Mercado
Forcepoint disponibiliza portfólio diferenciado para atender as necessidades do mercado de cibersegurança no mundo digital
Por Virgínia Santos
Publicado em 11/03/2022 às 10:00Entrevista com Wagner Tadeu, vice-presidente da Forcepoint para América Latina
Presente em mais de 150 países, a Forcepoint, anteriormente conhecida como Websense ou Raytheon/Websense, é especializada em cibersegurança e proteção de dados de usuários. As soluções da marca são baseadas em comportamento e se adaptam aos riscos em tempo real. Para conhecer as estratégias da empresa, conversamos com Wagner Tadeu, vice-presidente da Forcepoint para América Latina
PS: Conte-nos sobre a sua trajetória profissional, há quanto tempo está na Forcepoint?
WT: Possuo dois MBAs, ambos em Administração, na Fundação Getúlio Vargas e Universidade São Judas. Nos meus quase 30 anos de carreira no mercado de TI, passei por empresas como Symantec, NetApp e Click Software, ocupando nessas companhias cargos de gerência e diretor comercial, abrangendo tanto Brasil como toda a América Latina. Já trabalho com as fabricantes de soluções e produtos há 24 anos, e sou Vice-Presidente da Forcepoint LATAM desde maio de 2018.
PS: De que forma as suas experiências anteriores a companhia impactam o seu trabalho atualmente, há quanto tempo trabalha na empresa?
WT: Somos aquilo que vivemos e experimentamos durante nossas carreiras. E nisso se incluem as pessoas que conhecemos, aprendizados e desafios com os quais nos deparamos e superamos. Isso se mostra especialmente verdadeiro e um diferencial no setor da Tecnologia, que viu um salto impressionante de desenvolvimento com o passar das últimas décadas. Considerando isso, afirmo sem dúvida que minha bagagem adquirida em outras fabricantes anteriores a Forcepoint fazem parte de todo sucesso que temos conseguido construir nesses últimos três anos e meio.
PS: Qual o desafio de comandar a Forcepoint diante do avanço da transformação digital?
WT: A realidade é que os perímetros de segurança das empresas mudaram. Um grande exemplo disso é como, para a maioria delas, o colaborador em homeoffice se tornou uma extensão da corporação, algo dificilmente pensado antes de 2020 e a pandemia de Covid-19. Nesse sentido, nos orgulha poder oferecer um portfólio que responde diretamente às necessidades e desafios encontrados por nossos clientes. Olhando num panorama maior, a cibersegurança deve representar um desafio para todas as empresas, independentemente do setor para o qual atuam.
PS: No novo cenário que vivemos com o emprego do trabalho híbrido, videoconferências, ensino a distância, telemedicina, etc., qual a importância do investimento das companhias em cibersegurança?
WT: O número de acessos à internet e os incidentes de ataques aumentaram substancialmente devido à consolidação desse novo ambiente híbrido, onde garantir a proteção de casa dos colaboradores, que podem estar espalhados por uma cidade ou mesmo pelo mundo, configura-se como um enorme desafio. O número de vazamentos e roubos de informações sensíveis que temos visto supera os registrados nos últimos dez anos somados. O investimento em segurança é fundamental para garantir que a empresa e a marca possuam as ferramentas adequadas para combater o perigoso cenário que tem se construído. No caso brasileiro, existe ainda a variável da LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados, que, como vemos, aplica multas de valor considerável. Apostar em cibersegurança significa também investir na adequação a essa norma, que pode ser uma tremenda dor de cabeça caso não seja cumprida.
PS: Como garantir a competitividade e liderança em 2022?
WT: A base está em continuar trabalhando o mais próximo possível de nossos parceiros e clientes. Não só pensando em 2022, e sim como um norte de nosso trabalho desde o princípio, o foco está em entender exatamente as necessidades e problemas apresentados, e responder a isso com as soluções e produtos mais adequados, que façam a diferença nos negócios dos clientes e que mantenham margens saudáveis para os parceiros.
PS: Quais são as apostas da Forcepoint em termos de portfólio de produtos e soluções?
WT: Atualmente, estamos focando em 3 linhas de produtos, cada uma com sua especificidade e diferencial no que se refere à proteção de dados: Data Protection – O foco aqui está exatamente em garantir que não tenhamos incidentes de fuga de dados de nossos clientes; NGFW (Next-Generation Firewall)/SDWan – Aqui, o foco está em proteger o perímetro e melhorar o acesso dos colaboradores, tornando-o mais seguro; ZTNA (Zero Trust Network Access) - Com a aquisição da Bitglass, uma das três que realizamos em 2021, e a fusão de seu portfólio ao nosso, podemos oferecer um ponto de acesso seguro a nossos parceiros e clientes.
PS: De que modo o parceiro pode ganhar dinheiro na venda de soluções e produtos da Forcepoint?
WT: Um dos nossos maiores motivos de orgulho é o forte programa de canais que possuímos onde garantimos margens interessantes aos canais. Os benefícios que ofertamos são rebates, enablement (curso de habilitação) e MDF (Marketing Development Funds – Fundo de desenvolvimento de Marketing). Vale pontuar que oferecemos treinamentos em modalidades tanto presenciais como online de todas as nossas soluções. Além de garantir excelente rentabilidade, é um programa que passou por investimentos estratégicos em 2021. Não custa lembrar que somos uma empresa em que as vendas são 100% feitas por canais, e que as companhias mais bem sucedidas são aquelas que têm a possibilidade de trabalhar com os parceiros.
PS: O que o parceiro pode esperar da empresa este ano?
WT: Para 2022, lançaremos ainda mais produtos baseados em tecnologias únicas e inovadoras. Vale também citar que finalizamos 2021 com uma quota de renovação de contratos de parceiros de 130%, ou seja, muitos deles foram aumentados. Isso revela como nossos parceiros vêem e confiam no valor representado por nossas soluções. A preocupação com cibersegurança deve continuar em alta neste ano. Os parceiros que apostam na Forcepoint possuem a tranquilidade de saberem que estão amparados por uma equipe com expertise de referência global na área.
PS: Agora que a LGPD é uma realidade, como o canal pode auxiliar o cliente para a adequação à lei evitando assim possíveis infrações no tratamento e armazenamento dos dados pessoais?
WT: Nossos parceiros têm a certeza de que trabalham somente com canais certificados. Eles são parte fundamental de nossas ofertas, não somente na comercialização, mas também no delivery. Cada vez mais os canais estão se especializando em LGPD onde os riscos e as oportunidades são emergentes. Esse ano deve ser marcado por uma intensificação da aplicação das multas por parte da LGPD para as empresas, após um ano de 2021 relativamente morno nesse sentido. Portanto, buscar essa adequação nos melhores lugares possíveis é não só necessário, como estratégico. Algo que considero necessário, e que acredito que passará a ser mais difundido em 2022, é exatamente sobre a “natureza” da LGPD. Se a aplicação das multas leva muitos a crer que ela foi implementada para frear a atuação das empresas no mundo digital, a realidade é que ela existe para que essa atuação seja a mais responsável possível, valorizando o que deveria sempre ser a prioridade no online: os dados.
PS: Qual a principal expectativa da companhia para este e os próximos anos?
WT: Nos últimos dois anos mais que dobramos o faturamento da Forcepoint na região, com as novas aquisições e com o portfólio híbrido de soluções que possuímos, seguramente continuaremos crescendo juntamente com os nossos parceiros.
PS: Qual a sua mensagem para os parceiros?
WT: Nossos parceiros são a extensão de nossos braços. Aproveito a oportunidade para agradecer a cada um deles pela confiança e por nos ajudar durante esses anos e dizer que continuaremos investindo para melhorar cada dia mais a nossa infraestrutura para suportar as demandas.

