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FecomercioSP abre debate sobre legislação e comportamento na rede
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Publicado em 24/08/2012 às 10:57
No último dia do 4º Congresso de Crimes Eletrônicos e Formas de Proteção, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), coloca em debate questões como crimes empresariais, posicionamento de advogados e de entidades de classe, estratégias de prevenção a ataques em operações de e-commerce, uso das redes sociais e o futuro do mercado de softwares de proteção.
José Antonio Milagre, advogado perito em informática ressalta que esta questão é mais complexa do que se costuma pensar. "Se um hacker encontra uma falha que põe em risco a segurança de 200 mil pessoas ele não deve fazer nada? Acho que as empresas precisam adotar uma política que permita aos hackers relatarem os problemas encontrados, até porque a alternativa é ele vender essa informação no mercado negro", complementa.
Já Carlos Eduardo Miguel Sobral, chefe da unidade de repressão a crimes cibernéticos da Polícia Federal, compara a atividade de hacker a dos chaveiros. "Não vemos um chaveiro arrombando casas só porque ele é capaz", afirma. Sobral defende o uso de hackers para testar a segurança de sistemas, mas destaca que este deve ser um trabalho sério, contratado e remunerado.

