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Imutabilidade, um conceito que está desafiando o cibercrime
Por Allan Fritz, Presales Consultant Arcserve Brasil
Publicado em 27/09/2021 às 10:00Para enfrentar a crescente criatividade e a sofisticação presentes nos ataques de ransomware não faltam opções de tecnologias voltadas para assegurar a proteção das informações. É um jogo entre estratégias de ataque e de defesa no qual qualquer descuido por parte de uma empresa pode ser fatal, com o sequestro de informações sensível e vitais colocando em risco a continuidade do próprio negócio, sem falar no comprometimento da imagem junto ao mercado.
De acordo com um levantamento da Sophos feito em abril o custo médio de recuperação de um ataque de ransomware em 2021 situa-se na faixa de US$ 1,8 milhão, com a soma dos prejuízos decorrentes da parada das operações, implementação dos protocolos de recuperação, danos à imagem e até multas por parte dos órgãos governamentais. Já o resgate médio pago é de US$ 170,4 mil. Estes números propõem uma reflexão: será melhor investir e proteger os dados ou remediar pagando os hackers?
A resposta não é tão simples como a matemática parece indicar. Afinal, a mesma pesquisa detectou que apenas 8% das empresas que pagam o resgate conseguiu reaver os dados e retomar o funcionamento dos seus sistemas, enquanto destas, 29% relatam terem recebido apenas um pouco mais da metade do que foi perdido. Nunca é demais acrescentar a esta equação de danos o tratamento dado por legislações específicas, como a LGPD brasileira, segundo a qual o vazamento ou exposição por meios digitais de dados sensíveis,seja de pessoa física ou jurídica, pode gerar uma multa de até 2% do faturamento da empresa, alcançado a casa dos 50 milhões de reais.
Enfrentar com sucesso as ameaças geradas pelo crescimento acelerado da indústria do cibercrime passa por um processo de conscientização. Estudos apontam que apenas 20% das empresas em todo o mundo se sentem devidamente preparadas para enfrentar um ataque cibernético. Segundo um levantamento da União Internacional de Telecomunicações, órgão da Organização Mundial das Nações Unidas (ONU)no relatório Global Cybersecurity Index 2020, o Brasil ocupa a 18ª colocação no índice de segurança cibernética. Nosso país registrou um aumento de 92% em incidentes envolvendo ransomware, nos colocando entre as cinco nações que mais sofrem com esta modalidade de crime em todo o mundo.
As empresas voltadas à segurança e proteção de dados também estão buscando novas e mais eficientes estratégias para enfrentar os criminosos. Um bom exemplo disto foi o anúncio feito no início deste ano pela Arcserve de sua fusão com a Storagecraft, colocando a empresa entre os cinco maiores provedores globais de soluções de proteção e de gerenciamento de dados. Com a fusão, chegou ao mercado uma solução revolucionária, o Appliance Onexafe, entregando armazenamento escalável on premisses baseado em objeto, o que proporciona o gerenciamento de Terabytes até Petabytes de informação agregando o recurso de imutabilidade.
A imutabilidade aplicada ao volume de dados garante total proteção das informações contra exclusões acidentais e problemas de hardware e software, neutralizando as ações de um ataque de ransomware. São geradossnapshots das informações armazenadas que podem chegar a entregar um Recovery Time Object (RTO) em até90 segundos, em contraposição aos dias e semanas em que muitas empresas ficaram paralisadas após ataques bem-sucedidos. Estes benefícios são entregues através de uma gestão extremamente simplificada e com uma excepcional relação custo-benefício. Para as empresas em geral já passou a hora de adotar uma atitude proativa diante deste cenário de crescimento dos ciberataques. Até porque os criminosos estão fazendo, e muito bem, a parte deles.

