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EMC informa que vírus acessa informações de SMS no celular

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Publicado em 30/07/2013 às 14:00


Os pesquisadores da RSA, divisão de segurança da EMC, revelam que os desenvolvedores do Cavalo de Troia Bugat conseguiram projetar e implementar um malware móvel para sequestrar códigos de autenticação enviados a clientes de bancos via mensagens de texto SMS. Esta descoberta aconteceu no RSA Anti-Fraud Command Center (AFCC), em Israel e Estados Unidos, onde a empresa monitora ataques cibernéticos ao redor do mundo.



O Bugat, também conhecido como Cridex, foi descoberto em agosto de 2010. Seu foco era realizar transações de alto valor (entre US$ 100 mil e US$ 200 mil por dia) em contas comerciais e corporativas por esquemas de fraude automatizados e manuais.



O vírus utiliza recursos de script man-in-the-browser, quando dados são interceptados enquanto eles passam por uma comunicação segura entre um usuário e um aplicativo on-line. Ele se incorpora a um aplicativo de navegação do usuário que é programado para ser acionado quando houver acesso a sites específicos, como o do banco. Quando os usuários de serviços bancários online infectados pelo Bugat acessam a página de login da sua instituição financeira, o Cavalo de Troia é acionado para receber o pacote do vírus e levar a vítima a fazer o download do BitMo sob o pretexto de o banco ter adotado um padrão de segurança avançada.



O malware solicita permissões de aplicativos conectados à retransmissão do SMS e solicita que a vítima informe um código que aparece no dispositivo móvelconectando o computador infectado e o telefone móvel. Uma vez instalado e implementado, o BitMo começa a sequestrar e ocultar as mensagens de texto vindas do banco, desativando os alertas de áudio do telefone e encaminhando as mensagens relevantes para as zonas de atuação de seus operadores.



De acordo com a RSA, em 2012, os ataques de pishing resultaram um prejuízo de US$ 1,5 bilhões para a economia mundial, um crescimento de 22%. O Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Brasil e África do Sul, respectivamente, formam o top-5 de países que tiveram empresas mais atacadas no ano.