Mercado
Estudo da IDC Brasil aponta crescimento nas vendas de impressoras à tinta e queda nos modelos a laser
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Publicado em 11/06/2021 às 17:39O mercado caiu 0,8% no Q1/21, de acordo com o IDC Brazil Quarterly Hardcopy Tracker Q1/21
Nos últimos meses de 2020 o mercado brasileiro
de impressão reagiu, mas o ano começou e as vendas de impressoras caíram. No
primeiro trimestre de 2021 foram comercializados 654.228 equipamentos, 0,8% a
menos em relação ao mesmo período de 2020. Por categoria, foram 559.630 modelos
jato de tinta, crescimento de 3,3%; 93.187 a laser, queda de 20%, e 1.411
matriciais, alta de 39,8%. Deste volume, 444.797 foram para o varejo e 209.431
para o mercado corporativo. Os dados são do IDC Brazil Quarterly Hardcopy
Tracker Q1/2021, estudo realizado pela IDC Brasil, líder em inteligência de
mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia
da Informação e Telecomunicações.
"O mercado de impressoras tem sofrido
muito, especialmente o de modelos a laser, que é mais orientado ao mercado
corporativo. Segundo os distribuidores, algumas empresas começaram a retomar
seus negócios, ainda que em um ritmo mais lento, e outras voltaram a ter
atividades presenciais, mas foram novamente impactadas no início de março
quando a pandemia alcançou recordes no Brasil e o comércio voltou a ter regras
mais rígidas de funcionamento", explica
Rodrigo Pereira, analista de Consumer & Commercial Devices da IDC Brasil.
Além disso, completa Rodrigo, "há outros fatores que tornam a
recuperação mais lenta, como a escassez de insumos, o dólar alto e a própria
falta de produtos no Brasil".
Já o segmento de inkjet, segue com aparelhos
tanque de tinta ganhando a preferência do consumidor - dos 559.630 vendidos,
311.767 foram dessa categoria -, porém, o dólar e os preços mais altos abriram
espaço para que os equipamentos com cartucho de tinta voltassem a ter presença
no mercado, com um crescimento de 4,2% contra 2,5% dos equipamentos de tanque de
tinta. "Em um cenário com demanda e preços altos, o segmento de
máquinas com cartucho encontrou uma oportunidade, ganhou um pouco mais de
espaço e contribuiu para o crescimento de 3,3% do mercado à tinta total",
explica o analista da IDC Brasil. Segundo ele, seja pelo preço competitivo ou
pela durabilidade dos suprimentos, as impressoras à tinta têm conquistado
pequenas e médias empresas, refletindo a transformação e a mudança de paradigma
que vêm acontecendo também em outros mercados.
Em termos de receita, o estudo da IDC Brasil
mostra que o mercado brasileiro de impressão fechou o 1º trimestre com R$878,2
milhões, 22,3% de crescimento em relação ao mesmo período do ano passado, sendo
R$617,2 milhões gerados pelas vendas de máquinas inkjet, R$258,8 milhões de
vendas de impressoras a laser e R$3,2 milhões de matriciais. Da receita total,
o mercado corporativo respondeu por R$489 milhões e o varejo por R$389 milhões.

