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Ericsson apresenta estudo sobre o consumo de serviços de comunicação entre os usuários de baixa renda no Brasil

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Publicado em 27/03/2009 às 17:39

A Ericsson e a Ipsos, multinacional francesa de pesquisas, apresentam um estudo completo sobre o consumo de serviços de comunicação entre os consumidores das classes D e E. A pesquisa, inédita no Brasil, tem por objetivo ser referência para o segmento, norteando as operadoras para o desenvolvimento de projetos específicos para cada público-alvo.



Com essas informações, as operadoras e empresas clientes da Ericsson passarão a entender melhor o mercado e vislumbrar formas de avançar, ainda mais, em termos de tecnologia e serviços, produzindo soluções, modelos de negócios e ofertas que se encaixem perfeitamente aos desejos e necessidades dos usuários.

 

A pesquisa quantitativa – com 700 entrevistas pessoais – foi realizada por meio de questionário estruturado e com abrangência nacional das classes D e E.

 

Percepções da pesquisa

No estudo, observou-se forte demanda e carência de informações a respeito das tecnologias pesquisadas. A complexidade cada vez maior e a pouca familiaridade da amostra com os produtos e serviços tecnológicos geram percepções equivocadas. Mesmo entre os usuários é comum o desconhecimento sobre benefícios, custos, recursos e planos.

 

O público consumidor precisa ser “treinado” por meio do acesso a essas tecnologias e da experimentação, pois hoje as informações e percepções originam-se da mídia televisiva. Os conceitos de degustação da tecnologia precisam, de alguma maneira, ser levados a esse público, que, como foi verificado, está em processo de transição social e maior inserção no consumo.

 

Uma maneira de fazer tal experimentação seria a realização de “degustação” dos serviços, em locais onde esta população faz uso da Banda Larga, ou seja, as Lan Houses (Centros Públicos). O desconhecimento sobre benefícios, custos, recursos, planos faz com que as classes D e E deixem de utilizar os serviços oferecidos ao mercado. Além disso, a comunicação dirigida a estes públicos precisa ser melhor trabalhada, para que eles possam “comprar” a ideia.

 

Produtos e serviços devem acompanhar o perfil sócio-econômico dessa classe, oferecendo preços e formas de pagamento acessíveis e facilidades no uso. Há uma grande diferença entre o preço ideal por produto e serviços que as classes D e E estariam dispostas a pagar, e o que eles realmente podem pagar. Entre os conceitos de serviços testados, dois se destacaram com maior interesse da população: a transferência de crédito e as chamadas patrocinadas, sejam elas por voz, ou mensagem de texto.

 

Trata-se de uma classe cuja renda disponível mensal é negativa. Embora sua renda familiar tenha aumentado nos últimos anos, ela é integralmente direcionada às necessidades básicas. Para se consolidar nesse segmento de mercado, é fundamental que o processo de inserção tecnológica seja dinamizado. Acesso por meio de centros públicos ou promoções no conceito de degustação podem tornar estas tecnologias cada vez mais familiares a este público.

 

Campanhas mais didáticas também ajudarão no maior entendimento desses conceitos de novas tecnologias. Atender esse potencial das classes D e E poderá ser algo gradativo, apostando no contínuo incremento de renda na população e sua ascensão social, encorpando cada vez mais a fatia da classe C, essa sim, com maior renda disponível e ávida por consumo.

 

Acesso a comunicação

Os resultados finais da pesquisa mostram que 45% da amostra possuem e 54% já usaram um celular. O uso da telefonia móvel é maior que o da telefonia fixa — que tem apenas 12% de penetração. A penetração de computador e internet no domicílio ainda é baixa: 6% tem acesso a computador e 3% tem acesso à internet. No entanto, o uso está mais democratizado: 31% já usaram um computador e 25% já acessaram a internet. Este número sobe para 81% entre as pessoas que já usaram computador.

 

O acesso ao computador e à internet em domicílio esbarra na posse de computador, por conta do investimento necessário para a compra do mesmo. Assim, conclui-se que a primeira barreira de uso da internet é a falta do equipamento no domicílio, ainda que os centros públicos estejam suprindo essa lacuna e trazendo o acesso à população.



Este acesso se dá tanto na escola, quanto em centros públicos de uso pago. A lan house é o maior (ou quase único) ponto de contato do usuário com a internet. 77% das pessoas que utilizaram computador também fizeram uso da internet nos últimos três meses.

 

A utilização da internet se dá especialmente para comunicação pessoal, profissional ou para acessar mecanismos de busca/informação. Essas funções são acessadas quase que diariamente. Compartilhamento de arquivos, comércio eletrônico, acesso/produção de blogs e/ou sites e uso de softwares ainda são serviços e funções muito distantes dessa população.

 

Acesso à telefonia móvel

45% da amostra possuem celular e seu uso é gerenciado pelo aspecto financeiro. A característica predominante do uso do celular nas classes D e E resumem-se a um celular pré-pago, sem acesso à internet, compartilhado com outras pessoas e que basicamente é utilizado apenas para fazer e receber chamada e/ou enviar e receber mensagens de texto (SMS).

 

65,6% demoram pelo menos cinco anos para trocar de terminal, devido a baixa renda e o desconhecimento das inovações tecnológicas. O celular acaba sendo a porta para a inclusão ao mundo moderno, ainda que não façam questão de usufruir todas as funcionalidades disponíveis. São pessoas que têm pouca familiaridade com outros serviços e funcionalidades.

 

Banda larga móvel

A maioria acredita que a linha telefônica é o único meio de acesso à internet, pois tem percepção confusa entre banda larga e acesso discado. Entre os usuários de internet, o interesse em banda larga móvel é alto, ainda que a familiaridade não seja tão elevada.