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Fabricante chinesa XCMG realiza projeto de criar banco para financiar a venda de seu maquinário de construção pesada no Brasil
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Publicado em 08/07/2020 às 11:07Parceria com SYNNEX Westcon, Microsoft e MAPData viabiliza o projeto de colocar em nuvem site de contingência do banco
A SYNNEX Westcon-Comstor colaborou com a MAPData e com a Microsoft para viabilizar o projeto da XCMG – fabricante chinês de equipamentos de construção pesada presente no Brasil desde 2004 – de fundar no Brasil um banco para financiar aquisições por parte de seus clientes. Com esse banco que entrará em operação no mês de julho, a XCMG estará oferecendo serviços financeiros pela primeira em sua história, em todos os mercados onde atua. O projeto representou um desafio importante para o fabricante chinês também pelo fato de que até hoje, globalmente, utilizou apenas recursos próprios de TI.
Pela natureza dos serviços bancários e por exigência do Banco Central do Brasil, a infraestrutura de instituições de serviço financeiro deve ser replicada em site de contingência. Após avaliar estudos de caso, a XCMG optou por criar no Azure o seu site de contingência, por considerar que a nuvem da Microsoft atende a todos os requisitos de segurança, escalabilidade e desempenho necessários para abrigar seu site de disaster recovery.
Antes mesmo de entrar em operação, testes demonstram que o site de contingência, hospedado no Azure e inteiramente desenhado pela equipe brasileira de TI da XCMG, responde adequadamente a todos os objetivos do projeto.
Iniciativa inédita no Brasil
Apesar de até agora não oferecer qualquer tipo de serviço bancário na China nem em qualquer outro país em que atua, peculiaridades do mercado brasileiro, onde concorrentes possuem seus próprios braços financeiros, levou o grupo a encarar esse tipo de oferta como uma oportunidade estratégica para ampliação da sua participação no mercado, fomentando o financiamento de seus equipamentos em condições mais atraentes do que as oferecidas pelos grandes bancos comerciais.
O projeto, iniciado em 2018, foi desenhado e implementado pela equipe brasileira de TI, e a opção por colocar em nuvem o site de contingência se deu no final de 2019. Depois de examinar as ofertas do mercado, a equipe de TI do banco escolheu a MAPData que, em parceria com a SYNNEX Westcon-Comstor, trabalhou com a XCMG para implementar em nuvem a instalação de disaster recovery.“Esse projeto foi um marco para nós. A XCMG BRASIL tem como tradição trabalhar com todas as soluções in-house. Nossa intenção inicialmente era utilizar um site que temos em São Paulo, usado para backup. No decorrer do projeto, optamos por inovar, adotando serviços em nuvem. Ficou claro que a solução em nuvem da Microsoft seria mais vantajosa em termos de investimento do que uma solução on-site”, conta Tiago Henrique Lacerda de Freitas –gerente de TI da XCMG BRASIL, que coordenou todo o projeto de tecnologia do Banco XCMG.
A XCMG está utilizando servidores virtuais na nuvem da Microsoft, e, para garantir a segurança da comunicação entre os dois sites, uma VPN (Virtual Private Network) liga o principal data center da empresa, localizado em Pouso Alegre, Minas Gerais, ao ambiente do Azure, acessado normalmente pelos profissionais de TI do banco. No caso de perda do site principal, uma VPN client to server assegura também o acesso dos clientes aos serviços oferecidos pelo banco.
Além disso, a segurança dos dados é um dos recursos fundamentais quando pensamos em serviços financeiros. Por isso, aliado a elementos como firewalls e melhores práticas no dia a dia, foram elaboradas estritas políticas de segurança para o banco, e um detalhado plano de continuidade de negócios para diversas instâncias de inoperância do site principal.
Expectativas
O objetivo é que a base de clientes chegue a mil ainda no primeiro ano de operação do banco, com planos de crescimento e ampliação da oferta de serviços, incluindo, por exemplo, leasing e opções de investimento. A equipe de TI já considera o crescimento da infraestrutura, pensando na expansão gradativa do ambiente, em função de novas soluções a serem implementadas nos três primeiros anos de operação.
“A facilidade e agilidade de expansão são maiores na nuvem do que no ambiente próprio, em que dependemos de processos de compra de equipamento, licenciamento de software e adequação de ambiente físico, entre outros itens”, destaca Lacerda.

