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Estratégia

Chegou a hora de ganhar dinheiro com as ofertas de processamento de dados

Por Virgínia Santos

Publicado em 28/09/2022 às 14:16

Segundo a IDC, o mercado de data center no Brasil deve  crescer mais de 2 dígitos, atingindo  cifras na ordem de U$S 750 milhões de dólares em receita, em 2022. 


Que a transformação digital mudou o modo como vivemos não há dúvida.  Um ponto que vem ganhando destaque no mundo corporativo é o investimento crescente de soluções e serviços em data center por parte das empresas brasileiras

Estamos em uma verdadeira revolução do mercado onde as iniciativas digitais ditam as regras  e isso faz com que o segmento de data center se torne um recurso imprescindível para as companhias de todos os portes.  

Com um centro de processamentos de dados para manter as atividades corporativas em funcionamento e proteger todas as suas informações, as empresas conseguem transformar suas operações, e atingirem resultados expressivos em suas transações comerciais. “Desde o início da pandemia de Covid-19, em 2020, muitas organizações implementaram ou aceleraram seus planos de transformação digital. A crescente importância para a TI está ajudando a transferir as despesas das empresas para um custo operacional que é cada vez mais central para o sucesso geral dos negócios; sem falar que temos uma recuperação da demanda reprimida no setor. Além disso,  o crescimento da nuvem pública, com necessidades crescentes de maior capacidade local, está impulsionando ainda mais o mercado de data center para além dos compradores e cargas de trabalho tradicionais”, avalia Adrian O’Connell, analista e diretor sênior do Gartner. 

O segmento de processamento de dados se tornou determinante no mundo dos negócios mesmo com o avanço da cloud, seu uso é vital no suporte de cargas de trabalho,  observa Luciano Ramos, gerente de Pesquisa e Consultoria de Enterprise da IDC. “Cada vez mais, a grande maioria das empresas de grande porte investem em uma infraestrutura de TI híbrida, ou seja, em capacidades de data center  que pode ser próprio, contratado, hosting ou  colocation,  onde os  workloads podem estar na nuvem pública, privada ou até mesmo na computação de borda, de acordo com nosso estudo. O futuro é hibrido e distribuído para as empresas mais maduras digitalmente que precisam prover as necessidades de negócios da melhor forma”, compartilha o especialista. 


A economia digital alavanca o mercado de Data Center no Brasil 


Um estudo recente da IDC aponta que o data center tradicional manterá sua importância para os negócios e estará presente em aproximadamente 90% das empresas, este é o resultado direto da aceleração da transformação digital. “Os data centers cumprem um papel crucial no movimento da transformação digital. As empresas precisam estar preparadas para impulsionar as inovações que permitirão avançar suas iniciativas de negócio. Para se manterem competitivas as organizações necessitam se adaptar constantemente às mudanças trazidas pela era digital. A adoção da rede 5G irá acelerar a disseminação de data centers em todo o país. Espera-se que, até o final dessa década, milhares de data centers de portes diferentes espalhem-se por regiões hoje pouco digitalizadas”, avalia Robson Pacheco, Data Centers Sales Manager da Vertiv.  

Claudio Stopatto, country manager da Lenovo ISG, destaca que com a aceleração da transformação digital, muitas companhias têm se preocupado em preparar a infraestrutura de TI para as novas demandas. “Existe uma tendência clara nas atualizações da infraestrutura para soluções completas, das instalações do cliente para a nuvem híbrida. A Lenovo prevê globalmente futuras oportunidades de aproximadamente US$ 250 bilhões para ISG para as atualizações na infraestrutura de TIC até 2025”, afirma o executivo, acrescentando que o avanço da jornada digital com a chegada do 5G deve aumentar a demanda por infraestrutura em diversas verticais como varejo, saúde, educação, cidades inteligentes, entre outras. 


Quem compartilha da mesma posição de Stopatto é Barbara Pizzolato,   Datacenter and Telecom Executive Director - LATAM da Huawei, ao relatar que em um mundo pós-pandemia onde muitas empresas passaram por um processo de evolução digital previamente planejada para médio/longo prazo em questão de semanas, a vitalidade dos data centers se faz necessária e é um movimento que veio para ficar. “Tudo o que é feito virtualmente depende de um data center, inclusive  Cloud, em algum lugar no mundo é fundamental uma estrutura física, um data center para suportar a nuvem. Quando uma empresa migra seu data center para Cloud o fornecedor precisa de infraestrutura para entregar o serviço: “a nuvem””, conta a executiva. 

Para Alexandre Amaral, diretor de vendas Cloud e Data Center na AMD, a economia digital, seja no Brasil ou no mundo, demanda muito da computação de alto desempenho, então é preciso  oferecer suporte a serviços e dispositivos que afetam todos os aspectos do cotidiano das pessoas. “Os data centers e os servidores são muito importantes, afinal, a demanda das empresas por tecnologia cresceu muito. Pesquisas de alguns institutos apontam  que há grandes investimentos em inteligência artificial e processadores que suportem Big Data e Cloud, além da adoção de tecnologias como machine learning, IoT e o próprio 5G, que está sendo implementado no país. Nesse sentido, é possível concluir que estes segmentos precisam estar em pleno funcionamento e interligados por meio de servidores robustos e que suportem todas essas requisições crescentes, incluindo equipamentos, consultoria, possíveis reparos e treinamentos de qualificação dos colaboradores que terão contato com as tecnologias”, agrega o executivo. 

Já a HPE destaca que essa nova movimentação do mercado baseado na jornada digital impulsionou a geração de dados relevantes dentro das organizações e aumentou a urgência do negócio em transformar dados em “insights” em tempo real, o que hoje é um grande diferencial competitivo. “Até 2025, a IDC prevê que haverá 56 bilhões de dispositivos IoT conectados no planeta, e 75% dos dados das empresas serão gerados na borda (borda é onde pessoas, coisas, lugares e seus dados se cruzam). Desse modo, as estratégias de data center precisarão acompanhar as necessidades de negócio trazendo a flexibilidade e a segurança que se requer, garantindo a continuidade, provendo performance e baixa latência para as aplicações, usando algoritmos inteligentes, protegendo dados, ampliando a conectividade, alcançando a borda, crescendo na medida da necessidade e protegendo o investimento. Estamos tratando da estratégia correta, altamente disponível, escalável, sustentável e facilmente gerenciável. Em resumo, o data center é a infraestrutura essencial que subsidiará a economia digital, o coração dessa grande transformação”, analisa Cinthia Leal, head de pré-vendas da HPE.  

De acordo com Patricia Cocozza, Business Development Manager da WDC, o crescimento da demanda digital que veio acelerada com a pandemia,  fez com que tecnologias como  IoT, Big Data, etc,   demandem a necessidade de funcionalidades com  alto desempenho onde os data centers edge se apresentam como a melhor opção na oferta do segmento. “A implementação do 5G ainda deve trazer inúmeras mudanças ao mercado brasileiro, observamos que  o segmento de data center deve se adaptar a nova tecnologia.  Na WDC, temos a oferta de tecnologias variadas e complementares para um projeto de ponta a ponta. Contamos com um amplo portfólio para apoiar os parceiros em seus negócios desde as baterias até os sistemas de monitoramento que otimizam a gestão dos data centers com alto grau de disponibilidade. Para o ecossistema de data center disponibilizamos uma unidade comercial e técnica que suporta as demandas de projetos turn-key e com o diferencial de soluções financeiras como o TaaS – Technology as a Service, no modelo de OPEX  que auxilia na viabilização de tais projetos com  pagamentos mensais”,  pontua a executiva. 

Por sua vez, Rafael Camillo, diretor de Parcerias da VMware,  destaca que os data centers on premise (onde a própria empresa tem a responsabilidade de processar suas aplicações de hardware e software) seguem sendo parte fundamental e estratégica das corporações na atualidade. “Com a divisão do parque computacional entre data centers on premise e computação em nuvem, os canais devem aproveitar momentos estratégicos dos clientes como, por exemplo, refresh de equipamentos, movimentação de localidade ou mesmo mudança na estratégia de tecnologia para emplacar/equipar/atualizar o data center aliado a soluções que permitam a harmonia do mundo de nuvem híbrida somado a uma estratégia multi-cloud. Um exemplo disso é o VMware Cloud, que integra toda a base de infraestrutura on premise com as principais ofertas de nuvem pública, facilitando o gerenciamento, automação e movimentação das cargas de trabalho nesse novo cenário”, pontua o executivo, ressaltando que as integradoras precisam  investir em capacitação e integração com a tecnologia das fabricantes. 


Marcelo Pontieri, diretor de Marketing para a América Latina na divisão Enterprise da NVIDIA, analisa que o Brasil possui o principal mercado de data centers na região. “Nos últimos dois anos houve um aumento deste setor, incluindo colocation e investimentos na nuvem. O país segue como um importante local para a tecnologia de data center, não só pelo seu grande número de habitantes, mas também pela proximidade com outros países da região. E as empresas querem estar cada vez mais perto de seus consumidores. A tendência é  que o número de data centers cresçam na região – especialmente com a popularização da tecnologia 5G no país”, diz o executivo.   


Como ampliar as vendas com a implantação do 5G e a oferta de Edge Computing 


Com a chegada do 5G no Brasil, o setor de data center precisa se adaptar a alguns requisitos  como  hardware, energia, refrigeração, espaço e links de alta velocidade e baixa latência. “Os centros de dados são essenciais para que uma das topologias da rede 5G, o Edge Computing, produza os ganhos de baixa latência que a rede 5G promete. Nesse contexto, os data centers tornam-se ainda mais críticos para o crescimento da economia digital do Brasil. Segundo a pesquisa “Data Center 2025: Mais Próximo do Edge”,  desenvolvida em 2019 pela Vertiv, a quantidade de data centers voltados às funções de Edge Computing deverá crescer 226%,  até 2025. Para a consultoria norte-americana Medium, até 2025, 75% dos dados corporativos serão processados em data centers implementados na borda da rede. Hoje essa marca está em 10%. Para transformar essa oportunidade em negócios é necessário que os parceiros obtenham conhecimento e expertise – comprovada por treinamentos, certificações e projetos bem sucedidos”, avalia Pacheco, da Vertiv.  


Guilherme Nogueira, gerente da Divisão de Valor da Agis, destaca que a baixa latência do 5G só é possível devido ao processamento dos dados na borda, ou seja, muito próxima a aplicação, com isso se dá a necessidade do edge computing e implementação de data centers próximos aos grandes centros. “A melhora da qualidade e aumento da cobertura das conexões trarão um crescimento exponencial dos dados gerados pelos usuários, os data centers tem função crucial no processamento e armazenamento nessa larga escala que será gerada. A Agis lançará brevemente programas e ofertas para parceiros de Data Center e Cibersegurança, levando ao mercado novas ofertas de cloud privada, infraestrutura as a service, segurança as a service e complementando com um portfólio de serviços gerenciados”, compartilha o executivo, completando que o   principal movimento no setor deve ser a computação na borda em conjunto com aplicações multicloud. 


 Já Christiano Lucena, vice-presidente de Soluções de Data Center da Dell Technologies, relata que o 5G e a descentralização dos data centers serão fundamentais para alavancar as ofertas de edge computing no Brasil. “O grande ponto de virada será a maturidade das empresas em entender que tecnologia e negócios são inseparáveis. Esse processo de entendimento, que se intensificou de maneira extremamente rápida durante a pandemia, criou uma oportunidade para os canais de distribuição em levar essas ofertas para o mercado. Com o avanço da computação de borda, impulsionado pelo 5G e pela computação em nuvem, isso será um novo ponto de destaque em adoção de tecnologia pelas companhias. Por isso, entendemos que o papel consultivo será essencial. À medida em que o ambiente e o armazenamento de dados se expandem, maior a necessidade de especialistas, não apenas em quantidade, mas na diversificação de serviços e soluções que garantam fluidez e segurança dos negócios”, pontua o executivo. 

Esta também é a visão da Intel, o papel consultivo do parceiro é determinante para alavancar as vendas de soluções e serviços de data center. “Não basta vender, é preciso agir de forma mais estratégica pensando no melhor impacto que determinada solução terá em cada cliente. O parceiro precisa ter em mente que com o avanço do 5G, das novas tecnologias e da transformação digital, os dados vão ser cada vez mais valiosos e disponíveis. Dados é uma força importante na sociedade e serão fundamentais na definição do futuro de cada pessoa e de cada nação. Desde grandes aplicações complexas na nuvem até pequenos dispositivos nas bordas das redes, os clientes estão buscando soluções capazes de processar, analisar, armazenar e transferir as informações para que possam transformar em práticas, experiências únicas e vantagens competitivas. Há uma demanda por soluções com inteligência que tenham performance computacional edge-to-cloud que historicamente sempre foi um dos pontos fortes da Intel”, diz Fabiano Sabatini, gerente técnico e especialista em IoT da Intel. 


Para a Lenovo ISG, a computação de borda aparece como a opção perfeita para a infraestrutura não ser um gargalo para todas as possibilidades que o 5G pode trazer. “Observamos que a nova tecnologia se mostra essencial para suportar novas cargas de trabalho, IoT sendo um suporte à transformação digital devido a redução de latência em comparação ao processamento de dados no data center. Isso é possível porque a computação de borda permite a coleta e o processamento de dados no local onde eles são gerados, sejam em lojas, semáforos de grandes cidades, chão de fábrica, etc. A cobertura 5G deve habilitar esse processamento em tempo real, mesmo em lugares remotos, utilizando recursos de inteligência artificial e desbloqueando, assim, o potencial da computação de borda”, ressalta Stopatto, da Lenovo ISG.   


Cinthia, da HPE, relata que a entrada do 5G traz consigo muitas oportunidades de negócios. “Começa por levar o processamento de dados para a borda, requerendo sites de edge computing. Vale pontuar que dados publicados pela Next Generation Mobile Networks Alliance (NGMN-5g-white-paper) estimaram que a velocidade de processamento e entrega de dados da rede 5G será até 100 vezes superior à das redes 4G (dados da Next Generation Mobile Networks Alliance). A adoção de redes 5G privadas deve estar na pauta das indústrias, portos, refinarias e agronegócio. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por exemplo,  estima que a conexão 5G pode aumentar em 25% a conectividade em propriedades rurais, o que contribuiria para maximizar em 6% o valor bruto da produção (VPB) agropecuária brasileira”, agrega a executiva. 


O fator segurança no segmento de data center traz novas possibilidades de vendas aos canais 


Cada vez mais, é necessário investir em segurança dentro do universo do data center, principalmente com o avanço da jornada digital. “A explosão na geração de dados é irreversível e gera a necessidade de planejamento e implantação de estratégias de segurança capazes não só de proteger todo este universo em constante expansão de informações sensíveis como assegurar a sua disponibilidade em caso de ataques criminosos, erros humanos ou mesmo acidentes naturais. É necessária a adoção de planos mais robustos e eficazes de segurança para as infraestruturas de TI, e consequentemente as ofertas de data centers. No novo cenário, os canais devem estar atentos às oportunidades de negócios geradas pelo surgimento de soluções mais avançadas voltadas tanto à proteção como à disponibilidade dos dados”, relata Caio Sposito, country manager da  Arcserve

De acordo com Sergio Basilio, diretor de Soluções e Inovação da TD SYNNEX, a tecnologia 5G vai viabilizar uma série de projetos de software e hardware que estavam engavetados pela indisponibilidade de conexão de alta velocidade o que faz ser importante investir em segurança. “O segmento de data centers será beneficiado, assim como crescerá a necessidade de workloads nas nuvens públicas. Em relação a prevenção de dados, a SYNNEX era a maior distribuidora do Brasil em soluções de segurança, mesmo antes da fusão com a Tech Data. Após a fusão, nosso domínio como TD SYNNEX ampliou-se. Soluções de segurança são complexas e multivendor, e nós temos o maior time de engenheiros da distribuição no Brasil para apoiar o canal na construção dessas soluções”, destaca o executivo. 

Para a Dell Technologies, o quesito segurança representa um importante pilar da transformação digital. “Temos investido constantemente para oferecer o que há de mais avançado em soluções e serviços voltados a garantir a segurança, privacidade e resiliência dos dados. Temos oferecido o mais completo portfólio de resiliência cibernética que cobre da ponta (edge) aos data centers e ambientes multicloud. Por isso, anunciamos recentemente o Dell APEX Cyber Recovery Services, que é uma solução que oferece proteção de dados segura e escalável de ponta a ponta com monitoramento e gerenciamento centralizados, endpoints e cargas de trabalho híbridas. Com essa solução o nosso objetivo é tornar a sua aplicação fácil, sendo uma solução que pode ser implantada rapidamente e com altíssima escalabilidade”, afirma Lucena, da Dell.  

Barbara, da Huawei, relata que a companhia  investe em proteção de dados a longo prazo e continuamente. “Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento para segurança cibernética e proteção de privacidade representam cerca de 5% do investimento total em P&D da empresa. Até o final de 2020, a Huawei recebeu um total de 2.963 patentes em todo o mundo para invenções técnicas relacionadas à segurança cibernética e à proteção da privacidade”, afirma a executiva. 

Para concluir, o setor de data center está aquecido e  traz tecnologias embarcadas que são inovadoras, seguras e otimizadas para as cargas de trabalho da atualidade, então, revenda não perca tempo, procure conhecer as  linhas de produtos e soluções que estão disponíveis, sai na frente  quem  conseguir atender de modo rápido e eficiente,  as demandas disruptivas dos clientes