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Eset aponta que furto de informações lidera ameaças à segurança da informação na América Latina
PartnerSales
Publicado em 04/07/2012 às 15:43
A Eset, em seu relatório mensal de ameaças à segurança da informação na América Latina, apontou como destaque os ataques voltados a furtar informações dos usuários e de empresas, a partir de ações como a Operação Medre, o Flamer e o furto de credenciais do Linkedin.
Os especialistas identificaram um worm, o Medre, que furtou mais de 10 mil arquivos de empresas públicas e privadas da América Latina com planos e projetos desenvolvidos no software AutoCAD. Trata-se do primeiro caso de cyberespionagem industrial a utilizar códigos maliciosos dessa magnitude desenvolvidos exclusivamente para atacar corporações latino-americanas.
“Casos como esse do Flamer e do Medre demonstram que as empresas da América Latina não estão livres da cyberespionagem e precisam ficar cada vez mais atentas a esse tipo de ataque”, pontua Camillo Di Jorge, country manager da Eset Brasil. “A única forma de evitar esse tipo de problema é investir em tecnologias de proteção adequadas e na educação dos usuários, já que boa parte dos incidentes ocorre por falta de cuidado dos próprios funcionários na hora de manipular dados e informações estratégicas”, acrescenta.
A empresa ressaltou ainda o ataque ao LinkedIn, graças a uma vulnerabilidade cybercriminosos conseguiram furtar a senha de cerca de 6,5 milhões de usuários da rede. Outro caso parecido ocorrido no mesmo período foi o do site da Last.fm, rede social voltada para a música.
“Muitas pessoas utilizam uma mesma senha para diversos serviços online e, quando alguém mal intencionado descobre essa combinação – como aconteceu no caso de milhões de usuários do LinkedIn – pode ter acesso a diversas informações críticas. Por conta disso, recomendamos que os usuários não reutilizem a mesma senha para diversos serviços e utilizem combinações difíceis de serem descobertas, com o uso de letras, números e caracteres”, ressalta o country manager.

