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IDC destaca que faturamento do mercado de infraestrutura de TI cresceu 4,8% no primeiro trimestre de 2020
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Publicado em 26/06/2020 às 16:33Alta é impulsionada pelo setor de armazenamento que cresceu 48,9%
Nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2020, o mercado de infraestrutura de TI no Brasil faturou US$ 344,68 milhões, alta de 4,8% em relação ao primeiro trimestre de 2019. O crescimento foi puxado pelo setor de armazenamento, que teve receita de US$ 103,7 milhões, 48,9% a mais do que no mesmo período de 2019. Já o faturamento do setor de servidores ficou 8,1% abaixo, com US$ 113,32 milhões, e o de networking 6% menor, com US$ 127,66 milhões. As conclusões são do estudo IDC Brazil Enterprise Infrastructure 1Q2020, realizado pela IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e de conferências para indústrias de Tecnologia de Informação e Comunicações, e mostram boas surpresas para o período.
"O crescimento do setor de armazenamento, por exemplo, era esperado, mas de forma tímida. Esse segmento - assim como o de servidores - tem sido impactado pela adoção da nuvem, que demanda menos de infraestrutura local, mas no início do ano, graças a grandes projetos que foram iniciados no final de 2019 e entregues e faturados no começo deste ano, teve crescimento ainda maior", afirma Thomas Campos, analista de mercado da IDC Brasil.
O analista acrescenta que todos os segmentos do mercado de infraestrutura de TI teriam números positivos no primeiro trimestre se não fosse a pandemia de covid-19, que levou as grandes empresas a interromperem seus investimentos no setor já no início do ano. "Mesmo o setor de servidores, que tem tido seus investimentos direcionados para nuvem, poderia ter tido desempenho melhor", afirma o analista da IDC Brasil.
Em networking, por exemplo, o segmento de redes faturou US$ 15,61 milhões, um aumento de 11,7%, switches faturou US$ 67,30 milhões, alta de 9,6%, mas roteadores caiu 26% e faturou US$ 44,75 milhões, na comparação com o primeiro trimestre de 2019. "Em roteadores houve uma queda natural, reflexo da chegada do SD-Wan", afirma Thomas.
Expectativas
No segundo trimestre de 2020, a IDC estima que a variação do dólar e movimentações do governo levem os números para baixo. "As grandes empresas devem continuar postergando seus negócios devido à flutuação cambial, que deixa os investimentos menos previsíveis. Vemos uma linha de crescimento gradual trimestre a trimestre, mas, ainda assim, um desempenho baixo para o ano", ressalta Campos.
Além disso, o analista da IDC Brasil chama atenção para o segmento das PMEs, que estava ainda menos preparado para a crise de covid-19 e, para sobreviver, investiu na migração para o digital, mas pode ter dificuldades para cumprir compromissos. "Algumas PMEs podem pedir prazos maiores para pagamentos e causar problemas no fluxo de caixa em provedores que aceitarem essa condição. Por isso, é muito importante a disponibilização de linhas de créditos dos fabricantes aos parceiros", afirma.

