interrupção no carregamento. 



O Brasil é hoje o maior exportador mundial de carne de frango. No primeiro semestre de 2008, os embarques somaram 1,8 milhão de tonelada, um crescimento da ordem de 19% se comparado com 2007. No mercado externo, a carne de frango brasileira está presente em mais de 150 países, respondendo por quase 40% do comércio internacional. A implantação de um sistema mais moderno e eficaz de identificação e rastreabilidade permitirá ganho considerável de produtividade em toda a cadeia, além de agregar maior confiança por parte de comerciantes e consumidores.