Mercado
Eaton revela novas estratégias comerciais para ganhar o mercado SMB brasileiro
Fernando Papassoni
Publicado em 09/04/2010 às 17:16A Eaton, fabricante de no-breaks, recebeu neste mês em sua filial brasileira, em São Paulo, o diretor de Vendas para as Américas, Darrick Finan, para discutir novas estratégias comerciais e visitar alguns já clientes como a IBM de Hortolândia (SP) e a fábrica da Fiat de Betim (MG). Segundo Finan, a Eaton pretende dobrar seu faturamento no país em quatro anos. O ingresso da multinacional no mercado brasileiro de no-breaks de pequeno porte demonstra a confiança da multinacional no país. “Em nossas unidades no Brasil, contamos com uma equipe excelente de profissionais que trabalham com um produto de qualidade impecável, somado a uma característica tipicamente brasileira, que é a paixão pelo que se faz”, justifica.
Para que esse objetivo seja alcançado, a Eaton traça uma nova estratégia de marketing para atrair o canal. De acordo com Marcia Thieme, gerente de Vendas, o foco do marketing será nos distribuidores e nas revendas. “Nós estamos investindo para atrair o canal com novidades no programa, publicidade online, revistas e eventos”, afirma. O no-break de menor porte para SMB, Soho e usuário final compete no mercado com os estabilizadores e a intenção da Eaton é ganhar essa disputa mostrando as vantagens da aquisição desse tipo de produto. “Porque a pessoa compra estabilizador e não compra no-break aqui no Brasil?
Então é esse o trabalho que nós precisamos executar. Educar o público, mostrar que a pessoa que investe três mil reais em um computador, não deve correr o risco de ter seu dinheiro queimado por causa de um pico de tensão qualquer. Eu comparo o mercado de no-break com o mercado de seguros”, explica Marcia Thieme.
A Eaton tem um programa que atende a necessidade do canal e afirma que pra fazer com que a ponte entre o distribuidor e a revenda se torne realmente expressiva, todos os envolvidos têm que lucrar. Segundo Thieme, se apenas a Eaton, que é a fabricante, ganhar e o usuário não ganhar, existirá um problema. “Nas compras de produtos de pequeno porte temos que trabalhar com o que chamo de ‘cadeia’, pois envolve desde o mercado corporativo, ou seja, o fabricante vendendo, o diferencial junto ao distribuidor e qual política utilizar. Todas as ações são para maximizar a receita”, aponta.
Confiante no momento positivo do mercado brasileiro, Darrick Finan define o novo público alvo da Eaton. Além das grandes companhias como a Fiat e a IBM, a Eaton quer o mercado SMB do Brasil. “Nós queremos que o brasileiro consuma os no-breaks de pequeno porte. Para isso, vamos trabalhar em parceria com nossas revendas”, garante o executivo. A multinacional tem hoje 77 revendas em seu programa de canais e afirma que o foco é para que todas as empresas estejam vinculadas com os grandes distribuidores. “As empresas que são registradas em nosso programa, nós acompanhamos de perto, analisando o volume de vendas, conversando sobre seu objetivo e vendo qual o business que ela realmente mexe”, completa Marcia Thieme.
Para as revendas autorizadas da Eaton, Thieme explica que a empresa estabelece metas em conjunto, além de investir em treinamento online e presencial, tudo sem custo. “Não temos que ganhar dinheiro com treinamentos, nós somos fabricantes, então damos uma ferramenta de venda sem custo adicional. Esse programa certifica a revenda para que ela também venda as soluções mais complexas. Tudo com o objetivo do aumento de sua receita”, justifica. “A Eaton acredita que com um portfólio completo de produtos, as revendas consigam atender todas as necessidades de seus clientes, sendo que a base disso tudo é formada pelos treinamentos, a capacitação da revenda, os programas de benefícios e compromisso”, conclui a executiva.

