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Entrevista

HPE disponibilizará todo o portfólio como serviço até 2022 para seu ecossistema de canais e clientes

Por Virgínia Santos

Publicado em 09/09/2021 às 20:04

Entrevista Especial com Ricardo Emmerich, Managing Director da HPE


No comando da operação brasileira, Ricardo Emmerich, Managing Director da HPE, tem o desafio de acelerar a jornada digital dos clientes, para isso, a companhia aposta em soluções digitais para a borda, dados e habilitação da nuvem, permitindo assim a geração de novos modelos de negócios ao ecossistema e seus clientes.  A seguir o nosso bate-papo com  o executivo: 


PartnerSales: O que tem a nos dizer sobre a posição que assumiu, no ano passado, em plena pandemia como Managing Director da HPE Brasil? 

Ricardo Emmerich: A primeira palavra que tenho a dizer sobre assumir a HPE em novembro de 2020 é orgulho, isto por estar em uma empresa que admiro pelos seus valores, foco em pessoas e contribuição a comunidade e seus clientes. É fantástico presenciar como a HPE demonstrou claramente durante a pandemia sua preocupação com as pessoas e a comunidade, acima de tudo. Em termos de ambiente de negócio, tivemos a fase mais crítica no primeiro semestre de 2020, quando eu ainda estava trabalhando em outra função regional. No momento que assumi já tínhamos um melhor cenário econômico onde as empresas estavam investindo novamente. As oportunidades que tivemos desde o momento de retomada colocou a tecnologia em um papel de destaque passando de uma área de suporte para uma área de viabilização do negócio e vantagem competitiva. Isto foi alavancado pela forma como o portfólio de soluções da HPE e seu ecossistema de parceiros se adequou a este momento, levando de forma customizada desde soluções financeiras para nossos clientes, com a nossa unidade de HPE Financial Services, até a adequação das diferentes necessidades de negócio com a nossa entrega por serviço que atende o consumo de tecnologia conforme o crescimento da empresa. 
 

PS: Quais foram os desafios e aprendizados em pouco mais de 9 meses na função em um período tão peculiar como este que vivemos? 

RE: O primeiro aprendizado para todos os empresários durante a pandemia creio que foi a humildade que tivemos que ter para assumir que não tínhamos todas as respostas e não conhecíamos todos os impactos globais deste isolamento em diversas áreas e momentos. Não sabendo de tudo, a aproximação com nossos clientes para escutar seus desafios, entender as restrições que tinham para operar e buscar com eles as oportunidades que se abriram durante este período foi fundamental para que a HPE se posicionasse como um parceiro de negócio e não apenas como uma fornecedora de infraestrutura de TI.  O que não fizemos sozinhos, porque a regionalização e o conhecimento de indústria que alcançamos foi com o apoio de nosso ecossistema de parceiros.  O canal foi capaz de criar a capilaridade geográfica e a abrangência de conhecimento de indústria para o correto desenvolvimento de negócios com nossos clientes. 


PS: De que forma as suas experiências anteriores à HPE impactam o seu trabalho atualmente, há quanto tempo trabalha na companhia?

RE: Tenho mais de 30 anos de experiência na HPE, iniciando pela área técnica, vivendo muitos anos na área de serviços e também gerenciando TI, quando fiquei por 4 anos como responsável pela área de Tecnologia de Informação para a América do Sul. Ter a oportunidade de passar por várias áreas e me envolver em diversos projetos locais e internacionais me permitiu uma visão bastante ampla de todas as capacidades da HPE, a qual hoje no Brasil vai desde a área de pesquisa e desenvolvimento até a fabricação e entrega de soluções que apoiam nossos clientes da borda até a nuvem. Com certeza as experiências na área técnica, na gestão de projetos, na gestão de qualidade e na gestão de TI, me habilitaram para que eu entenda melhor os desafios de nossos clientes e visualize como a tecnologia pode viabilizar soluções. Além disso, a  vivência que tenho na área de serviços, contribui para que seja natural a minha visão da HPE em sua estratégia de entrega de todo o portfólio como serviço, foi isto que de uma forma ou de outra fiz na maior parte do tempo em minha experiência na HPE.   


PS: Como está a operação da HPE com a retomada da economia e o que a companhia tem feito para atingir o objetivo de disponibilizar todo seu portfólio “as a service” até 2022?

RE:
A HPE tem demonstrado consistência na entrega de seus resultados durante todo o ano de 2021. Utilizando como referência o último trimestre que anunciamos, tivemos a receita de US$ 6,7 bilhões, um aumento de 9% ano a ano, com sazonalidade sequencial melhor do que o normal. Nosso lucro por ação não-GAAP de $ 0,46 centavos demonstra um crescimento de 70% ano a ano e acima do limite máximo de nossa faixa de perspectiva. A forte geração de fluxo de caixa livre contribuiu para um recorde no primeiro semestre de FY21 de $ 931 milhões. E sobre o nosso pilar de acelerar nosso portfólio “as a service” temos avançado, como os resultados deste último trimestre também demonstram através de nossa receita anualizada de US$ 678 milhões crescendo 30% ano a ano e de 41% em novos negócios, o que no Brasil é ainda maior.   



PS: Quais são as apostas da empresa em termos de produtos e soluções para a jornada digital dos clientes?

RE:
Descrevendo a jornada digital em três grandes blocos: soluções digitais para a borda, dados e habilitação da nuvem, a HPE visa atender a borda através de suas soluções HPE Aruba em termos de conectividade e segurança, facilitando a gestão e integração com diversas soluções que podem redefinir a experiência do cliente. Adicionalmente, considerando a grande geração de dados na borda, disponibilizamos a linha HPE Edgeline para que as decisões sobre os dados possam ser tomadas onde os dados são gerados, sem qualquer impacto da latência no processo de transferência de dados. No centro de uma transformação digital onde temos os dados, a HPE fornece soluções inteligentes para a aplicação de Inteligência Artificial na gestão dos dados, além de um modelo de segurança desde a arquitetura de suas soluções até a entrega de soluções de computação de alto desempenho (High Performance Computing – HPC) que capacitam as empresas a tomarem decisões em tempo real para grandes volumes de dados.  


PS: De que modo o parceiro pode ganhar dinheiro na venda de soluções e produtos da HPE?

RE: Atualmente tem se discutido muito os novos modelos de negócios que permitem às empresas terem maior relacionamento com seus clientes, avançando de um modelo transacional para um modelo de convivência e alinhamento dos objetivos que levam o cliente e seus parceiros a resultados de negócio em sinergia. Isto é o que o modelo de consumo de tecnologia de informação – que na HPE chamamos de HPE GreenLake. Com esse formato, em vez de vender ao cliente uma solução onde o risco de negócio pode ficar apenas com o cliente, o parceiro pode oferecer uma solução para o momento inicial e acompanhar o cliente em sua evolução com o crescimento do projeto inicial que pode durar de 3 a 5 anos, de acordo com o crescimento e direcionamento do negócio do cliente. 


PS: Quais produtos e soluções estão sendo mais procurados em tempos de home office, ensino a distância, telemedicina e videoconferências?

RE:
No início da pandemia, o que descrevemos como aceleração da Transformação Digital teve muito mais a característica de um modelo de “Sobrevivência Digital”, porque nossos clientes estavam operando com a prioridade de manter seus colaboradores trabalhando de suas casas com segurança e seus clientes com canais que permitissem a continuidade do negócio. Nessa fase, os principais projetos foram de virtualização de ambientes e de expansão da capacidade existente, onde o portfólio “CORE” da HPE em soluções computacionais e de armazenamento de dados tiveram a maior demanda. No momento seguinte, com as empresas já operando em suas novas estruturas, passamos para a fase de buscar modernizar os ambientes, preparar para o pós-isolamento e fazer o melhor uso da tecnologia, que agora já passava em qualquer empresa a ser tópico da agenda estratégica do cliente. Com isso, as soluções de borda como conectividade e processamento na borda ganharam maior relevância e compras como serviços, no modelo de consumo como HPE GreenLake, se adequaram ao crescimento do mercado. 



PS: Durante o HPE Discover, evento realizado virtualmente em junho, a companhia anunciou uma série de novidades como a expansão do GreenLake com suporte de serviços na nuvem e o novo conjunto de soluções para o Aruba ESP (Edge Services Platform). Quais foram os principais pontos abordados, na sua opinião, que o canal precisa conhecer?

RE: O evento foi um sucesso, com milhares de pessoas de todo o mundo participando e com sessões que se revezavam para cobrir todos os diferentes fusos horários e idiomas, como por exemplo o português. O Antonio Neri começou com a frase “O futuro é da borda para a nuvem”, definindo o tema central da conferência, esclarecendo que isto se dá pela quantidade de dados gerados na borda e a necessidade cada vez maior de um modelo onde o dado possa ser trabalhado a partir de onde ele se origina: na borda. No evento, entre os vários anúncios, podemos ressaltar como a HPE estende a liderança da nuvem híbrida com a plataforma HPE GreenLake, fornecendo ofertas locais mais abrangentes, escalonáveis e seguras que proporcionam maior agilidade, simplicidade e produtividade, a um custo mais baixo. Outro anúncio importante foi  sobre como os recursos de segurança do Projeto Aurora ajudarão as empresas a recuperar sua segurança em toda a cadeia de fornecimento digital, da borda à nuvem. Em termos de operações com dados, a HPE apresentou uma nova forma de gerenciar seus dados com o conceito de DataOps, o qual possibilita realizar a gerência de seus dados por um console que simplifica a gestão dos dados locais e da nuvem. Outras sessões, no HPE Discover, com muita demanda de nossos clientes e parceiros foram aquelas sobre o HPE Ezmeral, nossa solução que contempla um conjunto amplo de tecnologias, inclusive de recentes aquisições, para facilitar a Transformação Digital de nossos clientes com a vantagem de um ambiente híbrido e pronto para as demandas de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina. Para não me estender mais e concluir com o tema de verticais, a HPE apresentou o HPE GreenLake Cloud Services para as verticais de Saúde, Serviços Financeiros, 5G e outras soluções do setor para potencializar a modernização de aplicativos para cargas de trabalho críticas e fornecer a experiência em nuvem. 


PS: Que direcionamento o parceiro deve seguir para ter êxito e melhores resultados na nova normalidade?

RE: O parceiro hoje tem uma grande participação no ecossistema da HPE por ser quem consegue se aproximar do cliente, entender a regionalização, a vertical de indústria e fazer a conexão com o portfólio de produtos e serviços da HPE. A nova normalidade apenas ressalta esta parceria, pois o ambiente que se alterou foi caracterizado de forma distinta em cada setor e, por isso, a aproximação entre o cliente e o parceiro é fundamental.  Além disso, a transformação do parceiro em um provedor de soluções como serviço permitirá que o cliente perceba a contínua participação do canal no ciclo de desenvolvimento de negócios e em seu próprio crescimento no retorno cada vez mais acelerado da economia.  


PS: Em relação aos treinamentos e qualificação, o que a companhia tem realizado em prol do ecossistema de parceiros? Como está o programa Partner Ready atualmente?

RE: Os programas de treinamento e certificação da HPE seguem sendo um dos pilares para que o parceiro possa se apresentar cada vez mais bem preparado para seus clientes e possa, inclusive, apoiar a HPE no próprio desenvolvimento e aprimoramento de soluções com feedbacks técnicos e de aplicação prática no mercado que atende. Atualmente, o Brasil é um dos países com maior adesão aos programas, o que se evidencia com o recente reconhecimento de um de nossos canais do Brasil como o parceiro de melhor desempenho na América Latina. Adicionalmente, temos expandido a atuação de nossas revendas em outros portfólios, como por exemplo em computação de alto desempenho (High Performance Computing – HPC), no qual nossos parceiros têm se especializado e trabalhado em projetos complexos de engenharia, inteligência artificial e aprendizado de máquina. 


PS: Qual a principal expectativa da companhia para este e os próximos anos?

RE: A expectativa é muito positiva principalmente pela aceitação do mercado de nossa abordagem híbrida apresentada há alguns anos e agora, com a visão de atender a transformação digital do cliente de forma a adequar a tecnologia à sua necessidade. A flexibilidade que a HPE traz ao cliente, habilitando a escolha da tecnologia, do modelo gestão e do pagamento por consumo faz com que o cliente possa focar em seu negócio e tenha a HPE ao seu lado, simplificando a adoção da tecnologia.  


PS: Quando pensamos na HPE, o que primeiro deve vir a nossa mente?

RE: Uma empresa que entrega soluções da borda até a nuvem, tudo como serviço. É a nuvem que vem até você. 


PS: Qual a mensagem da companhia para os canais?

RE: Com a pandemia, aprendemos a importância de quebrar barreiras e trabalharmos em conjunto. Todos os esforços em parceria se demonstraram mais efetivos que ações isoladas. Assim é como vemos nosso ecossistema de parceiros, um trabalho em conjunto, coordenado, através de uma liderança situacional, quando, em momentos do ciclo de relacionamento com nossos clientes, teremos a HPE liderando e em muitos outros, o canal. A HPE, em toda a sua história, teve uma presença forte dos nossos parceiros, desde o processo de pesquisa e desenvolvimento, onde temos uma rede de centros de pesquisa e institutos que apoiam a HPE, até no relacionamento com nossos clientes, onde nos aproximamos e redefinimos a própria experiência através de uma unidade entre HPE e parceiros, desenvolvida por muitos anos de excelente relacionamento. Vamos JUNTOS!