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China, Brasil e Cingapura lideram consumo de mídias digitais e disposição para pagar por isso

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Publicado em 22/01/2013 às 13:30


 De acordo com o estudo Debate Digital 2013 – Emergência do consumidor digital multitarefas da KPMG International Consumidores, a China, Brasil e Cingapura são considerados os usuários mais vorazes do mundo de mídias digitais, movimento alimentado pela rápida aceitação dos smartphones e tablets.

  Em todo o mundo, os consumidores estão demonstrando um apetite insaciável pelas mídias em todas as suas formas, sejam elas digitais ou off-line, de acordo com a pesquisa que apura o impacto dos conteúdos digitais e tradicionais sobre cerca de 9.000 consumidores de nove países ao redor do mundo.

Entre os consumidores chineses de regiões urbanas, 78% possuem ou pretendem possuir um smartphone, percentual pouco maior do que a intenção demonstrada em relação à posse de laptops (76%), enquanto 51% dizem que têm ou pretendem ter um tablet (penetração maior do que a percebida nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha ou Austrália). No contagem geral entre todos o entrevistados de nove países, 53% possuem ou pretendem possuir um smartphone, e pouco mais de um quarto dos respondentes (26%) têm ou pretender ter um tablet.

 Além disso, os consumidores de China, Brasil e Cingapura não preferem acessar conteúdos digitalmente, mas estão mais dispostos a pagar por isso. A propensão dos consumidores centrados em dispositivos móveis em pagar por conteúdos pode gerar valiosos insights aos provedores de mídia ou de tecnologias sobre modelos revolucionários de obter retorno financeiro.

“Na área de conteúdos, os brasileiros são os mais ativos nas redes sociais entre os nove países pesquisados, com 77% de respondentes tendo visitado essas comunidades virtuais nos 30 dias anteriores à pesquisa. Os chineses vêm em segundo, com 72%, seguidos pelos espanhóis, com 71%. Em relação à compra de dispositivos móveis, mesmo diante das diferenças de renda entre os países, o Brasil aparece em terceiro lugar entre aqueles que responderam possuir tablets, com 22%, atrás apenas da China (51%) e EUA (26%), e à frente da Alemanha (12%). quanto a possuir um smartphone, os brasileiros também ficam em terceiro, mas com um percentual maior (44%), atrás de China (78%) e Alemanha (47%), e à frente dos EUA (40%)”, afirma Manuel Fernandes, sócio-líder de TMT da KPMG no Brasil..

 Mas o desafio para os provedores de conteúdo no Brasil é ainda a velocidade da rede, segurança de dados e capacidade dos consumidores para realizar download de conteúdos por redes móveis. Enquanto 67% dos entrevistados no país disseram ser mais conveniente para eles ter acesso on-line a conteúdos, quase um terço disse que não dispõe de uma conexão de internet rápida o suficiente para tornar sua atividade on-line uma experiência agradável. Além disso, quase metade dos brasileiros se disse desconfortável ao fazer pagamentos on-line em razão de preocupações com a segurança de seus dados.

  No entanto, com os olhos do mundo sobre o Brasil em razão da Copa do Mundo de Futebol em 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, os investimentos na rede “4G” devem ser acelerados, facilitando o acesso aos conteúdos on-line e melhorando a experiência dos usuários e consumidores no Brasil.

  Ainda de acordo com o estudo, os consumidores de todos os mercados tempo similar no acesso às mídias on-line e às tradicionais. Visitar sites de redes sociais, acesso a mapas e indicações e leitura de notícias on-line são as três principais atividades digitais em todos os mercados. China e Brasil lideram entre todos os países no acesso a redes sociais, notícias e download de músicas.



em relação à dedicação de tempo às mídias tradicionais, a TV ainda é o meio mais popular em todos os mercados, seguido por rádio e, em terceiro lugar, impressos, como jornais e revistas.

Enquanto usuários de China, Brasil e Cingapura lideraram na disposição de pagar por conteúdo on-line, os consumidores na América do Norte e Europa demonstram maior interesse de pagar para ter acesso a determinados conteúdos, tais como sites de namoro e livros, e menos em relação a música, notícias e jogos, por exemplo. Na América do Norte e Europa, por exemplo, 37% e 20% por cento dos consumidores respectivamente ouvidos dizem que têm ampliado seus gastos ao acessar aplicativos de revistas em relação ao ano passado.

 A experiência da "segunda tela" tem permitido que as pessoas interajam com vários aparelhos ligados ao mesmo tempo, muitas vezes assistindo TV ao mesmo tempo que realizam outras tarefas. Quase metade (48%) dos consumidores chineses diz usar seu smartphone enquanto televisão. Ainda entre os que fazem outras coisas enquanto assistem TV, 60% dizem usar seu laptop, cerca de metade (52%) leem jornais e 36% acessam redes sociais.

 O acesso a estes vários dispositivos concomitantemente parece afetar a eficácia da publicidade - mas não em todos os locais, de acordo com a pesquisa. Consumidores do Brasil, China e Cingapura têm a maior receptividade à publicidade e aceitam que ela pode subsidiar o custo do conteúdo que utilizam. Setenta e sete por cento dos consumidores chineses e 62% dos brasileiros estão satisfeitos em receber anúncios on-line em troca de serviços mais baratos ou gratuitos.