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Mercado

IDC aponta crescimento do mercado de serviços profissionais de TI em 2009

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Publicado em 30/11/2009 às 12:36

A IDC publicou um relatório sobre o mercado de serviços de TI no Brasil relativo ao primeiro semestre de 2009. Apesar da crise, os resultados apontam crescimento de 4,1% no período em relação ao primeiro semestre de 2008, com destaque para expansão de 10% nos serviços de outsourcing. A projeção da IDC é que o mercado de serviços profissionais de TI encerre o ano com crescimento de 5,13% em comparação a 2008. O relatório faz parte do estudo IDC Brazil IT Services Tracker.

 

Reinaldo Roveri, gerente de pesquisas da IDC Brasil, comenta que com a crise os ciclos de venda se alongaram e decisões antes eram tomadas por níveis gerenciais mais baixos subiram na escala hierárquica das empresas, mas o impacto foi relativo. “Houve renegociações e cancelamentos de contratos, mas em proporções menores do que era esperado pela maioria dos executivos do mercado”, comenta o analista.

 

De acordo com o relatório da IDC, o destaque durante o primeiro semestre de 2009 foi o crescimento das vendas de serviços de outsourcing, especialmente de infraestrutura. Ainda que com margens menores, eles já respondem por mais de um terço das receitas totais do mercado de serviços e apresentaram crescimento superior a 10% em comparação ao primeiro semestre de 2008. Por outro lado, os serviços mais afetados no período foram educação e treinamento, além de grandes projetos de integração de sistemas (exceto por virtualização e consolidação de servidores e storage) e consultoria em TI.

 

Em relação aos mercados verticais, os segmentos que se destacaram na demanda por serviços profissionais de TI foram Comércio (em especial o varejo, beneficiado pelo consumo interno aquecido e pela redução de impostos), Utilities (principalmente companhias de energia que buscam uma atualização de seus sistemas legados e se preparam para uma consolidação do setor), Saúde e empresas que atuam no ramo de Seguros. Embora tenham assumido posturas mais conservadoras, os setores de Finanças, Governo e Telecomunicações mantiveram seus investimentos. Exceto raras exceções, as empresas de manufatura, mineração e siderurgia, especialmente as que tinham boa parte dos negócios apoiados na exportação, foram as mais afetadas pela crise e reduziram seus investimentos em TI durante o período.

 

Uma leitura dos dados levantados junto a grandes empresas mostra que a redução de custos de operação foi a prioridade dos CEOs brasileiros - e continuará sendo em 2010 -, mas isso está colocando em evidência a importância da implementação de sistemas que permitam aprimorar a visibilidade, o monitoramento e análise dos processos e resultados das companhias: ao ter que cortar custos sem afetar os negócios, a maior parte das empresas enfrentou dificuldades por falta de informações qualificadas.

 

Como principais tendências, a IDC identifica os serviços de outsourcing de TI e sistemas que permitam melhor controle dos negócios, como implementação e upgrade de sistemas avançados de gestão (ERP) e Business Intelligence, integração de sistemas e bases de dados e consultorias para a implementação de governança de TI. A explosão da demanda por espaço em datacenters possibilitará o surgimento e amadurecimento de novas ofertas de entrega de TI como serviço, por exemplo, de cloud computing. “Empresas que já atuam neste mercado no Brasil apresentaram crescimentos superiores a 30% no primeiro semestre deste ano e caso consigam sustentar uma boa taxa de sucesso de entrega destes serviços, estabilidade dos sistemas e satisfação de seus clientes, abrirão grandes oportunidades para a venda de aplicações por meio da computação em nuvem nos próximos anos”, comenta Roveri.

 

Outros serviços em alta em 2010 serão relacionados à continuidade dos projetos de adequação a leis e normas regulatórias, consolidação e integração de infra-estrutura de TI, com especial foco em virtualização, VoIP e atualização de call centers. O relatório também leva em conta que 2010 será ano de eleições, o que trará um certo nível de conservadorismo para os investidores e empresas que atuam no país e um redirecionamento de prioridades de investimentos do segmento governamental, mas prevê que com o cenário político definido, os investimentos em TI no Brasil deverão passar por um período de forte aceleração a partir de 2011.