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Estratégia

Especial Servidores e Data Centers

Por Virgínia Santos

Publicado em 02/12/2020 às 17:46

Lucro garantido para o canal especializado

Segundo o estudo recente Worldwide Semiannual Digital Transformation Spending Guide da IDC, os gastos mundiais em tecnologias e serviços de transformação digital chegarão a US$ 2,3 trilhões em 2023, sendo a primeira vez que a transformação digital será responsável pela maior parte dos gastos com TI (53%). 

Com o avanço da transformação digital (dx) nos últimos meses, observamos que a adoção das novas tecnologias se tornou mandatória para as organizações de todo mundo. Ao abordarmos o setor de Servidores e Data Centers, não é diferente, identificamos que o crescimento do volume de dados gerados, atualmente, fez com que a Edge Computing (computação de borda), IoT e 5G, se tornassem exemplos de inovações  tecnológicas que dão ou no caso do 5G darão o respaldo necessário ao novo cenário digital. “A Edge Computing auxilia na descentralização do processamento dos dados, tratando parte desse volume diretamente na borda, o que gera um ganho considerável de tempo com a redução de latência e o aumento da capacidade de processamento dos dados. Nesse período de pandemia, houve uma demanda intensa por soluções de TI, que envolve toda a infraestrutura de soluções para Data Center, incluindo servidores, armazenamento, networking, data protection e soluções hiperconvergentes. A tecnologia ganhou protagonismo e tem sido essencial para a reconstrução da economia mundial e retomada dos negócios”, avalia Raymundo Peixoto, vice-presidente Sênior de Data Center da Dell Technologies na América Latina. 


Para Fábio Noaldo, gerente de Canais da Vertiv Brasil, a nova normalidade acelerou a digitalização da economia brasileira e levou as empresas a avançarem. “Neste ano cresceu muito, por exemplo, o número de empresas que contrataram serviços de colocation (onde há o aluguel apenas da infraestrutura de Data Center para a instalação do servidor do cliente). Essa tendência alterou o mercado de servidores, afinal uma grande quantidade  de servidores está sendo adquirida para implementação nos Data Centers das grandes nuvens, seja um servidor gerenciado pela empresa usuária, seja um servidor provido pela própria nuvem. Os canais devem ficar atentos  a geração de negócios no segmento de servidor e Data Center. A disseminação de Edge Computing e Data Centers modulares está acontecendo com força no Brasil – um dos segmentos que mais utiliza essas soluções são os ISPs (provedores de serviço de internet). Quando a rede 5G chegar ao Brasil, o salto será maior ainda”, conta o executivo.


Esta também é a visão de Carla Carvalho, General Manager da Tech Data para o Brasil, que enxerga o amplo crescimento da Edge Computing. Para a executiva com a chegada da tecnologia 5G, deve aumentar a velocidade, capacidade no tráfego de dados e informações, possibilitando a implementação de soluções de IoT também. “A transformação digital é baseada na modernização da infraestrutura. Os processos digitais exigem mais capacidade, processamento de borda, memória e armazenamento. Quando se fala em mover aplicações para a nuvem, nem todas podem ser movidas, seja por custo, que se tornaria inviável ou pela criticidade de algumas aplicações ou, até mesmo, pela segurança de dados críticos. O mundo será híbrido. Ou seja, a demanda por infraestrutura continuará e crescerá, nos próximos anos. Vale dizer que para as  empresas disponibilizarem serviços de nuvem, também necessitam de infraestrutura: servidores, armazenamento, redes e outras soluções”, diz a executiva.  

 É importante entender que a transformação digital não é mais uma opção na visão da HPE. “Empresas de diferentes portes e segmentos de mercado, da noite para o dia, viram-se obrigadas a rever suas estratégias e acelerarem seus projetos de dx. Dados recentes, divulgados pela IDC Brasil, apontam um crescimento de 7,4% para o mercado de Servidores em 2021. Fato é, empresas que estiverem bem posicionadas na jornada da transformação digital sairão na frente no momento da retomada”, ressalta Luis Albejante, diretor de Produtos da HPE, reforçando que a companhia oferece um portfólio abrangente de soluções para Data Center, incluindo servidores, armazenamento, redes, gerenciamento e serviços.  

Marcelo Murad, diretor de Produtos e Engenharia da SYNNEX Westcon, pontua que as empresas fornecedoras de soluções de servidores estão se adaptando ao modelo comercial de recorrência e consumo da atualidade.  “Existe uma mudança no desenho de tecnologia das empresas, relacionada à adoção de cloud pública e ambientes de cloud híbrida. Isso facilitará o aumento do volume para essa área, ao endereçar a questão financeira das empresas e irá compor a adoção de novos ambientes. Temos parceria com grandes fabricantes do setor e acreditamos muito no modelo de hybrid multi-cloud. Entendemos que há ainda espaço para o crescimento dessas soluções no segmento”, pontua o executivo. 

Guilherme Nogueira, gerente da Unidade de Negócio de Infraestrutura da Agis, destaca que muitos projetos empresariais têm sido revisados e ajustados para novas demandas do cenário digital. “O setor de TI das empresas tem mudado muito, entendemos que três movimentos influenciam as tendências para esse setor. O primeiro deles é o aumento da oferta de cloud e venda como serviço, a tendência é que mais Data Centers sejam criados com intuito de suprir essa demanda. Outra é a computação em borda, diversas áreas de empresas (ou filiais de empresas) que passarão a ter seus próprios projetos, gerando demanda por uma infraestrutura descentralizada. E um último ponto alinhado com a computação em borda, é a IoT, que demandará muita infraestrutura, tanto centralizada como descentralizada. Principalmente no caso de IoT, a tecnologia 5G terá um papel fundamental como infraestrutura para que o usuário tenha a melhor experiência possível”, diz o executivo, completando que a distribuidora tem como principais parceiros a HPE e Lenovo DCG e um portfólio vasto de soluções para infraestrutura do datacenter com APC, Vertiv, SMS e Delta. 


 Patrícia Cocozza, líder de Marketing e Go-To-Market da AGORA Telecom,  reforça que as  rotinas atuais digitais, seja de trabalho, estudo ou lazer, demandam cada vez mais uma alta velocidade de conexão com estabilidade, disponibilidade e segurança. “É imaginável que todo e qualquer dispositivo em um futuro próximo tenha alta capacidade de processamento (isso vale para carros autônomos, semáforos, câmeras de vídeo vigilância, etc). Toda essa demanda exige alta velocidade de conexão, o que deverá descentralizar o processamento dos Data Centers para o Edge Computing”, afirma a executiva.  

Há mais de 26 anos atuando com data center, desde a compra da unidade da IBM, a Lenovo DCG tem a expertise para guiar as empresas em suas jornadas digitais de acordo com Rodrigo Guercio, country manager da fabricante. “A Lenovo DCG viu uma forte demanda por infraestrutura de nuvem durante a pandemia, com um alto volume de pedidos. A natureza do negócio é extremamente cíclica e acreditamos que a volatilidade dos pedidos permanecerá, à medida que as empresas já vêm adotando modelos híbridos com trabalho presencial e à distância. Temos hoje servidores mais confiáveis, com a menor taxa de falha e temos mais de 200 recordes de performance em diversos “workloads”, além da oferta mais completa de soluções de hiperconvergência e um  portfólio de  armazenamento  que facilita a migração dos clientes para os principais provedores de nuvem hibrida”, conta o executivo.  


Para a Huawei, à medida que a economia começa a se recuperar, muitas empresas voltarão a aumentar seus investimentos na renovação dos servidores e das instalações dos data centers. “A Huawei fornece infraestrutura ativa e data centers de TI - como servidores, storage, baterias, roteadores, firewalls, entre outros - principalmente no início das instalações. A Edge Computing sempre esteve no centro do avanço tecnológico e também é uma força crucial na condução do mundo inteligente. Ela acelera a transformação inteligente de data centers tradicionais para data centers inteligentes e totalmente conectados. Por sua vez, com o desenvolvimento da tecnologia 5G, os data centers estão se tornando a base para que as redes das operadoras sejam totalmente “cloudificados”, diz Jing Liu, diretor do departamento de negócios em computação da Huawei Brasil.  



Muito além dos servidores e data centers




Em 2020, as provedoras de tecnologia tiveram que se reinventar e elaborar  formatos diferentes e efetivos  para atender o ecossistema. “As empresas irão retomar seus projetos para a modernização de data centers, e seguir em seus planejamentos de transformação digital com uma jornada para um mundo híbrido e multicloud. Lançamos novas soluções e ofertas para ajudar os parceiros a implantar a tecnologia para os usuários finais de maneira mais rápida e simples, incluindo o FastTrack for VDI e o Xi Frame Test Drive e também o Nutanix Clusters para estender nosso software HCI e o Karbon Platform Services, uma plataforma como serviço (PaaS) multicloud baseada em Kubernetes”, diz José Patriota, gerente de Vendas de Canal  Latam da Nutanix.  

Na opinião de André Ribeiro, diretor de Novos Negócios da Intel, as empresas continuam fazendo investimentos nos data centers diante do avanço das megatendências. “A Edge Computing, assim como a chegada do 5G, trarão diversos desafios aos clientes finais – fator que irá refletir muito no trabalho e oportunidades a serem realizado pelos canais. O número de dispositivos no Edge deve aumentar consideravelmente e não existe um produto único que atenda todas as necessidades, dessa forma os parceiros têm um papel fundamental no entendimento das necessidades e proposta de soluções customizadas. A Intel disponibiliza a Optane Memory, para o usuário de computação final e para data centers. Outra tecnologia é o Intel Movidius Vision Processing Units (VPUs) - projetado para trazer a tecnologia de visão computacional inteligente até a borda”, diz o executivo.  

Já Daniel Peruchi Minto, gerente de desenvolvimento de negócios de Data Center da Cisco, destaca que a companhia tem soluções totalmente voltadas para ambientes de computação distribuída, ou de Edge Computing. “O Hyperflex Edge é uma solução de hiperconvergência simples, que a partir de apenas 2 tipos de hardwares já garante poder de processamento e alta disponibilidade para os clientes. Toda a implementação e o gerenciamento são feitos de maneira centralizada, pela nuvem através do Intersight SaaS. Ainda podemos  colocar mais hardware ou integrar placas GPU, garantindo aos clientes o poder computacional necessário para qualquer aplicação. O Hyperflex também possui integração com a solução de SD-WAN da Cisco trazendo uma interface unificada através do Intersight”, conta o executivo.  Por sua vez, a IBM analisa que com a dx há uma necessidade de mudança no desenvolvimento das aplicações (que são consumidas de novas formas e por diferentes “devices”), dos próprios dispositivos (IoT). “A chegada da tecnologia 5G  vai acelerar ainda mais a necessidade de transformação das aplicações. Este ano realinhamos o portfólio de Hardware dos nossos Sistemas de Armazenamento visando uma simplificação nos modelos FlashSystems. Tivemos ainda anúncios de disponibilização da Plataforma RedHat Openshift nos servidores Power, de alternativas de PowerOnCloud, além da nova linha de processadores Power 10, confirmando para os próximos anos o contínuo compromisso com esta plataforma”, diz Felippe Melo, diretor de Systems Hardware na IBM Brasil.  

Na visão da AMD, o Brasil hoje caminha para uma evolução e transformação digital jamais vista antes. “Com a evolução do debate a respeito do 5G no país, as empresas e pessoas passarão a contar com um serviço de alta velocidade e rápido tempo de resposta entre os objetos conectados e funcionalidades em IoT e IA. O portfólio de produtos AMD Embedded traz uma ampla gama de soluções, em IoT de Edge, gateways de IoT e plataformas de Edge Computing. Quando olhamos para nosso portfólio focado em cloud, temos um servidor robusto, gráficos integrados, flexibilidade de E/S e opções de potência-desempenho, juntamente com recursos de segurança, que habilitam dispositivos de IoT para serem capazes de processar grandes quantidades de dados na rede. As soluções da AMD entregam mais processamento com menos latência e  possibilitam uma conexão estável, capaz de atender as necessidades desse setor que está em constante evolução”, afirma Alfio Fioravanti,  gerente de Vendas Corporativas da AMD Brasil. 

Desde a aquisição da Mellanox Technologies em abril deste ano, a NVIDIA Enterprise tem expandido sua área especializada em data center, nomeada agora de NVIDIA Networking. “O que a NVIDIA oferece é uma rede completa para data centers, criando uma solução personalizada em hardware e software para cada cliente, gerando melhor experiência, otimização de tempo e melhor custo-benefício. Em nosso portfólio temos a plataforma EGX que está se expandindo para combinar os recursos NVIDIA Ampere GPU e BlueField-2 DPU em uma única placa PCIe, oferecendo às empresas uma plataforma comum para construir data centers acelerados e seguros. Em outubro, a NVIDIA apresentou a solução NVIDIA DGX SuperPOD para empresas, infraestrutura completa de IA, que possibilita as organizações instalarem supercomputadores de IA poderosos e velozes em apenas algumas semanas”,  pontua Airan Junior, gerente de Canais da NVIDIA Enterprise.  

A história da  VMware se confunde com a dos servidores e data centers. “Nascemos como uma empresa de virtualização de servidores, tendo como nossos principais interlocutores, gerentes de infraestrutura de data center. Entre as novidades anunciadas durante o VMworld deste ano, que aconteceu no início de outubro, está o Projeto Monterey, que consiste em uma prévia da tecnologia da VMware focada na evolução de sua arquitetura para data center, nuvem e edge para atender aos requisitos em constante mudança de aplicações de última geração. Além disso, também durante o evento anunciamos uma parceria com a NVIDIA para oferecer uma plataforma corporativa de ponta a ponta para inteligência artificial e uma nova arquitetura para data center, nuvem e edge, que usa o NVIDIA DPUs - unidades de processamento de dados - com suporte e aplicações de última geração”, ressalta Rafael Camillo, diretor de Parcerias da VMware Brasil. 


As soluções Oracle de Servidores e Serviços em Nuvem estão prontas para atender as demandas das companhias em suas jornadas digitais. “Nossas soluções vão desde uma Infraestrutura On Premises, passando por nuvens públicas e privadas, além de um portfólio robusto de aplicações já ofertadas em um modelo SaaS. Todo o portfólio  possui automação, segurança e ferramentas analíticas que nos colocam em uma posição realmente diferenciada no mercado e permite aos nossos parceiros uma transformação rápida, segura e eficaz. Vale ressaltar também a nossa aliança com a VMware e Microsoft que reforça nosso compromisso de entregar as inovações com foco no sucesso dos clientes”, diz José Romeu Amim, diretor sênior de Alianças e Canais Oracle Brasil.


 Como o canal deve se preparar para os desafios da jornada digital  


Tecnologias como Edge Computing, IoT e 5G ampliam as oportunidades de negócios dos canais no  setor de Servidores e Data Center. “O canal pertencente ao Programa de Parceiros Vertiv (VPP), além de todos os benefícios da plataforma, tem acesso ao Vertiv University para se capacitar e estar preparado para atender as demandas e necessidades do mercado. Nosso programa de Canais é bem completo, com benefícios, descontos, verbas de marketing, ferramentas de automação de marketing, rebate, etc”, diz Noaldo, da Vertiv. 


O sucesso da HPE é o reflexo do sucesso dos clientes e parceiros. “Trabalhar no desenvolvimento do ecossistema faz parte da essência da HPE. O novo programa HPE Partner Ready oferecerá mais investimento por parte da HPE na criação de novas certificações. Novos treinamentos e certificações de especialistas estarão disponíveis para o desenvolvimento de competências essenciais e estratégias de nosso ecossistema de parceiros e canais”, agrega Albejante, da HPE.  


Carla, da Tech Data, reforça que a distribuidora de valor agregado trabalha no recrutamento e na capacitação de seus canais. “Um canal quando se torna um parceiro Tech Data, além de um Plano de Negócios que será desenvolvido em conjunto, também passa a contar com um plano de capacitação para as fabricantes que elegeu”, diz a executiva.  


Com a aquisição da FIT Networks pela AGORA Telecom, realizada na metade do ano, o portfólio da distribuidora foi ampliado com soluções de segurança eletrônica e de videomonitoramento e a companhia pretende investir no treinamento das revendas. “O programa de canais da AGORA Telecom será adequado a todo o portfólio de marcas e será lançado na virada do ano, quando teremos três grandes focos: o primeiro no recrutamento de novos parceiros,  o segundo no desenvolvimento dos canais  e o terceiro com um programa de incentivo aos parceiros”, agrega Patrícia, da AGORA Telecom.  

Enfim, o parceiro deve se preparar para o novo discurso na hora da venda de agora em diante, é fundamental ficar atento às novas oportunidades geradas pelo aumento das transações digitais e pela necessidade de as empresas lidarem com um volume exponencial de dados, sai na frente quem souber atender da melhor forma a necessidade do cliente.