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Estratégia

Especial de Energia: Produtos de ponta que garantem a rentabilidade da revenda

Por Virgínia Santos

Publicado em 13/04/2021 às 11:08

Segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT), em 2020 foram verificados 121 milhões de raios, um aumento de 51% em relação a 2019, quando foram constatados 62 milhões deles. 

Todos os anos,  observamos um aumento significativo de descargas elétricas no Brasil, e em 2021, não é diferente, pelo contrário, o verão, que acabou de terminar no último mês,  foi marcado pelo efeito do Fenômeno La Ninã e isso influenciou no crescimento do número de raios. Uma das regiões mais afetadas foi o Distrito Federal onde a incidência de raios foi acima do normal. No mês de Janeiro, por exemplo, o Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) constatou que mais de mil raios caíram na região em um só dia. 

Outra localidade que foi bastante atingida foi a Norte, que concentra habitualmente quase metade dos raios que caem no país, em Belém, a concentração de raios é de 15,2 por km²/ ano, o que deixa a capital paraense na 5ª posição em relação à ocorrência de descargas elétricas no Brasil.  


Brasil: o país com maior incidência de raios do mundo 



De acordo com o ELAT, o país é o campeão na ocorrência de raios porque tem a maior extensão territorial entre os países localizados na região tropical, considerada a mais quente do planeta. Por conta disso, ele recebe mais tempestades, tendo uma média de 70 milhões de descargas elétricas por ano o que gera prejuízos e danos aos equipamentos que estão ligados a tomada e não tem nenhum tipo de proteção. 

Desse modo, você, revenda tem que ficar atenta as oportunidades que existem no setor de soluções de energia, principalmente agora que estamos em constante aceleração digital, onde é essencial manter as empresas operando, de modo remoto ou presencial, da melhor forma possível e  os alunos conectados a todo momento em tempos de  aulas online, sem falar nas consultas online com a telemedicina.  “O home office exigiu que os profissionais passassem a ter em casa as mesmas preocupações e cuidados com a infraestrutura do escritório convencional. Nesse sentido, os nobreaks e outras soluções de energia se tornaram grandes aliados na hora de garantir a operação ininterrupta de serviços essenciais como energia elétrica e internet para que os profissionais possam desenvolver suas atividades normalmente. Sem esse dispositivo, a rede elétrica pode enfrentar períodos de inatividade, que por sua vez colocam em risco as rotinas de diversos setores, causando a perda de dados importantes como: o contato com clientes e colaboradores, o acesso as aulas e cursos a distância, entre outros”, analisa Pedro Al Shara, CEO da TS Shara. 

Essa também é a visão de Francisco Gnandt, gerente de Marketing do SMS Grupo Legrand. “Nos tempos atuais, onde o trabalho remoto e de ensino a distância passaram a fazer parte de nossa rotina, a qualidade de energia e a utilização de um nobreak passaram a ser de extrema importância em um ambiente residencial. O nobreak é o responsável por manter toda a estrutura como computador, impressora, roteador, modem, entre outros, funcionando, evitando assim transtornos como interrupções de reuniões ou aulas durante uma queda de energia”, agrega o executivo.  

A Vertiv reforça que a pandemia causada pelo novo coronavírus acelerou a transformação digital das empresas que tiveram que se organizar para permitirem que seus colaboradores pudessem exercer suas atividades de forma remota. “Essa ação impulsionou a busca por soluções de infraestrutura para aplicações de pequeno porte, visando transformar a residência das pessoas em um ambiente de trabalho. No setor educacional não foi diferente, pois por mais que a educação a distância em universidades (EAD) já fosse uma realidade, esse novo cenário gerou a revolução digital nas escolas do ciclo básico da educação, onde as redes particulares e públicas tiveram que se reinventarem e se tornarem mais inclusivas digitalmente. Tudo isso corrobora, e muito, para que aplicações de pequeno e médio porte tenham suas demandas impulsionadas”, observa Sérgio Ribeiro, Application Engineering Manager – Latam da Vertiv. 




Portfólios de soluções de energia e de proteção 



No último ano, houve uma mudança significativa na rotina das pessoas, onde ficou nítida a necessidade de conectividade, e consequentemente, energia de qualidade, seja para trabalhar, estudar ou ficar mais próximo dos familiares, devido a isso é fundamental  proteger os equipamentos de falhas na rede elétrica. 

As soluções de energia se tornaram prioritárias em tempos de home office e ensino a distância, as empresas vem investindo regularmente em portfólio de ponta para atender às necessidades dos consumidores. “Recentemente, apresentamos ao mercado uma nova linha de nobreaks produzida no Brasil, o Attiv 700VA, com um diferencial voltado para o design dos produtos e sua versatilidade, já que podem ser usados em formato torre (posição vertical) e rack (posição horizontal). Além do uso residencial, eles também são indicados para sistemas de CFTV, sendo um importante item para garantir a segurança de um sistema de monitoramento, mesmo em caso de surto ou falta de energia. Falando em segurança, vale ressaltar que os nossos nobreaks voltados para portões eletrônicos da linha GNB também garantem conforto e segurança para acionar estes sistemas mesmo sem energia. Temos soluções que protegem eletrodomésticos e eletroeletrônicos contra surtos de tensão e variações na rede, como protetores de surto e protetores eletrônicos”, conta Fabio Sebastian, diretor da Unidade de Energia da Intelbras. 

A Vertiv possui um amplo portfólio de soluções para infraestrutura de missão crítica, desde equipamentos de ar-condicionado de precisão e nobreaks, até racks, réguas gerenciáveis, monitoramento, componentes de confinamento e muito mais, que podem atender desde as mais básicas necessidades de infraestrutura até os grandes Data Centers. “No caso do ar-condicionado, destacam-se aplicações que vão desde 3,5 Kw de potência (12.000 BTU/H) em sistemas do tipo split de precisão, até equipamentos perimetrais que alcançam 200 Kw de capacidade. Neste segmento de climatização de ambientes de TI, os equipamentos do tipo In-Row, que ficam localizados entre os racks de TI, têm ganhado bastante representatividade, pois com apenas 300 mm de largura são capazes de atender uma demanda de até 25 Kw de carga, em uma estrutura confiável, robusta e de baixo custo de implementação. O diferencial da Vertiv é contar com um corpo técnico expert nessas soluções e um atendimento de pré-vendas altamente especializado para auxiliar o parceiro”, ressalta Ribeiro, da Vertiv.  

A Schneider Electric também possui em sua linha de produtos, soluções focadas nos pequenos e grandes Data Centers. “Entretanto, uma das soluções de energia que a Schneider Electric mais vem trabalhando atualmente, justamente pela necessidade de, é o nosso software de monitoramento remoto, o EcoStruxure IT, que oferece 30 dias de uso gratuito. Ele ajuda o operador a ter a visibilidade de como estão todos os equipamentos conectados da empresa. Imagine uma pessoa que está trabalhando e precisa monitorar a operação de quatro plantas no Brasil e no mundo, por meio desse software as plantas estão conectadas e ele consegue ver e predizer possíveis problemas” afirma Marcelo Ponte, South America Strategic Marketing Manager da Schneider.  O setor de energia está entre os segmentos mais impactados pela transformação digital de acordo com a TS Shara.  “O segmento está se adaptando para lidar com uma sociedade cada vez mais conectada, engajada e ativa.  Investimos regularmente em Pesquisa & Desenvolvimento para o desenvolvimento dos nossos produtos. Nossas linhas tradicionais de equipamentos de proteção de energia, que são os nobreaks, estabilizadores e protetores de rede inteligentes, estão passando constantemente por atualizações e renovações. Para 2021, estamos planejando o lançamento de diversas soluções que irão ajudar a mitigar os problemas relacionados ao mercado de energia crítica, no Brasil, especialmente para os mercados SoHo (Small Office, Home Office), de Automação Comercial e Segurança. Além disso, também investimos em autotransformadores para adaptar a entrada e saída de energia, assim como estabilizadores de tensão, que irão apresentar mais opções de potência, como o monofásico para o uso residencial, e o trifásico para aplicações mais profissionais”, diz Al Shara. 

Gnandt, da SMS - Grupo Leagrand, compartilha que a aposta da companhia no quesito energia está nas marcas Raritan e Server Technology.  “Essas marcas fazem parte de nosso portfólio de soluções em energia, UPS, painéis elétricos de comando e proteção, racks e confinamentos especialmente desenvolvidos para trazer o melhor desempenho energético. Com relação a refrigeração temos dois tipos de solução: refrigeração ativa e passiva. O portfólio contempla soluções de resfriamento baseados em linha (in row),  que traz diversos benefícios por estarem muito mais próximos aos equipamentos de TI, com um amplo poder de modularidade e escalabilidade, permitindo o investimento necessário apenas quando a demanda real de resfriamento for necessária”, pontua o executivo. 



Como ganhar dinheiro na venda de soluções de energia e proteção  


Não há uma regra definida, entretanto é preciso ter informações atuais sobre o setor, por exemplo, você sabia que no Brasil há diferentes níveis de qualidade energética? 

Algumas regiões como Norte e Nordeste sofrem com quedas constantes de energia e surtos de tensão sendo potenciais compradores de soluções de energia e proteção. Além disso, o comportamento do brasileiro mudou radicalmente nos últimos anos e existe um maior consumo de energia no cotidiano do consumidor  que passou a ficar conectado 24 horas por dia. “Com a acelerada digitalização da nossa economia, surgem cada vez mais oportunidades para as soluções de energia, ar-condicionado e gerenciamento de data centers da Vertiv. Temos visto muitas oportunidades no segmento de ISP’s - um ecossistema em plena expansão e consolidação no nosso mercado -, além de governo, finanças, varejo e, num segundo momento, manufatura (Indústria 4.0)”, conta Ribeiro, da Vertiv. 

Por sua vez, Ponte, da Schneider, agrega que mais do que ganhar dinheiro, o importante para o parceiro é oferecer o produto certo para a necessidade certa,  e para isso é preciso conhecer profundamente o portfólio das fabricantes.  “Hoje temos um portfólio muito grande de produtos e uma ampla  gama de treinamentos voltados para o canal crescer de forma sustentável”, diz o executivo. 

Na visão da TS Shara, as revendas precisam estar alinhadas  para identificar  os momentos estratégicos que possibilitam um posicionamento mais efetivo das ofertas e consequentemente mais vendas. “Estamos constantemente evoluindo nosso portfólio, para que os parceiros tenham mais assertividade na hora de atender as necessidades dos clientes e os projetos desenvolvidos por eles. Estamos trabalhando para que os canais consigam atender as demandas dos mais variados setores, sejam nas áreas de TI, Segurança, Automação Comercial, etc”, agrega Al Shara, CEO da companhia. 

Já a SMS analisa que tendências como Eficiência Energética, Modularidade, Gerenciamento  e Customização irão direcionar o segmento nos próximos anos. “Nos últimos anos, os Data Centers foram peça-chave na implementação da transformação digital no país e isso foi só o início de diversas oportunidades no segmento  para toda a cadeia nos próximos anos. Contar com um parceiro com marca confiável, que entregue soluções de qualidade, de alto valor agregado e que resolvam os problemas mais complexos das operações dos clientes finais, fará a diferença no posicionamento dos canais no setor”, ressalta Gnandt. 


Por sua vez, a Intelbras procura disponibilizar equipamentos versáteis e com tecnologia direcionada para aplicações que acompanham as atuais mudanças de comportamento. “Os nobreaks, por exemplo, são soluções necessárias nas mais diversas aplicações que usam energia, portanto é um campo vasto para vender equipamentos e soluções em segurança, em comunicação e TI (hardware e software), oferecendo soluções completas que promovem proteção e autonomia. Os dispositivos de proteção contra surto e protetores eletrônicos (conhecidos também como filtros de linha), têm grande potencial, pois protegem os mais variados tipos de equipamentos”, pontua Sebastiani.  



Como se preparar para vender os equipamentos de energia 


A palavra de ordem para vender os equipamentos de energia é capacitação, e para isso as fabricantes não medem esforços quando o assunto é treinamento, algumas aplicações e tecnologias exigem certificações específicas na jornada digital.  


No caso da Vertiv, por exemplo, suas soluções são projetadas para a infraestrutura crítica para ambientes de Edge Computing e isso representa uma oferta de alto nível  onde  é fundamental que o canal esteja preparado para ser um trust advisor dos clientes. “Todos os nossos parceiros estão profundamente envolvidos na continuidade dos negócios digitais de seus clientes. A integradora de soluções e as revendas que trabalham com as soluções de infraestrutura crítica da Vertiv - energia, refrigeração e gerenciamento - são, por definição, corresponsáveis por tudo o que  passa nos ambientes.  Para auxiliar os canais disponibilizamos o VPP (Vertiv Partner Program), nosso programa de treinamento e certificação”, diz Ribeiro, da Vertiv. 

Já a TS Shara mantém há vários anos um Programa de Treinamento Intensivo em diversos níveis onde são aplicados cursos pelo time de profissionais no formato online, nos próprios canais de vendas,  ou na fábrica da companhia que está localizada na capital paulista. “Além disso, nosso canal no Youtube também conta com uma série de vídeos, onde a equipe comercial e técnica da TS Shara apresentam as aplicações e benefícios do nosso portfólio de produtos, de fácil acesso às revendas”, discorre Al Shara, CEO da empresa. 


O Grupo Legrand também conta com um programa de capacitação para os parceiros. “Possuímos um programa amplo de capacitação para os parceiros, em um calendário anual com diversos temas e certificações para as diversas soluções existentes. Esse programa faz parte de um pacote de atendimento diferenciado, com apoio de consultores técnicos e comerciais, equipe de suporte e desenvolvimento de projetos, tudo para apoiar o parceiro em todas as etapas do seu negócio.  A plataforma de capacitação está disponível de forma online e in company em todas as regiões do Brasil”, diz Gnandt.  


Por sua vez, a Intelbras, aposta nas soluções que supram as demandas de qualidade energética, proteção e autonomia, buscando  sempre diversificar as aplicações e qualificar a revenda. “Desenvolvemos o Programa de Canais Intelbras - PCI, um programa comercial estruturado pautado em regras claras de benefícios e compromissos. Somado a isso temos uma equipe comercial focada no suporte e atendimento de nossa linha de produtos, além de pós-vendas dedicado e uma área de treinamentos trazendo toda formação e capacitação técnica aos parceiros”, compartilha Sebastiani.  


Para a Schneider existem distintas aplicações para os equipamentos, em vários setores, desde o uso doméstico, hoje com mais intensidade, até o de grandes indústrias e grandes empresas. “Por isso é importante o canal ter um profundo conhecimento do setor. Temos um programa global de treinamentos. Hoje, o parceiro que não pensa em se capacitar vai acabar tendo uma dificuldade muito grande para se manter. Em nossa plataforma,  há uma série de benefícios como verba de marketing,  cursos técnicos e treinamentos para ajudar a revenda”, diz Ponte.  

Em síntese, conhecer o setor de atuação é importantíssimo para você, revenda, afinal no segmento de energia o Brasil é um país  que tem inúmeras oportunidades e,  nesse período de teletrabalho, ensino a distancia e telemedicina, o segmento se tornou crucial para todas as operações.