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Publicado em 01/08/2011 às 18:05

Um mundo incrível e promissor


Especializar-se neste mercado em plena expansão é fator fundamental para suprir a demanda de um público exigente e se dar bem nos negócios.



 



O  mercado gamer está em franca ascensão no mundo todo. E no Brasil – país de apaixonados por tecnologia – a situação não é diferente. Acompanhando de perto o comportamento desse segmento nos últimos anos, é possível perceber que muita coisa mudou. E para melhor! Os equipamentos estão cada vez mais modernos, proporcionando experiências de jogos muito mais reais e a procura por produtos relacionados cresce vertiginosamente. Conheça um pouco mais sobre esse mercado e aposte nele. Nesse jogo você só tem a ganhar!



 O número de jogadores só aumenta e esse é um dos principais fatores a impulsionar esse mercado. Não existem dados que confirmem a quantidade exata de gamers no Brasil, mas estima-se que essa comunidade já tenha passado dos 20 milhões de integrantes. Exigentes, que sabem exatamente o que procuram, os jogadores estão sempre antenados às novidades e colocam a qualidade acima de tudo na hora de comprar os produtos. Diante disso, cabe as revendas manter seu portfólio sempre atualizado para suprir a demanda desse público e, consequentemente, melhorar seu faturamento. Conversamos com os principais players desse mercado para saber como as revendas devem se posicionar para se dar bem nesse mercado.



Christian Zaharic, diretor de Marketing da Nvidia no Brasil, diz que esse segmento é enorme e deve ser explorado, cabendo a cada canal estudar o seu mercado e entender onde ele deve ser inserido. “A Nvidia exerce papel fundamental na indústria de games. Somos uma empresa que veio essencialmente deste mercado”, fala Christian.



A questão tributária, assim como em outras áreas, ainda é um empecilho para que esse mercado se desenvolva. A Multilaser, por exemplo, se posiciona a favor de uma revisão na política tributária brasileira, pois para tirar o atraso em relação a outros mercados, é preciso ter em mente o fato de que hoje o IPI de games é de 40% para acessórios e 50% para consoles. Para o gerente de Produtos, Danilo Angi Luiz, o grande apelo para a lucratividade no mercado de games são datas comerciais comemorativas como o Dia das Crianças e o Natal. “É uma linha bem sazonal, mas fora desse período, as vendas também mantêm um patamar razoável, mas que não se iguala ao dessas datas especiais. Os apelos são muitos, pois, hoje, o mercado de games é bem consolidado e em grande expansão no país, existindo milhões de pessoas migrando da classe C para B e adquirindo o primeiro videogame ainda de segunda geração, assim como existem outros milhões migrando da classe B para A e adquirindo o primeiro console de terceira geração. Ainda existe muito espaço para crescimento de todas as plataformas”, explica o executivo. Para John Gamba, gerente de Vendas e Marketing da Biostar para a América Latina, um fator importante a considerar é o custo para o usuário final. “A principal tendência de hoje é oferecer tecnologia de saída suficiente a um custo baixo, mas dependendo de um público específico o custo do jogo e do hardware desempenha um fator importante”, comenta John.



Para Berman Rivera, Sales & Marketing Director da EVGA, a obtenção de lucros depende da oferta de produtos atrelados a um preço competitivo.



 Mas, apesar das altas cargas tributárias, os produtos não encalham nas prateleiras. O diretor de Importações da InfoCWB, Thiago Ferreira, explica que o mercado gamer é exigente e necessita de produtos diferenciados como  placas de vídeo, memória e placa-mãe desenvolvidos especialmente para quem exige mais do computador. “Essa exigência gera uma maior busca pelo conhecimento aprofundado desses produtos devido a sua especificidade”. O gerente de Marketing da Coletek, Charles Blagitz, argumenta que quando uma pessoa vai comprar um determinado tipo de produto, faz perguntas específicas relacionadas e, por isso, é importante ter conhecimento sobre esses itens. “A empresa atende a demanda do mercado alinhada com as grandes marcas”, fala o executivo.



Devido ao dinamismo peculiar do mercado, tudo que envolve atrativos como produtos expostos em vitrines diferenciadas e anúncios chamativos fazem parte do relacionamento com o público gamer que se interessa pelo que chama atenção. Sergio Amaral, gerente de canais da Cooler Master, afirma que todas as distribuidoras da sua marca estão habilitadas e treinadas para a venda de produtos gamers. “O mercado de games atinge classes diferentes de consumo e em expressivo crescimento. Hoje, existem produtos para aumentar o desempenho e facilidades do usuário”, conta o executivo.



Tatiana Mancini, diretora da Integris, explica que as tendências tecnológicas e as inovações são acompanhadas para oferecer mais opções aos clientes. “A revenda precisa investir na formação de seus profissionais para atender de forma mais eficiente os clientes que buscam as novidades do mundo do entretenimento”, comenta a executiva. Igor Beserra, Field Application Engineer da Seagate, conta que a empresa incentiva o trabalho da revenda com ações de comunicação para identificar as necessidades do comprador, além de treinamentos e ações de relacionamento. Para o gerente da Visum, Marcos Jun Sawaguchi, uma maior divulgação, destacando os benefícios em se investir num produto de maior performance, é o grande diferencial para uma maior visibilidade da linha de produtos gamers. “Com a maior demanda desse nicho, ocorreria um maior investimento em produção pelas fabricantes e assim, o preço dos produtos seria mais acessível”, diz.



Performance, agilidade, robustez dos produtos e os preços que devem acompanhar a relação custo x benefício, são itens essenciais que contribuem para o aumento de consumidores de games. Geraldo Freire Junior, gerente comercial da Mtek, conta que o mercado de games no Brasil está se profissionalizando cada vez mais e, por isso, o contato com o usuário que utiliza tais produtos é muito válido. “Eles sabem reconhecer um produto de qualidade”. As empresas brasileiras que desenvolvem games faturaram no ano de 2010 aproximadamente R$ 150 milhões. O presidente da Associação Brasileira de Games, Fred Vasconcelos, comenta que é preciso estimular o surgimento e o crescimento de novas empresas para que o governo possa enxergá-las como um segmento econômico.



O governo brasileiro, ciente desta crescente demanda, está comprometido com o desenvolvimento do mercado de jogos eletrônicos no país. No início deste ano, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgou uma chamada pública no site do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), com o objetivo de financiar uma pesquisa científica que consolide as informações acerca da indústria de games e contribua para o desenho de instrumentos e ações de políticas industriais e tecnológicas para o setor.



Em relação a esse interesse demonstrado governo federal em consolidar informações sobre esse mercado, a AMD acredita que é importante ressaltar os pontos que demonstrem o quanto o ecossistema da indústria de games é amplo, definir o nível de informação buscado e quais ações práticas decorrentes dessa pesquisa serão executadas. “Se essa pesquisa conseguir determinar, por exemplo, fatores que impactam cada parte da cadeia, quais dificuldades enfrentadas, como desenvolver ou formalizar a indústria, entender como o aumento da carga tributária em componentes de hardwares pode afetar o acesso à tecnologia e a qualidade dos equipamentos, entender quais investimentos são necessários para melhorar a indústria de softwares de games no Brasil, entre outros aspectos, todos serão beneficiados no seu ramo de atuação e o incentivo às vendas será uma consequência natural”, fala Ariel Grunkraut, diretor de Marketing da AMD Brasil. “Uma pesquisa mais aprofundada sobre este mercado é uma ótima iniciativa para que as informações sejam concretas e oficiais. A pesquisa ajudará a dimensionar o mercado, identificar as reais necessidades do público e as empresas poderão oferecer soluções que atendam à demanda do mercado de forma precisa, contribuindo assim para o aumento no consumo dos itens”, explica Ligia Pretel Eimantas, gerente de Marketing da Newlink.



Diante do interesse demonstrado pelo mercado brasileiro, fabricantes internacionais já enxergam o potencial do Brasil e apostam nos lançamentos. A XFX, por exemplo, destaca as placas 3D. “O interesse em suporte tridimensional baseado em tendências de consumo para jogos e vídeos 3D será um foco contínuo para todos os novos produtos”, fala o Country Business Manager da XFX, Mauro Custódio. A empresa desenvolve constantes treinamentos não somente junto às distribuidoras, mas também com as revendas que trabalham com os produtos. “Acreditamos na grande importância dos treinamentos não somente para a disseminação de informações técnicas e comerciais, mas também para o estreitamento das relações entre a XFX e o canal”, completa.



Fabio Vuian Lo, gerente de Território da Point of View do Brasil, comenta que, com a expansão desse mercado e a busca por produtos oficiais com suporte e garantia, a revenda deve focar mais no seu público alvo. “Seja loja física ou online, deve-se centralizar no segmento de maior lucratividade do nicho que almeja atingir. As maiores margens estão no segmento high-end e com treinamento e campanhas é possível direcionar a demanda”, explica. No caso da Asus, de acordo com o gerente de Marketing, Güido Alves, além do foco, devido à exigência do mercado de games, é necessário um amadurecimento por parte da revenda. “O consumidor precisa entender as vantagens e os benefícios de se adquirir este tipo de produto e esse trabalho deve ser realizado pela revenda. O canal que vem trabalhando este mercado da maneira certa está colhendo margens extremamente interessantes”, conta o executivo e acrescenta: “Tratamos este público de forma diferenciada, com produtos e soluções que atendem suas necessidades”. Ruben Alvo, director Sales & Marketing of America da Sentey, explica os planos da fabricante para ampliar sua presença no mercado. “Estamos desenvolvendo um programa de incentivo para as revendas através de distribuidoras no Brasil que terá inicio em outubro de 2011”, explica. Fabrice Fuhrer, coordenador de Marketing para componentes da MSI, enfatiza também a questão da divulgação das principais novidades que é feita por meio de anúncios, em mídias online e impressa, que fazem parte da leitura do público-alvo da empresa.



O mercado de games é promissor, mas não é simples. Os consumidores são exigentes, conhecem os produtos e sabem o que querem. A palavra de ordem para conquistar esse público é a especialização. O canal precisa trabalhar com uma equipe especializada, treinada e focada para que seja possível entender as necessidades do seu cliente, conversar com ele em pé de igualdade. É preciso ter em mente que o usuário de games é uma pessoa conectada com o mundo em tempo integral e espera o mesmo do profissional que irá atendê-lo.  Tratar a linha de games com maior dedicação quanto ao espaço nas lojas, ter um mix de produtos completo e atualizado e incentivar a equipe de vendas é fundamental. Um produto diferenciado precisa ser apresentado de forma diferenciada. As revendas precisam saber posicionar o produto no ponto de venda de maneira que chame a atenção do cliente. Portanto, não espere. Acompanhe as novidades, tenha um portfólio completo e mantenha uma equipe bem treinada. Estar sempre um passo à frente do seu cliente é a garantia do sucesso.