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Gartner revela tendências para o segmento de supply chain
PartnerSales
Publicado em 19/03/2014 às 10:00
Segundo relatório divulgado pelo Gartner, sobre as tendências de vendas de produtos manufaturados para 2014, a queda do índice de faturamento do setor e produtos de consumo nos últimos dois anos está levando os líderes de supply chain pelo mundo a repensarem a maneira pela qual eles podem agregar valores dentro de suas redes de comércio.
Dentre os principais motivos que levam a essa queda estão a desestabilização da economia global, cada vez mais incerta, e a expectativa de que a volatilidade da procura por produtos de consumo deve aumentar (87% da amostra realizada com 258 empresas aponta essa preocupação). “Os líderes da cadeia de suprimentos que puderem medir a frequência de seus produtos vendidos em prateleiras, colaborando com os canais na disposição das prateleiras e gerenciamento dos estoques, terão uma vantagem maior do que as indústrias que não puderem utilizar essas informações para melhorar sua exposição", explica Steve Steutermann, vice- presidente de pesquisas do Gartner.
Para adotar essa medida, o executivo aposta na ideia de que é preciso investir em uma análise de banco de dados mais estruturada, capaz de harmonizar informações a respeito da reposição do estoque e seu inventário, e as condições do consumo, para que se possa traçar um cenário estratégico e eficaz a cada tomada de decisão relacionada ao lançamento de um produto. Na opinião dele, as fabricantes e canais devem focar em iniciativas diretas, ligadas ao cliente final , como uma forma de aumentar sua receita. Para as fabricantes, isso significa projetar, por exemplo, suas redes de abastecimento para atender diretamente à demanda dos consumidores, inclusive online, e realizar transações sem intermediários, até mesmo como forma de personalizar ainda mais as experiências de compra.
No paralelo, os líderes da cadeia de suprimentos também precisam melhorar sua capacidade de gestão da procura, responder melhor às demandas variáveis e gerenciar os pedidos e recursos que envolvem a estrutura de custos para que suas margens de lucros não fiquem comprometidas.
De acordo com a pesquisa, 55% das indústrias de consumo já estão reformulando suas redes e 23% pretendem fazer o mesmo nos próximos dois anos. Os principais motivos que levam a essas medidas são a redução de custos, maior agilidade dos processos e a aceitação de novos produtos no mercado. Mas para isso, Steve recomenda à cadeia de supply chain que mantenha sua liderança, visão estratégica e um roteiro de prioridades para a execução de cada medida. "O importante é investir em pessoas, processos e melhorias tecnológicas que sejam valorizadas pelos clientes", conclui.

