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IDC apresenta estudo que quantifica os mercados de banda larga fixa e móvel no Brasil
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Publicado em 05/04/2010 às 14:27A IDC Brasil apresentou o Brazil Quarterly Fixed & Mobile Broadband Database, estudo realizado trimestralmente para quantificar os mercados de banda larga fixa e móvel no Brasil, incluindo tecnologias como DSL, Cable Modem, BWA/FWA, Wi-Max, HSDPA, EDGE, EV-DO, entre outras. De acordo com o estudo, no ano de 2009, mais de 3 milhões de novas conexões em banda larga foram comercializadas no País, somando um total de 15,06 milhões de acessos, número que aponta um crescimento de 26,4% ante a base instalada no primeiro trimestre do mesmo ano. “A tecnologia de maior destaque foi, sem dúvida, a banda larga móvel, somando mais de 1,6 milhões de acessos e superando as expectativas durante o ano, já que o crescimento foi de 82% em relação a 2008”, declara Samuel Rodrigues, analista do mercado de Telecom da IDC Brasil.
Soluções wireless e satélite ainda se apresentam muito mais como alternativas para localidades não atendidas pelas tecnologias convencionais e a banda larga via satélite ainda sofre com a expansão da 3G e perde pequena cifra de clientes regularmente.
O segmento de maior crescimento foi o residencial, com um incremento de 46% ante a sua base no fim de 2008. "As ofertas de velocidades maiores por preços mais baixos e os acessos entrantes com preços também cada vez mais atrativos foram os principais fatores para esse aumento”, completa o analista. Também merece destaque o segmento das grandes empresas, que atingiu marca superior a 250% de crescimento devido à inserção do acesso móvel.
Outro ponto abordado no estudo BQF&MBD foi à velocidade de acesso oferecida no mercado. Nesse caso, a distribuição ainda está concentrada nas faixas de 256K a 511K e de 512K a 1Mbps, porém perdeu representatividade nessas duas ao longo do ano e agora está mais pulverizada entre outras opções. “Acreditamos que a dinâmica das velocidades continue se alterando em 2010, quando as empresas continuarão a optar por novidades impulsionadas pela concorrência e pela demanda crescente de ampliação de banda”, disse Rodrigues.
O estudo concluiu que, em 2009, a inclusão digital, a banda larga móvel e os preços oferecidos foram os principais motivadores para o crescimento do mercado de banda larga. “O primeiro deve-se à queda nos preços de PCs e notebooks, que proporcionou o aumento na comercialização e criou um acelerador de vendas de conexões, principalmente nas velocidades entrantes. O Governo também incentivou esse movimento de inclusão com a implantação das cidades digitais. Já a expansão da cobertura 3G e a questão dessa tecnologia ser encarada como uma nova e interessante opção de acesso, ajudou a impulsionar o ganho de base da banda larga no cenário nacional. E, por fim, a oferta de velocidade, cada vez maior, pelo mesmo preço tem atraído usuários que podem, inclusive, migrar da internet discada para as velocidades entrantes”, finaliza o analista.

