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Estratégia

Câmeras fotográficas

Samira Sarraf

Publicado em 06/07/2012 às 15:40


Um mercado em ascensão 



Com a possibilidade de fotografar de diferentes aparelhos móveis é importante ficar atento ao que diferencia as câmeras fotográficas de outros dispositivos e deixar claro ao consumidor a qualidade de imagem e outros benefícios que só podem ser encontrados em produtos especializados em fotografia 



 



Registrar momentos do dia a dia ou de ocasiões especiais tem feito cada vez mais parte da vida das pessoas. Hoje, quando diferentes dispositivos possuem a função de fotografar, o público passa a registrar, não apenas festas e ocasiões importantes, mas também acontecimentos simples do cotidiano. O aumento do poder aquisitivo do brasileiro junto à diminuição dos preços de câmeras compactas tem contribuído para que guardar lembranças se torne uma atividade cada vez mais cotidiana.



De celulares a smartphones, de notebooks a tablets, seja qual for a opção móvel de preferência, todas contam com câmeras, o que torna o usuário desses dispositivos cada vez mais familiarizado com o ato de fotografar. Isso poderia contribuir negativamente para o mercado das máquinas compactas, mas tem, na verdade, aumentado o seu consumo, já que o usuário não se contenta com o simples fato de fotografar, ele quer qualidade de imagem e luz, opções de edição, facilidade em fotografar em qualquer hora do dia ou da noite com alta resolução. Outro fator que, sem dúvida, vem contribuindo para o sucesso do mercado são as redes sociais. É importante para os usuários das redes terem imagens que, se não dão melhor qualidade, devem ao menos chamar a atenção. Essa familiaridade com a fotografia gera um mercado otimista que vem demonstrando crescimento há algum tempo. “Há dois anos o mercado apresenta resultados positivos muito mais em volume do que em valor. Eu diria que nesse período o mercado chegou a crescer 80%”, conta Thiago Onorato, gerente sênior de Digital Imaging da Samsung, que tem expectativa de crescimento na ordem de 20 a 25% em volume. Onorato explica ainda que existe uma necessidade por novidades no setor e adianta sua estratégia. “Existe uma guerra de preços muito forte por conta de novos consumidores chegando ao mercado. A proposta da Samsung é inovar para trazer ao consumidor uma alternativa de valor agregado, como a Smart Camera que chega ao mercado ainda esse ano”, adianta o executivo.



Para Michela Hamai, gerente de Produto da Fujifilm, 2012 será um ano de crescimento mesmo com o desafio da boa qualidade de imagem de smartphones impactando nas câmeras de entrada. “Para nós, a estimativa de crescimento da penetração dos smartphones no nosso mercado é alta, porém, estamos lidando de uma maneira diferente. Estamos transformando os smartphones em aliados e sugerindo às pessoas o ‘algo mais’: você pode ter seu celular para fotos eventuais e uma câmera digital mais avançada para eventos programados, aniversários, churrascos e festas. A ideia, além de minimizar o impacto no volume, é justamente impulsionar o mercado para um preço médio mais alto e sair dessa guerra de primeiro preço. E essa será nossa estratégia para 2012, focar mais nos modelos mid-high para o mercado brasileiro”, explica Hamai.



“O mercado cresceu 31,1% em unidades de câmeras vendidas de 2010 para 2011 e a perspectiva é que esse número continue crescendo”, conta Fernando Ogava, analista de Produto da Panasonic do Brasil, complementando que a fabricante apostará em lançamentos para todos os públicos, principalmente os que buscam sua primeira câmera. “Com o aumento do poder aquisitivo da população, principalmente da classe C, o mercado vêm crescendo com as vendas dos modelos mais baratos de câmeras”, finaliza.



A Sony Brasil, de forma geral, pretende crescer 30% no seu ano fiscal (abril/2012 a março/2013). “A médio prazo, temos como meta dobrar de tamanho até 2014, reforçando o Brasil como um mercado fundamental para a Sony no mundo”, conta Luciano Bottura, gerente de Marketing e Comunicação da Sony. Para atingir estes números, a fabricante adota como estratégia a oferta de produtos focados nas necessidades e desejos do consumidor brasileiro. “Executivos da empresa realizaram visitas a mais de duas mil residências em todo o país recolhendo dados dos gostos e hábitos de famílias, principalmente da classe C. Tendo como base este estudo, a Sony ampliou sua linha de produtos fabricados no Brasil e ainda trouxe ao mercado uma série de novos produtos como a menor câmera com lentes intercambiáveis do mundo, a NEX-C3, os cursos do Sony Educa, entre outros”, explica Bottura. O Sony Educa é um projeto que visa a promoção da educação e estímulo ao conhecimento por meio de cursos online. A Sony enxerga que o usuário está mais exigente e passa a oferecer recursos, antes oferecidos apenas em modelos mais avançados, para as câmeras compactas. “Adotamos essa estratégia porque percebemos que nosso público gosta cada vez mais de editar fotos, fazer imagens mais divertidas e produzir efeitos diferentes”, complementa. 



 



TENDÊNCIAS, TECNOLOGIAS E LANÇAMENTOS



As fabricantes acreditam que o público que procura por câmeras fotográficas está em busca de recursos cada vez mais avançados, com a possibilidade de uma eventual migração para aparelhos profissionais. “Outra tendência que vem crescendo desde o ano passado, são as câmeras intercambiáveis. Câmeras digitais com a possibilidade da troca das lentes, com qualidade muito similar as profissionais, fazendo com que a pessoa tenha a sensação de que está com uma SLR”, diz Michela Hamai, gerente de produto da Fujifilm. Além disso, a executiva conta que a função wireless nas câmeras digitais compactas terá destaque. “Uma realidade em alguns modelos é a possibilidade de se conectar às redes sociais através da câmera sem passar pelo smartphone”, conclui. A empresa promete um modelo aquático além de lançamentos em suas séries S e X.



A Samsung também investe na conectividade para as câmeras, assim como em todos os seus produtos de imagem digital. “Sobre a questão tecnológica, a novidade não é só que você tem a conectividade Wi-Fi na câmera. Hoje, na máquina fotográfica, é possível se conectar em redes sociais, outros aparelhos, além de subir seus conteúdos na nuvem”, conta Thiago Onorato. “Acho que outra tendência serão as câmeras semiprofissionais. É um mercado que deve crescer nos próximos anos. Um corpo mais leve, curto e fácil de carregar, uma PSC com lente intercambiável que vai oferecer grande flexibilidade de uso para diferentes momentos do dia a dia, para diferentes momentos de lazer. Este é um outro segmento que eu acredito que vá ter um grande crescimento nos próximos anos. Já em 2012 imaginamos que deve ser um mercado promissor” conta o executivo, que complementa explicando que o mercado americano de câmeras profissionais ou semi representa 10% do mercado de câmeras em faturamento e no Brasil não chega a 1%, ou seja, existe uma grande oportunidade ao explorar essa parte do mercado. Onorato conta que a primeira Smart Camera já está disponível, a WB150, e que a Samsung trará mais três modelos, todos produzidos em Manaus e com dois anos de garantia. “Estamos oferecendo cartão de memória, as câmeras smart já vem com o aplicativo de conectividade com a nuvem (sky drive da Microsoft) com 7Gb de memória de graça no início, além da capa protetora”, finaliza.



A Panasonic planeja explorar a categoria das câmeras compactas e, depois, partir para os modelos com mais recursos. “A ideia é amadurecer a cultura fotográfica com os modelos compactos para, então, partir para as câmeras mais avançadas”, conta Fernando Ogava. O executivo explica que os recursos oferecidos nas câmeras acompanham a evolução tecnológica do mercado global. “Seguindo essa tendência, a Panasonic trouxe para o mercado, na linha 2012, câmeras com recursos criativos como o Retoque Automático, Efeito Miniatura, Retoque de Beleza, entre outros, que antes eram obtidos somente com o uso de softwares de edição de imagens. Tais recursos são possíveis graças aos avanços tecnológicos que a Panasonic transfere, não somente para as câmeras, mas para todos os produtos que comercializa no país”, conclui Ogava. Para esse ano, a Panasonic traz os modelos FH4 e S5, destinado a iniciantes, a FH8  com as lentes Leica e recursos criativos, além de boa capacidade de zoom, assim como a SZ1. A TS20 resistente à água, queda, congelamento e poeira, e a linha FZ com os modelos FZ47 e FZ150 para os fotógrafos que buscam por câmeras com recursos avançados.



Na linha de câmeras compactas, a Sony trouxe ao Brasil os diferenciais do Menu Diversão e das fotos panorâmicas 360°, presentes  em cinco modelos da nova linha de máquinas compactas. “Entre as câmeras semiprofissionais, traremos ainda nesse ano a SLT-A57, que conta com tecnologia de espelho translúcido que possibilita até 10 quadros por segundo com foco automático, além de sensor de 16.1Mp Exmor HD CMOS - que garante a captura de todos os detalhes mesmo com baixa iluminação”, adianta Luciano Bottura. A fabricante percebeu que o público brasileiro está em busca de conhecimento em fotografia. “Uma prova disso é que mais de 13 mil pessoas participaram dos cursos do Sony Educa no primeiro trimestre do ano. E este mercado ainda deverá crescer bastante, pois temos a expectativa de vender 500 mil cursos até o final do ano”, conta o executivo. Outra novidade da fabricante é o lançamento de um curso de pós-graduação Latu Sensu em Rádio e TV. 



 



LUCRATIVIDADE A PARTIR DOS DIFERENCIAIS



Para contribuir com as vendas dos canais, as fabricantes pontuaram os diferenciais mais importantes de seus produtos que devem ser explorados na hora das vendas. A Panasonic, que oferece treinamentos e eventos de incentivos, destaca a presença das lentes Leica presentes em alguns modelos Lumix. “Com ela, é possível ter melhor luminosidade e qualidade para as imagens”, afirma Ogava. A fabricante oferece RMA para problemas de fabricação, mas afirma que a taxa de devolução é mínima.



A Samsung reforça o diferencial dos aparelhos smart. “Somos os únicos com o conceito smart com aparelhos extremamente leves”, conta Onorato. O executivo aproveita para acrescentar que as filmadoras da companhia também passam a ser smart com conexão Wi-Fi e explica que, apesar das tecnologias avançadas para filmagem nas câmeras fotográficas, o mercado de filmadoras encontra-se num momento de estabilidade. Para a Sony, a maneira de obter mais lucro na venda desses produtos é destacando seus diferenciais como o menu Diversão, foto panorâmica, tecnologia 3D, sensores que ampliam a sensibilidade em ambientes de baixa luminosidade, modelos resistentes e impermeáveis como o TX20, além do Sony Educa. “No que diz respeito às revendas, temos investido continuamente no treinamento do profissional que vende os produtos Sony, de forma que ele esteja apto a apresentar em detalhes o produto que o consumidor quer e seus principais diferenciais”, conta Luciano Bottura.



Com treinamentos práticos de seus produtos, a Fujifilm reforça dois fatores que o canal deve trabalhar para impulsionar a venda lucrativa. “Somos uma empresa completa no setor de imagem, desde o momento de captura até a impressão, oferecemos a solução completa para isso. A venda de produtos complementares como cartões de memória, cases, flashes externos, tripés, etc., traz um bom rendimento”, completa Michela Hamai.



O mercado das câmeras fotográficas está em constante evolução tecnológica e os aparelhos oferecem cada vez mais opções para fotografar, editar e compartilhar os momentos importantes dos usuários. É importante ficar atento a essas novidades e aproveitar os treinamentos oferecidos pelas fabricantes para explorar melhor o produto na hora das vendas e conseguir uma margem de lucro atrativa.