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IDC Tech CMO Fórum 2020 aponta esforço da América Latina em acelerar a digitalização para recuperar o crescimento

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Publicado em 09/09/2020 às 14:22


Maiores investimentos são em soluções de inteligência artificial, analytics, segurança e nuvem; No Brasil, o setor financeiro se digitaliza para competir e colaborar com as fintechs, enquanto no Chile é o setor de mineração que aposta na TI para tornar a exploração mais eficiente, e no México o impulso é na cadeia da indústria de transformação


No novo normal, o principal objetivo das empresas latino-americanas é acelerar sua digitalização para impulsionar a recuperação econômica e velocidade de seus negócios, resumiu Ricardo Villate, vice-presidente da IDC América Latina, durante o primeiro IDC Tech CMO Forum 2020, realizado virtualmente no dia 25 de agosto pela IDC.

Segundo Villate, "Digital First", é uma das principais mudanças causadas pela pandemia e uma resposta à mudança de hábitos dos compradores de tecnologia no novo normal. "As empresas optaram por acelerar a digitalização como algo imperativo para acelerar a velocidade dos negócios e, portanto, a agenda dos CIOs está centrada no futuro da empresa", disse. Neste cenário, também estão na linha de frente das empresas:

• Conhecer melhor o cliente e antecipar suas demandas. Uma em cada duas empresas da América Latina está mudando a forma de interagir com seus clientes, expandindo seus serviços online, por meio de áreas como inteligência e analytics.

• Acelerar a inovação para gerar valor na economia digital e aumentar seus ecossistemas. Pouco mais de 60% dos entrevistados pela IDC afirmaram estar expandindo sua cadeia de suprimentos com novos parceiros.

• Ser mais resiliente. Três em cada cinco empresas estão habilitando digitalmente suas operações, aumentando a automação e rastreabilidade para aumentar as opções de autoatendimento e reduzir o contato entre as pessoas.

No caso da indústria de manufatura mexicana - a maior da região-, Edgar Fierro, VP e diretor geral da IDC México, mencionou que as organizações buscam maior integração em toda a cadeia de valor na nuvem para trabalhar em plataformas abertas e reduzir erros, bem como maior automação de seus processos para atender às demandas do novo acordo de livre comércio com os Estados Unidos e Canadá, que deve gerar uma rápida recuperação das empresas.

No Brasil, o setor financeiro - o maior da América Latina e um dos principais investidores em TI do país - tem se concentrado em ser mais resiliente e acelerar sua transformação digital para competir e colaborar com as fintechs, disse Denis Arcieri, diretor geral para IDC Brasil.

Para o setor de mineração do Chile - que responde por 27% da produção de cobre, 38% da produção de metal de lítio e mais de 60% de iodo metálico no mundo - a tecnologia tem sido a chave para seu desenvolvimento e continuará sendo. "A tecnologia faz parte dos investimentos em projetos de reposição, expansão e novos projetos, tendo papel fundamental na criação de operações de mineração mais ágeis. Fazer isso de forma consistente e confiável significa que a exploração, extração, processamento e transporte de produtos minerais ocorrem em um ambiente interconectado e que eles podem responder dinamicamente às mudanças de fatores externos, em particular de preço, e que pode permitir o controle e visibilidade em todo o ecossistema de uma extremidade à outra", disse Natalia Vega, diretora geral da IDC Chile e Peru.

Já a Colômbia - que possui a terceira maior força de trabalho de BPO (Business Process Outsourcing) da região, com 13,1%, depois do Brasil (32,6%) e do México (14,2%) - estimula maior eficiência tecnológica e disponibilidade, como o teletrabalho para manter o crescimento do setor e gerar mais de 15 mil novos empregos, com o apoio do governo nacional, explicou Juan Carlos Villate, consultor da IDC no país.

Os produtores de alimentos e madeira na Argentina, que geram até 21% do PIB e tradicionalmente investem pouco em TI, têm acelerado a integração de soluções verticais de IoT, inteligência, robótica e soluções em nuvem para melhorar aspectos relevantes no novo normal, como rastreabilidade de animais e alimentos até sua cadeia de comercialização, e aumentar a eficiência produtiva automatizando a inteligência da rede de sensores climáticos, disse Diego Anesini, diretor de Pesquisa da IDC América Latina e chefe da subsidiária da IDC na Argentina.

No encerramento do evento, que contou com palestras, painéis e cases, Jay Gumbiner, vice-presidente de Pesquisa da IDC América Latina, destacou que, para acelerar a transformação digital, as empresas devem considerar:

• Encontrar parceiros estratégicos de tecnologia que optem por soluções menos tradicionais.

• Fortalecer a área e os serviços de marketing digital, pois a maioria das vendas é realizada online.

• Manter e aumentar as estratégias de segurança e nuvem porque elas continuarão a ser essenciais no novo normal.

• Fortalecer a infraestrutura de comunicações para garantir a continuidade das operações da empresa remotamente, em casa ou outro lugar.