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Estudo mostra que estar conectado durante o deslocamento torna o dia menos estressante

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Publicado em 31/12/2012 às 16:00


 



A New Cities Foundation, uma organização sem fins lucrativos dedicada a criar cidades mais sustentáveis, e a Ericsson, um de seus membros fundadores, criaram uma força-tarefa para avaliar as questões que envolvem os Deslocamentos Conectados, em um projeto piloto em San Jose, na Califórnia. Esse projeto foi realizado em parceria com o Departamento de Transporte do Centro de Pesquisa de Tecnologia da Informação no Interesse da Sociedade (CITRIS) da Universidade da Califórnia, e dois aplicativos móveis de deslocamento urbano, Waze e Roadify.



O objetivo do projeto foi compreender como um novo nível de comunicação entre os passageiros poderia melhorar a experiência geral de deslocamento urbano. O "passageiro conectado", termo utilizado no projeto, refere-se a passageiros que recebem e/ou compartilham ativamente informações com outros passageiros por meio de plataformas móveis de planejamento de viagens.



"Para a maioria das pessoas que vivem em cidades, o deslocamento diário é a parte mais dolorosa da vida urbana. Isso é verdade na maioria das cidades ao redor do mundo, ricas e pobres, velhas e novas", diz Mathieu Lefevre, diretor-executivo da New Cities Foundation. "Nossa perspectiva para este estudo, a longo prazo, é determinar como o compartilhamento de informações em tempo real entre passageiros pode influenciar o desenvolvimento de novas tecnologias, políticas e outras inovações que melhorem o deslocamento nas regiões metropolitanas de todo o mundo".



São Paulo, a maior cidade da América Latina, é destacada no relatório por ter uma iniciativa fundamental de suporte aos passageiros na cidade: estações de rádio que fornecem cobertura dos padrões de tráfego 24 horas por dia, sete dias por semana, e solicitam aos ouvintes em trânsito o envio de informações e dados atuais para atualizações precisas. O Departamento de Transportes dos EUA estima que a metade de todo o congestionamento é devido a eventos não recorrentes como acidentes e obras nas vias púlicas - justamente os tipos de evento que os passageiros não podem prever, mas podem incorporar em seu planejamento de viagem.



A força-tarefa apresentou conclusões importantes, incluindo:



1.            Aplicativos de smartphone, que permitem que os passageiros se conectem e compartilhem informações uns com os outros de forma eficaz, melhoram a experiência do passageiro conectado, ao permitir aos usuários compartilhar ou receber informações em tempo real sobre as questões de trânsito.



2.            A utilização de ferramentas de análise do sentimento dos passageiros tem o potencial de ajudar as cidades e autoridades de transporte locais a definirem suas prioridades, planejamento e investimentos na área de transporte.



3.            A tecnologia desempenha um papel importante tanto para os passageiros conectados como para os não conectados, seja durante a fase de planejamento ou durante o deslocamento. Os tipos de ferramentas de planejamento e deslocamento variaram significativamente entre os passageiros.



4.            Usuários de automóveis conectados tendem a ser mais felizes do que os não conectados, por serem capazes de prever as suas condições de deslocamento, o que resulta em menos estresse.



5.            Passageiros de transportes públicos, por outro lado, tendem a usar a tecnologia mais durante a fase de planejamento do trajeto do que durante o deslocamento em si.