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Brasileiro precisa de 1,7 salários para comprar um PC e 1,9 para um notebook

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Publicado em 23/03/2009 às 13:01

Para comprar um computador de marca nacional, o brasileiro precisa de 1,7 salários; para adquirir um PC de marca global, 1,55 salários. Já para um notebook nacional, o brasileiro necessita de 1,92 salários; e um notebook de marca global, 2,44 salários. É isso que demonstra a pesquisa Índice Marco Gap Digital realizada pela Marco Consultora, consultoria especializada em desenvolvimento e implementação de serviços de marketing sob medida, para mercados altamente competitivos. 



O índice do estudo indica a quantidade de salários necessária para adquirir um PC ou notebook. O salário de comparação é de R$ 1.274,00, renda média do brasileiro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice vem sendo estudado deste outubro de 2005 para PCs e de setembro de 2006 para notebooks. O índice começou em 1,9 para computadores e 2,1 para laptops, o que significa que eram necessários 1,9 e 2,1 salários, respectivamente, para a compra desses produtos de marcas nacionais. Hoje, o índice é 1,7 e 1,9, respectivamente.

 

Para as marcas globais, o índice iniciou em 1,9 (PCs) e 3,3 (notebooks); hoje esses números estão em 1,5 e 2,4. "O Índice Marco Gap Digital, tanto para marcas globais como para locais, tem caído ao longo do tempo ou se mantido estável, como é o caso dos notebooks de marca nacional", diz o coordenador da pesquisa, Henrique de Campos Jr., gerente de Market & Business Intelligence da Marco Consultora.

 

Nesta edição do estudo, entretanto, diz o executivo, o índice subiu fortemente nas categorias PC marca local e notebook marca global, muito provavelmente devido aos efeitos prematuros da alta da taxa de câmbio em decorrência da crise financeira. "Os integradores e fabricantes locais tiveram que repassar o custo de suas matérias primas em dólares para o preço dos produtos. Como eles não mantêm estoques e nem acordos de fornecimento a câmbio fixo, o impacto no produto foi mais rápido do que nas demais categorias", ressalta.

 

Outra conclusão da pesquisa é que o índice para marcas globais foi o que teve variações mais bruscas, o que se justifica pelo surgimento de novas tecnologias para componentes (principalmente processadores); guerra de preços entre concorrentes; aumento do crédito ao consumidor; e entrada e saída de marcas próprias de grandes varejistas, como Carrefour e Extra, entre outros. 



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América Latina

A Pesquisa Índice Marco Gap Digital também foi feita na Argentina, no Chile e no México. A Argentina é o país em que é necessário mais salários para comprar um desktop ou notebook, seguido pelo México. O Chile é o país latino americano, no qual o custo para ter qualquer uma das duas máquinas é menor (ver tabela.) De acordo com a pesquisa, o acesso dos brasileiros à tecnologia tem também ficado cada vez mais próximo ao do Chile, que, historicamente, tem sido o país cujo acesso a tecnologia é o mais fácil. Também se ressalta o fato de que o Brasil se consolidou como o segundo país em termos de acessibilidade de tecnologia, posição alcançada com pouca folga na edição de julho de 2008 da pesquisa, deixando claramente o México com o terceiro posto.



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Metodologia

A pesquisa está dividida em dois pontos centrais: por um lado, se toma o salário médio de um trabalhador; por outro lado, se toma o preço médio das máquinas com a seguinte configuração: notebook com plataforma Intel Centrino Duo, 2.000 GHz; PC Escritório, com processador Intel Core 2 Quad, 2.400 GHz; disco rígido padrão de 320 GB e memória de 2058 MB; monitor de 19 polegadas flat e sistema operacional Windows Vista Home Premium. Os preços dos computadores foram coletados da média das publicações do segundo semestre de 2008, dos principais jornais do País.