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Gartner analisa o futuro da dinâmica de mercado da computação em nuvem

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Publicado em 03/06/2011 às 15:41


O mercado global de serviços de TI, que gira em torno de US$ 820 bilhões, está mudando rápida e dramaticamente com a popularização do cloud computing e do offshoring. Para o Gartner, os CIOs devem tomar medidas para gerenciar os novos riscos e os custos inesperados do Cloud Services.



Nos próximos anos, a dinâmica do mercado determinará se a computação em nuvem representará o fim da terceirização tradicional, se levará à convergência de serviços e produtos, comercializados atualmente "como serviço", ou se resultará na próxima geração de outsourcing. “Provavelmente vamos viver uma fase de equilibro dinâmico entre o velho e o novo, com um avanço expressivo do Cloud em todas as frentes”, afirma o analista do Gartner e chairman da Conferência, Cassio Dreyfuss.



Os negócios e serviços de cloud incluem todos os tipos de soluções que são desenvolvidas, empacotadas e embaladas como ofertas de terceirização de serviços, nas quais o fornecedor de TI utiliza a computação em nuvem como plataforma de entrega dos serviços. O Gartner refere-se a estes serviços como ‘cloud-enabled outsourcing service offerings’. Eles podem ser prestados diretamente pelo fornecedor ou por meio de um integrador que entrega soluções de negócios pré-concebidas e configuráveis, de forma oportuna e com boa relação custo-benefício.



"O outsourcing através de Cloud Services ainda é imaturo e cheio de perigos potenciais. O alvoroço em torno dos serviços de computação em nuvem aumentou o interesse, bem como a precaução dos CIOs, que estão tentando determinar onde, quando e como Cloud Services podem cumprir as promessas de entregar valor para os negócios", analisa Dreyfuss. "Este modelo apresenta grandes oportunidades e também grandes desafios de gestão. As empresas precisam compreender as mudanças provocadas por ele e desenvolver estratégias realistas e as competências de gestão necessárias", acrescenta.



Dreyfuss afirma que os serviços tradicionais de TI muitas vezes engessam as organizações, com uma entrega rígida, com pouca agilidade e flexibilidade. Nestes casos, a inovação raramente se materializa, e as soluções deixam de estar alinhadas aos objetivos de negócio.



No novo cenário de Cloud Services, porém, agilidade, flexibilidade e inovação são atributos básicos e, dado o devido tempo de maturação, os provedores estarão entregando ao negócio o valor esperado. O mercado também espera maior escalabilidade, melhor custo-benefício e modelos de precificação pelo uso de recursos.



“Pesquisas recentes do Gartner ainda em fase de tabulação indicam que a América Latina está surpreendentemente atrás do resto do mundo na adoção de Cloud Services. Por exemplo, apenas 16% dos CIOs da região indicam que já adotam alguma forma de Cloud Services (contra uma média mundial de 23%); mais, 59% deles não têm intenção de adotar Cloud nos próximos 3 anos (contra uma média mundial de 31%)”, revela o executivo.