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Especial

Componentes

Fernando Papassoni

Publicado em 30/08/2010 às 11:47

A máquina destrinchada por dentro

Os componentes para PCs são uma boa oportunidade de negócios para as revendas, pois geram alta demanda e dispõem de um grande mix de produtos. São diversas as razões que motivam o consumidor final a buscar por peças para compor ou recompor seu desktop. Esse é o tipo de negócio que tem giro, que dá jogo, que se ganha dinheiro. A margem de lucro que os fabricantes propõem para os parceiros são agressivas, entre 15% e 30%. Enquanto em alguns países a procura por gabinetes tem caído drasticamente por causa da forte penetração dos notebooks e tablets, o Brasil ainda consume com voracidade os gabinetes para PCs, impulsionado pelo forte mercado de entusiastas de games, o que acaba puxando diretamente a busca por coolers e fontes mais potentes, processadores mais velozes, HDDs parrudos e por mais memória, além da novidade do momento, os discos de estado sólido (SSD) que fazem a função de armazenamento, assim como um HDD. Outra forte demanda vem do mercado corporativo que, por uma questão de segurança, prefere dispor nos escritórios desktops ao invés de notebooks. Para a revenda lucrar mais e conquistar clientes é importante conhecer bem a funcionalidade de cada componente e estar por dentro das novidades.

 

 

Gabinetes, Fontes e Coolers

 

De acordo com Peter Jang, diretor Geral da Cooler Master, os componentes tiveram crescimento de 57,3% esse ano em relação ao ano passado. Mas, a exigência do mercado por mais espaço nos ambientes tanto de trabalho quanto no doméstico demanda por mudanças. A Mtek apresentou o Mini-ITX, que é a aposta da fabricante desde o primeiro semestre de 2010. Para Geraldo Freire Junior, gerente de Distribuição, a diminuição do tamanho dos gabinetes é uma necessidade cada vez maior do mercado por gabinetes do padrão Mini-ITX. “Acreditamos que o mercado está numa fase de transição e que essa só não foi mais forte porque os fabricantes de gabinetes estão baixando seus preços de maneira a forçar o mercado a utilizar os gabinetes Micro ATX e ATX, mas isso é momentâneo porque os preços dos gabinetes Mini-ITX também começam a ser reduzidos uma vez que o mercado desses produtos começa a crescer”, explica. Para Patrícia Morais, representante Comercial da Spire Coolers, o mercado de componentes deve crescer bastante neste segundo semestre, visto que a cada ano novos jogos e aplicativos estão sendo lançados exigindo qualidade e um maior desempenho dos produtos. No mais, os gabinetes e coolers também seguem essa tendência, além do design diferenciado e a exigência global para a conscientização de reciclagem. Charles Blagitz, gerente de Marketing da Coletek observa que a tendência no mercado mundial é alcançar melhor eficiência dos produtos e a preocupação com os impactos no meio ambiente. “Essa tem sido uma das preocupações na hora de lançar novos produtos no mercado. Em consonância com o mercado, criamos duas novas fontes que visam à eficiência e economia. Os lançamentos são certificados pela 80Plus bronze (selo de qualidade para produtos que consomem menos energia) e alcançam eficiência acima de 80%”, destaca. A Coletek apresenta fontes como o modelo 500 Video Edition (VE), que é capaz de suprir até 38 ampéres em sua linha única de 12 Volts. Com carga máxima, o modelo 500VE pode fornecer até 560 Watts de potência combinada. O executivo completa que o público para essas fontes é formado por pessoas que buscam máquinas mais avançadas e profissionais que trabalham com edição de vídeo. “Desde o lançamento da fonte 500VE, no início do ano, já vendemos 17 mil unidades”, revela. A Mtek busca por potência real e certificações em suas fontes com produtos mais robustos que atendam as normas de qualidade e com baixo índice de RMA. Nos dias de hoje, quem opta pela compra de gabinetes e fontes no padrão ATX, está procurando máquinas de grande poder de processamento com placas de vídeo poderosas que dificilmente aceitam as fontes de potência nominal. De acordo com Thiago Ferreira, responsável por importações da InfoCWB e Sandro Lee, country manager da Thermaltake no Brasil, as fontes nominais são mais baratas, mas só trabalham na potência indicada em sua etiqueta quando se encontram em pico. “A margem é altamente saudável, mas há outro fator, os produtos desta linha impulsionam a venda de outros produtos da mesma linha ou de linhas complementares, o que os tornam ainda mais atraentes para a revenda”, dizem os executivos. Funciona assim: o usuário que compra um gabinete maior, para colocar vários componentes, precisará de uma fonte mais potente, com uma fonte mais potente e vários componentes, ele terá que comprar componentes extras de refrigeração, como FANs e coolers. Uma placa de vídeo high-end necessita, obrigatoriamente, de uma fonte de alta potência desenhada para suportar sua utilização (o que implica na venda da fonte), para os usuários que querem placas mais potentes ou querem se valer das tecnologias SLI ou CrossFire (mais de uma placa), o usuário irá necessitar de um gabinete maior e mais robusto e  assim por diante. O cooler para desktops tem uma demanda maior no mercado, porque o gabinete não vem com o produto embutido e, por isso, os consumidores são obrigados a adquirir. Charles Blagtiz afirma que a Coletek espera aumentar em 40% o volume de vendas, até o final de 2010. “São necessários alguns fatores para as revendas aumentarem suas vendas, entre elas, ter conhecimento do produto que está sendo vendido, ser coerente e não muito técnico, pois dependendo do cliente, ele não entenderá todos os termos que o vendedor utiliza, buscar qualidade nos produtos a serem vendidos para o consumidor, ter produtos que atendam o binômio: produtos fantásticos e não propostas fantásticas”, revela. Dessa forma, Peter Jang da Cooler Master, diz que o mercado nacional de componentes está em franca expansão porque o público já está acostumado com as novidades tecnológicas e tenta acompanhá-las. “Muitos já estão adquirindo o seu 2º ou 3º computador e buscam diferenciais nos produtos, seja melhor qualidade de imagem, melhor potência, design diferenciado nos gabinetes e/ou maior refrigeração dos componentes”. A grande tendência do mercado é a tecnologia 3D, e as fabricantes já estão preparadas para suprir esta demanda com fontes de alta potência, gabinetes que acomodam placas de vídeo high-end, desde os modelos de entradas até os específicos para gamers. Paulo Godoy, supervisor Comercial da Wisecase, também opina sobre a busca por diferenciais como estimulante de vendas e explica que sua companhia busca aprimorar a todo instante. “O mercado atual de componentes possui uma grande variedade de opções de marcas. Procuramos nos destacar por prezar pela qualidade de nossos produtos com custo acessível e também no atendimento a revenda”, completa. Para se ter uma idéia, os gabinetes representam 80% dos negócios da Sentey, fabricante norte-americana de componentes que em breve começará suas atividades no Brasil, com um volume de vendas de mais de 500 mil unidades por mês no mercado mundial, com margem de lucro até 25%. “Temos produtos agressivos para conquistar o país. Estamos entrando para ganhar 50% do mercado de gabinetes, fontes, coolers e placas de vídeo”, conclui Rubem Alvo, diretor de Vendas e Marketing para Américas.

 

 

HDD, Memória, SSD, Processadores, Blu-ray e ODD

 

O consumidor final está sempre em busca de maior velocidade e capacidade de armazenamento para atingir o máximo de interação de seu PC e notebook. Essas peças são de grande procura, mas é necessário conhecer bem esses produtos para fidelizar o cliente e aumentar suas vendas. A procura por discos rígidos varia muito de acordo com o segmento de atuação. De acordo com Igor Beserra, engenheiro de Aplicações Seagate para América Latina, os gamers procuram mais pelo HDD Barracuda XT da fabricante, isso porque ele tem um bom desempenho e já ganhou vários prêmios nesse setor. Já, o Barracuda 7200.12, para desktops e o Momentus, para notebooks, são os mais vendidos porque são produtos de massa, para aplicações gerais. “Os fabricantes têm focado cada vez mais em notebooks. Mesmo os que não fabricavam notebooks, pelo menos a idéia de entrar nesse mercado já vem sendo analisada. É provável que mais empresas queiram fabricar HDD para esse produto”, afirma. O executivo também adianta que uma das novidades do mercado são os discos de 3TB, já disponíveis para comercialização. “A novidade para discos 2,5” é o Momentus XT, trata-se de um hybrid drive, parte SSD e parte HDD”, conclui. A Western Digital dispõe no mercado o HDD com a capacidade de 2TB. Para Alejandro Surin, gerente de Vendas, a tendência é que cada vez mais os discos tenham maior capacidade de armazenamento para PCs e notebooks. “Novidade como o HDD Enterprise de 600GB (Velociraptor) com 10.000 rpm, o disco mais rápido do mundo, já está no mercado e disponível nos distribuidores”, completa. O executivo também conta que o HDD de maior procura é o de 500GB, ou superior, pois essa é a capacidade mínima que alguém que baixa muitos vídeos e música precisa. A Samsung também afirma que o mercado de armazenamento está em constante crescimento e a tendência é que cada vez mais, os consumidores busquem HDD com capacidades de armazenamento maiores. Atualmente no Brasil, a empresa possui HDDs que vão de 160GB até 1,5 TB de capacidade. De acordo com o gerente de Produtos, Julio Rim, o mainstream de HDDs atual está em 320GB, mas já com tendências para o 500GB. “Hoje o mercado está equilibrado para HDDs internos em relação aos externos”, aponta. O executivo conta que a Samsung dispõe de treinamentos e certificações sem custo para as revendas parceiras que são mais de oito mil em todo o país. “Entender que temos um grande suporte e produção local, treinamento, garantia e RMA da melhor qualidade, já é um grande diferencial para ganhar o cliente na venda”, completa.

 

A novidade em armazenamento são os discos de estado sólido (SSD) e diversas companhias já dispõem desse produto que promete ganhar cada vez mais espaço com o mercado das enterprises em primeiro plano. Algumas vantagens do SSD em relação ao HDD são que o produto não tem partes móveis (não tem parte mecânica), possui alto desempenho principalmente em leitura, tem baixo consumo de energia e dá possibilidade de menores dimensões. Este mercado pode demorar a alavancar e os preços precisam cair muito. Até 2012, o mercado de PCs, que é o maior, não vai ter grande representatividade para o SSD, apesar dos números de SSDs aumentarem ano após ano. “Os SSDs terão preços mais acessíveis, pois os fornecedores continuam trabalhando com o aperfeiçoamento do processo de produção para aumentar a densidade e reduzir os custos dos chips”, diz Samuel Lai, gerente Comercial da Transcend para o Brasil. Então, é notável que o resultado direto seja o aumento na capacidade e a diminuição dos preços de SSD. Hoje, podemos distinguir cinco tipos de SSD no mercado: 1- Entry-Level PC SSD com preços extremamente sensíveis e adaptados ao mercado de netbooks. 2-Mainstream PC SSD com maiores capacidades, alto desempenho e excelente resistência com preços orientados ao mercado de notebook e desktop. 3-Enterprise Server SSD com capacidades moderadas até alta capacidade com maior desempenho e confiabilidade. Orientada ao mercado de servidores para a aceleração das aplicações. 4-Enterprise Storage SSD com capacidades moderadas até extrema alta capacidade (Maior que 1TB), com desempenho superior e confiabilidade robusta. Usados exclusivamente em sistemas de armazenamento com arquitetura baseado no controle externo. 5-Industrial SSD com uma gama de capacidades, alto desempenho e maior resistência. Orientada ao mercado industrial, network, militar/aplicações aeroespaciais. Normalmente esse segmento exige maiores atributos à perturbações ambientais, como a térmica, umidade e resistência ao choque. Os SSDs de maior procura são os Entry-Level e Mainstream orientada para o mercado de desktop, notebook e netbook. A Western Digital disponibiliza os SSD SiliconEdge Blue e SiliconDrive, para desktops e notebooks. De acordo com Alejandro Surin da Western Digital, a procura ainda é tímida, mas espera que o volume de vendas aumente até o final do ano. “Acreditamos que haverá sistemas com ambos os produtos, HDDs mecânicos e SSD para uma performance máxima”. A empresa espera crescer pelo menos 10% o volume de vendas dos SSDs em relação aos HDDs convencionais até o final do ano. Para alavancar as vendas a Western Digital criou o site de treinamento on-line Western Digital University, onde a revenda se cadastra e avança nas questões sobre os produtos para poder participar do sorteio mensal do produto. A Kingston também investe nesse novo segmento e oferece uma família completa de unidades de estado sólido. Os SSDNow Série E, para ambientes de servidores corporativos; SSDNow Série M, para usuários avançados e executivos; SSDNow Série V+, ideal para pequenas e médias empresas e desenvolvedores de sistemas, e SSDNow Série V, também para uso em empresas de pequeno porte e usuários domésticos, os livram da dificuldade que é trabalhar com um disco rígido lento, são muito mais seguros do que os HDDs convencionais pois não têm peças móveis e ainda economizam energia. Para Osvaldo Codato, diretor de vendas da Kingston Brasil, os SSDs ainda são produtos em fase de evolução. “O mercado mundial desse produto, segundo alguns institutos de pesquisas, deve movimentar, em 2010, 15 milhões de unidades, devendo chegar a 28 milhões em 2011”, revela.

 

A tendência é que, no futuro, o mercado tenha um aumento interessante das quantidades comercializadas e, assim, uma diminuição de preços. Diversos projetos com SSDs estão em andamento como, por exemplo, na utilização em veículos de segurança e transporte de valores, em coletivos que são apresentados vídeos com publicidades, em emissoras de TVs para gravação de vídeos, em notebooks de equipes externas de vendas, em servidores visando o aumento da velocidade dos sistemas operacionais, entre outros. As fabricantes apontam que para ter sucesso na venda desses produtos é importante que a revenda tenha foco na marca com que irá atuar. A dica principal é que os parceiros não se enganem com produtos sem garantia e de origem duvidosa e adquiram produtos do canal oficial e não se deixem levar apenas pelo preço.

 

O mercado de memória está em fase de transição das memórias DDR2 para DDR3. Espera-se que a porcentagem das plataformas baseadas em DDR3 cheguem à 70 ou 80% do mercado ao final do ano aumentado assim as vendas de DDR3. Há também as memórias hibridas com os dois tipos de slots já disponíveis no mercado. Samuel, da Transcend, afirma que as mais procuradas atualmente são as memórias DDR2 para Desktop/Notebooks. Muitos fabricantes afirmam que por se tratar de uma mudança gradativa, as memórias DDR3 irão chegar ao mercado com preços baixos para sustentar a alta demanda do mercado por memória. Já as fabricantes de processadores disponibilizam muitas novidades neste ano. Para desktops, a AMD desenvolveu as famílias Sempron, Athlon II e Phenom II que são processadores que contam com um até seis núcleos de processamento e, dessa forma, buscam atingir as necessidades de usuários de aplicações simples como leitores de e-mail e web browsers até aqueles que demandam alto poder multimídia e jogos em alta definição. Uma característica importante é que esses processadores podem utilizar a mesma plataforma (socket e placa-mãe), permitindo excelente capacidade de upgrade e simplicidade em sua configuração. Lançados em janeiro, a nova família de processadores Intel Core - i3, i5 e i7 - possui  inteligência e velocidade como principais características, já que eles aumentam seu desempenho de acordo com a solicitação do usuário, utilizando mais core (núcleo do processador) ou então aumentando a potência dos mesmos.  Essa inteligência é composta por três tecnologias Intel: HDD Graphics, Turbo Boost e Hyper-Threading associadas à potência visual, necessidade por demanda e multitarefa respectivamente. A Nvidia fabrica GPUs (processadores gráficos) para vários parceiros que utilizam em suas placas e vendem para o mercado através do canal. Hoje, as aplicações dos GPUs são como componentes aceleradores, e não apenas para jogos, mas também para reprodução de vídeo, aplicativos multimídia, conversão de filmes e outros. A novidade da Nvidia é o Ion II, que é uma plataforma para desktops, nettops e netbooks baseada no chipset Atom da Intel. O principal mercado é o consumidor multimídia e de games que gira em torno de 11 milhões de pessoas. Segundo Richard Cameron, country manager da Nvidia, o processador Ion foi criado para os consumidores que não exigem uma capacidade muito grande de processamento e que procuram por um computador de baixo custo. A política da Nvidia é baseada 100% no canal de distribuição onde as placas-mãe são vendidas pelos parceiros. “O canal pode comprar as placas-mãe com o GPU Nvidia e montar o computador para seu cliente com um custo mais barato, pois não necessita de uma placa de vídeo”, afirma Cameron.

A Samsung sai na frente nesse novo mercado de ODD e Blu-ray e já comercializa para as revendas estes produtos. Com o advento dos netbooks que não tem óticos embutidos, a tendência está nos e-ODDs (externos) que são capazes de ler praticamente todos os tipos de mídia. Os Blu-ray ainda estão iniciando no mercado e prometem ganhar espaço em breve. “Há algumas correntes que afirmam que o Blu-ray se tornará padrão em breve, porém o avanço das mídias magnéticas portáteis (diga-se e-ODD e drives USB) estão adiando esta posição”, comenta Julio Rim da Samsung. Apesar de não necessitar um monitor específico para assistir a mídia Blu-ray, monitores de baixa resolução limitam a capacidade e a alta qualidade que este produto proporciona. Mas para a revenda que tem interesse em comercializar esse novo dispositivo, a boa notícia é que a margem de lucro é alta, pois é um produto direcionado para entusiastas.   

 

 

Grande oportunidade

 

O mix de produtos desse segmento, componentes para PCs, é grande. Possui alta demanda, novidades a todo o momento e muitas oportunidades de negócio. A revenda pode optar por ser mais especializada em um tipo de componente ou outro, ou até mesmo ser uma generalista de componentes, mas vale lembrar que é importante se aprofundar no tema para que seu cliente se torne fiel. Para isso, as fabricantes dispõem de treinamentos e roadshows, ou conteúdos e vídeo aulas em seus websites para que a revenda fique por dentro das funcionalidades e particularidades de cada produto para todos os segmentos do mercado, seja seu cliente corporativo, doméstico ou entusiasta.

Os revendedores e distribuidores devem estudar as soluções, pois há produtos excelentes disponíveis e que atendem a várias aplicações. Sabendo o que oferecer fica mais fácil atender e vender o que o cliente necessita e consequentemente com preço mais acessível. Assim, o cliente não gastará mais com soluções super faturadas e nem perderá dinheiro com soluções que não atendam sua necessidade. Outra sugestão é sempre buscar por diferenciais, se aprimorar a todo instante, orientar e informar os clientes da importância em obter um produto de qualidade à preços justos, comparar e mostrar a diferença entre outros produtos da mesma linha e também oferecer um bom pós-venda é imprescindível.