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Mercado

Flexibilidade é a palavra-chave para liderar o mundo físico e digital

Por Mike Fouts, vice-presidente de Parceiros de Venda para as Américas da Citrix

Publicado em 25/03/2022 às 14:30


As empresas aprenderam nos últimos dois anos que flexibilidade não é mais algo desejável, mas sim necessário à continuidade dos negócios e à aceleração de novos projetos. As organizações se adaptam para permitir modelos remotos e híbridos contínuos e sabem que nunca voltaremos ao 'normal' de dois anos atrás. Um exemplo disso é que a maioria das empresas descobriu como habilitar o trabalho remoto produtivo e reduzir as despesas gerais. A resposta para isso é clara: flexibilidade.

 
O que tudo isso significou  aos parceiros? Embora possa soar paradoxal, esse cenário realmente aumentou os negócios  ao ecossistema de parceiros. A maior parte deles experimentou um crescimento comercial significativo ano após ano. Acredito que isso decorre do fato de que todos tiveram que mudar rapidamente a forma de fazer negócios e se adaptar a um modelo  remoto –  da noite para o dia. Essa foi uma transição perfeita  aos parceiros, pois eles estão, e sempre estiveram, bem preparados para intervir rapidamente e ajudar aos clientes a se adaptarem.

 

À medida que entramos nessa nova fase, as organizações estão exigindo flexibilidade – na forma como o trabalho é feito, onde e quando é feito, e até mesmo na tecnologia usada para capacitar essa nova forma de se trabalhar.  Como resultado, estamos vendo a  intensificação  do modelo  as-a-service.

 

Demanda por flexibilidade e consumo de serviços

Nas minhas conversas com a comunidade parceira, ouço que a maior mudança que eles estão vendo é o aumento do número de clientes pedindo flexibilidade operacional e tecnológica. Eles não querem mais ficar presos a licenças e appliances (hardware) que bloqueiam projetos.

 

Para atender a essa demanda, prevejo que veremos  uma grande mudança para o modelo   as-a-service.  Seja Microsoft, Google ou Amazon que estão impulsionando isso com seus marketplaces, essa é a direção que os clientes estão seguindo e é assim que eles querem comprar e consumir tecnologia e serviços.  Entre a comunidade de parceiros,  acredito numa grande e rápida evolução nos próximos 12 meses a fim de mover seus negócios para as-a-service. Embora os parceiros ainda  revendam produtos, o próximo ano será um  período  de transição para hospedar um serviço ao cliente e hospedar uma oferta, em vez de vender um produto ou solução.

 

Principais drivers para as-a-service

O que está por trás dessa movimentação entre parceiros para hospedagem de serviços e ofertas? Acredito que se resume a algumas coisas.  Primeiro, é claro que a incerteza tem sido um fator chave. 

Além disso, vejo que a tecnologia já alcançou o modelo as-a-service.  Por exemplo,  é habitual  pagar pelo que usamos quando se trata de serviços públicos como eletricidade e água. Como sociedade, nos acostumamos ao consumo e à precificação de consumo.  Os consumidores perceberam que esse modelo faz sentido e se adequa às suas necessidades. Por fim, com o impacto repentino da pandemia, as organizações se deram conta de  que precisam de flexibilidade e de agilidade para escalar, reduzir e continuar os negócios – mesmo em tempos incertos.

 

À medida que o mundo continua a evoluir, espero ver esses modelos orientados  ao consumo e serviços continuarem a ganhar destaque. Essa evolução exigirá transformação por parte do parceiro e do cliente. Além de desenvolver novas habilidades e metodologias específicas, também há implicações em todo o seu modelo de negócios – passando de centrado em projetos para centrado em serviços.  Como alterar um processo de cobrança, os sistemas de pagamentos e outras preocupações operacionais.

 

O ecossistema de parceiros em mudança

Olhando para o futuro, penso que este será um ano de aprendizado significativo  aos parceiros, à medida que encontrarem seu lugar nesse novo cenário. Onde eles se encaixam entre provedores como Microsoft, AWS, Google Cloud Platform? Qual é o seu papel e como eles mudam e se adaptam?

 

Observo  que ainda há alguma preocupação e hesitação na comunidade de parceiros de que eles não sabem se têm um lugar em um mundo que inclui esses players; no entanto, vejo que há um lugar para eles promoverem a integração. Eu sempre digo aos parceiros que nenhuma das coisas que eles fazem se levanta, sai pela porta e se coloca automaticamente no conjunto de dados do Google. Alguém precisa fazer esse trabalho e isso requer um esforço complexo e altamente qualificado.

 

Também imagino que haverá uma mudança no foco do cliente. Antes, muitos clientes precisaram encontrar soluções imediatas – mesmo que destinadas ao curto prazo. Dois anos depois, há uma mudança na construção de uma estratégia para um negócio sustentável no longo prazo e no cenário atual, que antecipa o inesperado. De toda forma, trata-se de uma previsão otimista de evolução no mercado que se consolida a cada dia a partir da flexibilidade.