Tendências
Gartner prevê que residências terão mais de 500 dispositivos inteligentes, até 2022
PartnerSales
Publicado em 30/09/2014 às 15:00
No futuro, as residências estarão cada vez mais integradas aos processos de conexão. Essa é a análise do Gartner, que prevê que uma casa familiar típica, em um país com mercado maduro, poderá ter centenas de dispositivos inteligentes até 2022. Estes e outros dados serão mais detalhados no Gartner Symposium / ITExpo 2014, que acontece entre os dias 27 e 30 de outubro, em São Paulo.
Segundo o Gartner, as residências irão passar por grandes transformações na próxima década e, por conta da adoção de novas tecnologias, oferecerão muitas oportunidades de negócios digitais inovadores para as empresas que adaptarem seus produtos e serviços para este mercado. “Prevemos que uma vasta linha de equipamentos domésticos será inteligente no sentido de ganhar algum nível de sensoriamento, combinado à possibilidade de comunicação sem fio”, diz Nick Jones, vice-presidente e analista do Gartner.
De acordo com o especialista, os dispositivos mais sofisticados incluirão funções de sensoriamento e controle remoto. “A quantidade de objetos inteligentes irá crescer conforme os eletrodomésticos vierem a ser substituídos. Embora ainda não exista uma casa inteligente estruturada no período de 2020 a 2025, os produtos domésticos inteligentes e as primeiras oportunidades de negócios digitais que já surgiram”, afirma o analista.
As categorias de produtos domésticos inteligentes variam de mídia e entretenimento, como consoles e TVs, até eletrodomésticos, como fogões e máquinas de lavar, além de tecnologias de transportes, segurança, controles ambientais, equipamentos para saúde e ginástica. Para o instituto, a tecnologia sem fio será o alicerce-chave das casas inteligentes e a maioria dos dispositivos será conectada dessa forma, embora nenhuma tecnologia em especial seja predominante.
O Gartner prevê que Wi-Fi, Bluetooth, ZigBee, celulares e várias tecnologias de rede sem fio terão espaço na ‘casa inteligente’. Portanto, é provável que uma série de gateways e adaptadores sejam necessários para fazer a ponte entre padrões e protocolos diferentes. Muitos objetos domésticos inteligentes e sem fio serão portáteis e não terão acesso imediato a uma fonte de energia de instalação elétrica. Dessa forma, os fabricantes de baterias irão lucrar com essas novas residências, assim como as desenvolvedoras de tecnologias de alimentação de energia e armazenamento, como a carga sem fio.

