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Gartner alerta para as implicações causadas do aumento do uso de dispositivos móveis

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Publicado em 19/06/2012 às 09:00


O Gartner aletra os CIOs e líderes de TI sobre implicações chave da era “pós-PC”, que o acesso a aplicações e conteúdos via dispositivos móveis está cada vez maior. “O lançamento do iPhone, cinco anos, marcou uma mudança em direção a um futuro dominado pelos dispositivos móveis”, afirma David Michell Smith, vice-presidente de Pesquisas e membro do Gartner. “Com celulares e tablets como plataformas de entrega de aplicações e informações, não mais apenas simples ferramentas de comunicação, a era de executar programas somente em PCs desktops e notebooks está sendo substituída rapidamente por um novo ecossistema com mobilidade, equipamentos eletrônicos, computação corporativa, clientes fixos e também clientes móveis”, diz Smith.



O Gartner identificou as implicações dessa mudança e alerta os líderes de TI e os profissionais de desenvolvimento de aplicações para estarem preparados para uma nova era de trabalho.



As empresas de TI devem evoluir rapidamente suas aplicações e as interfaces para responder ao grande crescimento da demanda por novos canais B2B, B2E e B2C. “Esta mudança para computação em dispositivos móveis e as tendências atuais de consumo e BYOD (traga seu próprio dispositivo, em português) faz com que os líderes de TI e as equipes de desenvolvimento tenham que assumir uma abordagem multicanal para aplicações nos canais B2B, B2E e B2C. Infelizmente, ainda grande parte dos departamentos de TI e dos usuários finais supõem que somente as aplicações em desktops são necessárias, mas isso vai mudar”, diz Smith. O Gartner recomenda fazer uma avaliação mobile-only, mobile-first ou legada durante o desenvolvimento da aplicação; identificar a demanda específica de aplicações móveis de B2E, B2C e B2B para os próximos 18 meses; implantar um framework estruturado e ferramentas para futuras aplicações “context-aware”.



Os desenvolvedores precisam se readaptar, pois as aplicações focadas em dispositivos móveis vão substituir o desenvolvimento para desktops. “O grande interesse e uso de dispositivos móveis no mercado corporativo e de consumo significam que as interfaces móveis estão definindo as expectativas de usabilidade, aparência e comportamento das futuras aplicações e sistemas”, diz o Gartner. “A vanguarda dessa mudança é a interface de toque e gestos, fundamental para os dispositivos móveis. Mas, além disso, os canais de áudio e vídeo estão sendo usados para expandir essa nova interface dos usuários. Os comandos de voz lideram buscas e ações das aplicações, enquanto que o emergente canal de vídeo está levando ao reconhecimento facial e gestos”, diz o analista Smith. O Gartner recomenda acompanhar os avanços nas novas técnicas de interface de usuário (como toque, áudio, vídeo, gestos, busca, social e contexto) e criar um roadmap para o potencial de curto, médio e longo prazos; separar os grupos de interações em fatores onde as aplicações integrem a experiência em múltiplos dispositivos em arquiteturas de aplicação; construir aplicações com capacidades e interações simples e focadas, mas criar, também os links entre as aplicações para uma operação melhor coordenada.





As organizações precisam realocar recursos, pois os projetos voltados para smartphones e tablets vão superar os projetos para PCs na razão de quatro para um até 2015. “Ao desenvolver interfaces para múltiplos tamanhos de tela e sistemas operacionais, são necessárias novas ferramentas para fazer as aplicações funcionarem corretamente em diferentes aparelhos. Não há uma maneira automática de fazer isso – são necessárias habilidades de engenharia para projetar os outputs certos”, diz Smith. O Gartner recomenda fazer investimentos táticos em ferramentas de desenvolvimento de aplicações móveis; aprimorar testes (automatizados) e planos de suporte; usar o HTML5 como o menor denominador comum de modelo de interface do usuário entre dispositivos e fornecedores, embora não se deva esperar que o HTML resolva todas as necessidades.