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Estudo do IDC mostra desempenho estável na venda de tablets

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Publicado em 05/12/2013 às 11:00


OIDC Brasil aponta que de julho a setembro de 2013 foram comercializados 1,8 milhão de tablets no Brasil. O mercado cresceu 134% frente ao mesmo período do ano passado, porém, em relação ao trimestre anterior, o relatório identificou uma queda inédita de 2% nas vendas.



Para Bruno Freitas, gerente de pesquisas do IDC, ainda é cedo para determinar os reais motivos da queda, por se tratar de um mercado novo. “No segundo trimestre de 2013 houve um volume muito grande nas vendas e agora identificamos uma estabilização. O setor pode apresentar uma possível sazonalidade, onde datas festivas, como o dia das mães, puxam o volume para cima, assim como ocorre no mercado de celulares”, explica Freitas. Pedro Hagge, também analista do IDC, acrescenta outros dois fatores para a possível retração. “O grande estoque dos canais, abastecidos no segundo trimestre de 2013, e um projeto do MEC que adquiriu cerca de 600 mil dispositivos, entregues até trimestre anterior”, diz.



Ainda segundo o estudo do instituto, 95% dos tablets comercializados têm sistema operacional Android e 63% custaram menos que R$ 500. “Grandes marcas passaram a produzir nessa faixa de preço e a concorrência está crescendo muito, algo que não ocorria em 2012”, analisa Freitas. aqueles com preços entre R$ 500 e R$ 1000 representaram 22% das vendas, contra 12% no mesmo período de 2012, enquanto os aparelhos acima de R$ 1000 estão perdendo espaço e ficaram com 15% do mercado, contra 40% no mesmo período do ano passado.



O preço médio apresentou uma redução de 2% em relação ao trimestre passado, chegando aos R$ 610. Já em relação ao mesmo período de 2012, a queda chegou aos 28%, um desconto de R$ 243.



Para Hagge a expectativa para o quarto trimestre é que o mercado alcance o maior volume do ano, com 2,6 milhões de dispositivos vendidos. “Ao que tudo indica, os tablets terão um grande destaque nas vendas, impulsionados pelo Black Friday e o Natal”, acredita. Ele lembra ainda que os aparelhos customizados para o público infantil vêm ganhando espaço no segmento.



Outro modelo que deve ganhar mercado, segundo Freitas, são os híbridos. “O grande entrave dos híbridos hoje é o preço, mas acreditamos que o modelo tende a conquistar mais adeptos, passando a ser uma opção para o segmento corporativo no futuro”, diz.